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Programa Pai Presente possibilita que padrasto registre enteada como filha

Gecom TJAC, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Fórum Barão de Rio Branco foi palco de um novo caso de reconhecimento de paternidade socioafetiva.

Depois da divulgação da história de Francisco Bessa e a filha Samara Oliveira, no Dia dos Pais (Leia aqui), a informação de que o padrasto pode formalizar o registro de paternidade de enteada no documento, por meio do programa Pai Presente, chegou a mais pessoas.

Assim, na última terça-feira, 13, o Fórum Barão de Rio Branco foi palco de um novo caso de reconhecimento de paternidade. Francisco Sousa e Lucilene Fernandes foram os protagonistas e juntos escolheram oficializar os laços de pai e filha estabelecidos ao longo de suas vidas.

Após a publicação da reportagem no site do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e nos veículos de comunicação, que repercutiram a história contada no dia dos pais, segundo Ana Paula Paiva, gestora do programa, várias mensagens chegaram pelo WhatsApp disponível para o atendimento (68) 99971-9371. Muitas pessoas buscavam informações para conhecer os procedimentos relacionados a paternidade socioafetiva, ou seja, quando o padrasto considera o filho de sua esposa como se fosse seu. Saiba mais 

Entre os contatos, Francisco Sousa e Lucilene Fernandes tiraram suas dúvidas e decidiram acabar com um desconforto que sentiam. “Aquilo me matava. Eu era só a filha da dona Maria e tinha só o sobrenome da minha mãe”, conta Lucilene, que não sabia da informação de que poderia ter a paternidade reconhecida, mesmo sem a informação de pai e avós nos documentos.

Agora mesmo!

Quando Francisco casou com sua mãe, Lucilene tinha 10 anos de idade. Nesse período ela ainda queria que seu pai biológico a registrasse.  Ela conta que essa fase foi superada depois que ele faleceu.  “Na reta final, ele estava no hospital, eu pedi perdão e também o perdoei. Tudo que eu queria era um pai e, depois que ele morreu, ainda quis insistir em registrar, mas era necessário abrir processo, exumar o corpo, então, finalmente pensei que se ele não fez em vida, para que fazer depois de morto?”, explica.

Recentemente, Lucilene foi assaltada e perdeu todos seus documentos, foi então que comentou com o pai socioafetivo que ele poderia registrá-la. Ele prontamente aceitou.

Na segunda-feira seguinte ao dia dos Pais, os dois resolveram que iam levar a frente à vontade. Tiraram as dúvidas pelo telefone e depois foram ao Fórum. “Eu tinha visto a história da moça, aí disseram que não era necessário ter testemunha, nem nada. Explicaram que a gente só tinha que ir os dois, com os documentos ao Fórum, então estava decidido”, disse Lucilene.

Francisco teve mais quatro filhos biológicos com a mãe de Lucilene. “Eu queria ter feito isso faz tempo. Agora são cinco filhos legítimos”, conta.

Lucilene não só passou a ter a informação de paternidade preenchida em seu documento, como também acrescentou o sobrenome de Francisco.

ACRE

Pesquisas com amendoim forrageiro recebem reforço no Acre

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Foto de capa: Protótipo de máquina colhedora de sementes de amendoim forrageiro em teste no campo experimental da Embrapa Acre.

Por: Diva Gonçalves / Embrapa Acre

Os estudos com amendoim forrageiro, realizadas pela Embrapa Acre, por meio do projeto em rede “Desenvolvimento de cultivares de amendoim forrageiro para uso em sistemas sustentáveis de produção pecuária”, ganharam novo reforço. A prorrogação do projeto no âmbito do Sistema Embrapa de Gestão (SEG) garantiu a continuidade das ações até setembro do próximo ano. Além disso, o Plano Anual de Trabalho (PAT) para o biênio 2019/2020, aprovado junto à Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto), possibilitou um aporte financeiro no valor de 140 mil reais, para fortalecimento dos estudos para melhoramento genético da planta, em andamento.

Executado desde 2015, o projeto prevê, entre outros resultados, o lançamento de uma cultivar de amendoim forrageiro propagada por semente, a BRS Mandobi. “Os recursos aprovados permitirão finalizar as pesquisas com a primeira cultivar propagada por semente e avançar nos estudos para viabilizar a colheita mecanizada. A parceria com a Unipasto tem sido essencial para o cumprimento do cronograma de atividades e para o alcance de resultados. A previsão é que o lançamento regional da nova cultivar aconteça até o mês de outubro”, afirma a pesquisadora Giselle Lessa, líder do projeto.

Foto 1: pastagem consorciada com amendoim forrageiro em propriedade rural de Rio Branco.

