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Procurador-geral da Venezuela pede prisão de líder da oposição | Notícias de Nicolás Maduro

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O governo venezuelano apresentou uma petição à Organização Internacional de Polícia Criminal, conhecida como Interpol, para solicitar a prisão de uma importante figura da oposição no estrangeiro.

O procurador-geral Tarek Saab anunciou na segunda-feira que o seu gabinete solicitou um mandado de prisão para Leopoldo Lópezex-prefeito e líder do partido político Voluntad Popular.

Lopez vive no exílio, tendo fugido em 2020 para Espanha depois de passar seis anos na prisão e em prisão domiciliária.

O pedido de prisão de Saab ocorre depois que Lopez postou nas redes sociais em apoio aos comentários recentes feitos pelo ex-presidente colombiano Álvaro Uribe.

Uribe, um presidente de direita que serviu de 2002 a 2010, deu uma entrevista coletiva no sábado na fronteira da Colômbia com a Venezuela, onde pressionou a comunidade internacional a remover Presidente venezuelano Nicolás Maduro.

“Apelamos à intervenção internacional, de preferência apoiada pelas Nações Unidas, para remover estes tiranos do poder e apelar imediatamente à realização de eleições livres”, disse Uribe da cidade fronteiriça de Cúcuta.

Lopez respondeu a um videoclipe do discurso de Uribe sobre o plataforma de mídia social X naquele mesmo dia.

Ele citou as disputadas eleições presidenciais de julho como uma indicação de que a oposição esgotou todas as suas opções para destituir Maduro.

“Depois de tentar TODOS os caminhos, incluindo vencer uma eleição com 70% dos votos, devemos considerar seriamente esta proposta”, escreveu Lopez. “Ouso dizer que a grande maioria dos venezuelanos concorda.”

Eleição aumenta tensões

Empossado em um terceiro mandato de seis anos na sexta-feira, Maduro, um ex-motorista de ônibus, sucedeu ao seu mentor político Hugo Chávez como presidente em 2013.

A sua administração é há muito acusada de violações dos direitos humanos, incluindo a detenção arbitrária e a tortura de supostos rivais políticos.

Análise desse histórico de direitos humanos foi aumentado durante as eleições de 2024, quando os principais candidatos foram barrados da corrida e os resultados foram criticados por falta de transparência.

A autoridade eleitoral nacional anunciou a vitória de Maduro poucas horas após o encerramento das assembleias de voto, sem fornecer a habitual repartição dos votos, levantando suspeitas.

Em resposta a oposição publicou cópias do que disse serem as folhas de votação oficiais mostrando o seu candidato Edmundo Gonzálezvencendo por ampla margem.

O próprio Gonzalez desde então foi para o exíliodepois que um tribunal venezuelano emitiu um mandado de prisão contra ele em setembro. Antes da tomada de posse de Maduro, regressou às Américas para visitar países que apoiavam a sua reivindicação à presidência, incluindo a Argentina e os Estados Unidos.

Maduro há muito tempo acusou potências estrangeiras de tentar minar a sua autoridade, e muitas vezes rejeitou protestos contra o seu governo como resultado de conspirações estrangeiras.

“Os gringos estão por trás deste plano”, disse Maduro num discurso televisionado após o início dos protestos após a última corrida presidencial.

Em última análise, o governo estima que 2.000 pessoas foram presas na repressão pós-eleitoral e grupos de direitos humanos afirmam que 25 pessoas foram mortas.

Os EUA desde então aumentou sua recompensa por informações que possam levar à prisão de Maduro, de US$ 15 milhões a US$ 25 milhões. Isto reconhece Gonzalez como o legítimo vencedor das eleições de 2024.

Enquanto isso, Maduro anunciou que seu governo havia preso “mercenários” estrangeiros na semana passada, incluindo cidadãos colombianos e norte-americanos.

Uma prisão polêmica

López, o líder da Voluntad Popular, foi inicialmente detido no governo de Maduro, em fevereiro de 2014.

O governo acusou-o de uma série de crimes, incluindo incitamento público e conspiração para cometer incêndio criminoso, embora algumas das acusações mais extremas – incluindo “terrorismo” – tenham sido posteriormente retiradas.

Ele acabou sendo condenado a mais de 13 anos de prisão. Grupos de direitos humanos como a Amnistia Internacional denunciado o processo como provavelmente tendo “motivação política”, e um grupo de trabalho das Nações Unidas sobre detenção arbitrária chamado para a libertação de Lopez.

Em 2017, López foi transferido do presídio Ramo Verde para prisão domiciliar e, em 2020, fugiu para a Espanha.

Ao anunciar novas acusações na segunda-feira, o procurador-geral Saab disse à televisão estatal venezuelana que tentaria prender Lopez novamente por instigar o uso de armas contra o Estado, traição, conspiração e associação criminosa.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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