O amendoim forrageiro é uma planta com alta capacidade de fixar nitrogênio no solo e elevado teor de proteína. Estudos comprovam que o uso dessa leguminosa associado com gramíneas aumenta a produção de forragem e a longevidade das pastagens e melhora a qualidade da dieta animal, com reflexos positivos na produtividade do rebanho. Atualmente, todas as cultivares da leguminosa disponíveis no País são propagadas por mudas. A propagação por sementes visa contribuir para ampliar o uso dessa tecnologia no consórcio de pastagens como alternativa para intensificar a produção de carne e leite a pasto nos diferentes biomas, sem a abertura de novas áreas.

 

Colheita mecanizada de sementes                                                                    

Para que a BRS Mandobi chegue ao mercado é necessário disponibilizar também um sistema de produção de sementes mecanizado. Paralelamente às pesquisas para viabilizar a nova cultivar de amendoim forrageiro, um projeto fruto de parceria entre a Embrapa Acre, Embrapa Instrumentação (São Carlos/SP) e Unipasto atua no desenvolvimento de uma máquina colhedora, a partir de protótipos já existentes. O objetivo do equipamento é reduzir custos na produção, viabilizar a oferta de sementes em larga escala para o mercado e ampliar o acesso a cultivares recomendadas pela pesquisa.

O engenheiro mecânico Daniel Portioli, analista da Embrapa Instrumentação, esteve na Embrapa Acre, no período de 5 a 8 de agosto, para acompanhar a colheita de sementes da cultivar Mandobi no campo experimental da Embrapa, realizada com uso de dois modelos de protótipos de máquina colhedora, em fase de teste, em continuidade aos ensaios sobre o funcionamento desses equipamentos, realizados com o objetivo de colher subsídios para a definição dos mecanismos que vão compor o novo protótipo de colhedora em desenvolvimento.

“A observação de procedimentos operacionais contempla etapas como peneiramento das sementes e rendimento da colheita, entre outros aspectos essenciais para garantir eficiência ao processo, e permite obter informações importantes para o dimensionamento de partes do equipamento como lâmina, esteira e peneiras rotativas. A maior parte do custo de produção de sementes está na fase de colheita, correspondendo a cerca de 80%. Buscamos desenvolver um equipamento que proporcione sementes de qualidade, com preços mais acessíveis para o produtor rural ”, explica o analista.

Para Portioli, contar com um sistema eficiente de colheita mecanizada vai minimizar esforços, especialmente no peneiramento das sementes, considerado uma das etapas mais críticas da colheita. O aprimoramento desse processo requer a combinação de operações distintas para refinar o trabalho de separação, reduzindo o volume de solo e raízes e garantindo maior quantidade de sementes nas peneiras rotativas. “Além disso, facilitará a realização de etapas posteriores como seleção e lavagem das sementes, que também influenciam o tempo das operações extracampo”, destaca.

Produto escasso

Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim, responsável pelos estudos com a nova colhedora, o atual sistema de produção de sementes de amendoim forrageiro, semimecanizado, demanda uso excessivo de mão de obra, onerando a produção e impondo para a pesquisa científica o desafio de desenvolver uma máquina que permita colher o produto de forma totalmente mecanizada. As dificuldades com mão de obra no processo de colheita contribuem para tornar as sementes de amendoim forrageiro um produto escasso e de custo elevado no mercado nacional.

“Toda a semente comercial encontrada no País é importada da Bolívia e vendida a preços superiores a 200 reais o quilo. O alto custo inviabiliza o uso da tecnologia em consórcio com a pastagem. Para se ter ideia, para cultivo da forrageira seguindo recomendações da pesquisa, ou seja, com semeadura em faixa em 50% da área do pasto, seriam necessários 11 quilos de sementes para cada hectare. Nos testes de campo com os dois protótipos de colhedora conseguimos reduzir bastante o custo de produção e acreditamos que com o equipamento que estamos desenvolvendo será possível baixar ainda mais o preço do produto”, enfatiza o pesquisador.

Fotos que ilustram a matéria (crédito: Arquivo Embrapa).
Foto 1: pastagem consorciada com amendoim forrageiro em propriedade rural de Rio Branco.
Foto de capa: Protótipo de máquina colhedora de sementes de amendoim forrageiro em teste no campo experimental da Embrapa Acre.
Diva Gonçalves | Jornalista (Mtb 0148/AC)
Núcleo de Comunicação Organizacional
Embrapa Acre
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Rio Branco/AC

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CRIME

EXCLUSIVO: Irmão acusa irmão pela morte de Carlinhos Farias, assassinado no Rio Tarauacá

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Carlinhos Farias era filho do ex-prefeito Turiano Farias, e primo do atual prefeito de Jordão, foi morto com requintes de crueldade. Após o crime, “não demonstrou nenhum arrependimento, e a todo momento sorrindo“, revela o irmão do acusado. 

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O jornalismo do Acre.com.br teve acesso exclusivo e inédito aos documentos e provas do crime. O Laudo de Exame de Corpo de Delito Cadavérico confirma que houve possível luta e resistência em sobreviver por parte da vítima. Houve lesões e perfurações em diversas partes do corpo.

Na foto de capa: irmão do acusado, Pedro Venâncio da Silva.

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No dia seguinte ao assassinato, a Polícia Militar prendeu José da Cruz Souza da Silva, 39 anos, suposto “amigo” que estava na companhia de Carlinhos Farias, filho do ex-prefeito de Jordão, Turiano Farias (1998/2004). O suspeito foi preso na Comunidade Remanso, Seringal Jaminawá, local do crime. Segundo informações, ele ainda estava com as supostas armas do crime em mãos no momento da prisão. 
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O crime ocorreu no dia 26, à noite, dentro de uma embarcação ancorada no barracão de propriedade do irmão do assassino. A vítima estava dormindo numa rede, dentro de uma das embarcações com destino ao município de Tarauacá. A vítima foi morta com pelo menos 20 facadas.
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O suposto autor do crime, JOSÉ DA CRUZ DA SILVA SOUZA, está atualmente preso no Presídio Moacir Prado, cumprindo prisão preventiva, para viabilizar, aprofundar e garantir as investigações.
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Entenda os fatos:
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Segundo afirmou o Juiz Marcos Rafael Maciel de Souza, o condutor José Salvio Marinho, Policial Militar, relatou que, após ser informado acerca de um crime de homicídio na Zona Rural Seringal Jaminawá no Rio Tarauacá, deslocou-se junto com agentes de polícia cível ao referido local onde constatou a veracidade da denúncia, momento em que encontraram o corpo da vítima Carlos Robson Silva de Farias caído dentro do barco com várias perfurações causadas por arma branca.
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Carlinhos Farias [Reprodução. Facebook]

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O magistrado afirmou ainda que, segundo relatou a testemunha Pedro Venâncio da Silva, irmão de José da Cruz (acusado), que estavam se deslocando para a cidade de Tarauacá e pararam naquele local para passar a noite, sendo que ele (Pedro Venâncio) subiu para a casa que pertence a um de seus irmãos e José da Cruz ficou sozinho no barco com a vítima (Carlos Robson), sendo que ambos estavam consumindo bebida alcoólica.
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De acordo com o policial militar Salvio Marinho, a testemunha Pedro Venâncio disse que ao voltar no dia seguinte, por volta das 05h da manhã, chegando ao barco, deparou-se com a vítima Carlos caído no chão do barco e constatou que o mesmo estava sem vida, sendo que no local estava apenas seu irmão José da Cruz que negou ter matado a vítima.
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Acusado negou o crime. Veja seu interrogatório:
O policial, condutor, informou por fim que, quando a Polícia chegou ao local do crime, José da Cruz ainda se encontrava lá, onde foi preso e levado para a Delegacia e que, no ato da sua prisão, ele portava uma faca peixeira, que foi apreendida.
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Veja o tamanho das facas apreendidas:
A testemunha Pedro Venâncio da Silva, irmão do acusado, confirma a versão apresentada pelo policial, condutor, relatando: que ficou na canoa até aproximadamente 20h e que, após jantar, resolveu subir para a casa de um de seus irmãos, ficando na canoa seu irmão José e a vítima Carlos, e que ambos ficaram deitados em suas redes; que os dois estavam conversando normalmente sem nenhum desentendimento entre eles; que quando voltou ao barco, na madrugada do dia seguinte, por volta das 05 da manhã, desceu para a canoa para seguir viagem e que, quando chegou no barranco, viu seu irmão na proa da balsa em pé com as duas mãos no bolso e, ao descer, chamou a vítima para irem embora, no entanto, quando chegou mais próximo viu o mesmo caído no chão e ao tocá-lo percebeu que estava morto; que perguntou ao seu irmão se ele tinha mata o homem e ele respondeu que não havido sido ele, que alguém tinha ido la e brigado com ele e o tinha matado; que tirou uma faca da cintura e disse “tá aqui minha faca”, disse ainda que “seu sonho era matar um e tirar as mantas e comer, só que não era esse aí“; que perguntou ainda acerca de suas pernas que estavam cheias de sangue, momento em que ele pegou um pano na canoa, molhou e ficou passando nas pernas, falando que “sangue de cristão fede“.
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Veja o depoimento de Pedro Venâncio da Silva, irmão do acusado:

Pedro Venâncio da Silva, irmão do acusado [Reprodução. Inquérito Policial]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda segundo o Juiz Marcos Rafael Maciel de Souza, o acusado JOSÉ DA CRUZ DA SILVA SOUZA afirmou em seu depoimento que: não se recorda de ter ouvido nenhum tipo de barulho ou gritos no barco; que não havia outras pessoas nas proximidades e que não se recorda de ter matado Carlinhos; que sempre que bebe perde a memória. Perguntado acerca das roupas que usava naquela noite, respondeu o interrogado que jogou sua camisa dentro do rio porque a referida já estava velha.

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A negativa de autoria do acusado não convenceu o magistrado, que decretou sua prisão preventiva, e está atualmente preso no presídio de Tarauacá. 

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Por Acre.com.br 

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