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Punjab, no Paquistão, impõe proibições de atividades em meio à intensa poluição atmosférica – DW – 11/11/2024

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PaquistãoA província mais populosa de Punjab, impôs a proibição de quase todas as atividades ao ar livre e ordenou que lojas, mercados e shoppings em algumas áreas fechassem mais cedo, devido aos altos níveis de poluição do ar provocar um aumento sem precedentes poluição atmosféricadoenças provocadas.

As escolas também fecharam nas principais cidades da província, da qual Lahore é a capital, com todas as restrições a decorrer até 17 de novembro.

No início deste mês, Lahore, que é regularmente classificada entre as cidades mais poluídas do mundo, tinha um índice de poluição atmosférica de 1.900 em alguns locais, segundo o grupo suíço IQAir.

Embora o nível seja agora mais baixo, a pontuação do índice de mais de 600 na segunda-feira ainda significa que os residentes estão respirando ar altamente tóxico, sendo 0-50 considerada a pontuação alvo.

O que o governo do Punjab disse?

“A propagação da conjuntivite/doença do olho rosa devido a infecção bacteriana ou viral, fumaça, poeira ou exposição a produtos químicos representa uma ameaça séria e iminente à saúde pública”, disse o governo de Punjab.

Afirmou que eventos desportivos ao ar livre, exposições, festivais e refeições em restaurantes eram proibidos, mas que “ritos religiosos inevitáveis” ainda poderiam ocorrer.

Farmácias, depósitos de petróleo, laticínios e lojas de frutas e vegetais também poderão permanecer abertos além do horário de fechamento das 20h, horário local, estipulado na diretiva.

A capital da Índia, Delhi, luta contra a poluição “de dar água nos olhos”

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O que está causando a poluição?

A poluição do ar aumenta a cada inverno em diversas regiões do Sul da Ásia, à medida que o ar frio retém poeira, emissões de fábricas e veículos e fumaça da queima de restolho nas fazendas.

Além disso, o governo do Punjab atribui a culpa pela crise de poluição atmosférica deste ano à vizinha Índia.

Os problemas de poluição foram agravados pela fumaça emitida pelos fogos de artifício disparados no Diwalio festival hindu das luzes comemorado em 31 de outubro deste anoapesar da proibição.

  Pessoas em um mercado de vegetais vistos através da neblina
A poluição do ar é especialmente intensa nos meses de inverno, como aqui num mercado em AmritsarImagem: NARINDER NANU/AFP

Crianças em risco

UNICEF na segunda-feira pediu que mais fosse feito para salvar as crianças dos efeitos deletérios da poluição do ar.

A agência de proteção infantil da ONU disse que o ar tóxico na região está colocando em risco mais de 11 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade.

“Além disso, as escolas em áreas afectadas pela poluição atmosférica foram fechadas… a aprendizagem de quase 16 milhões de crianças no Punjab foi perturbada”, disse Abdullah Fadil, representante da UNICEF no país, acrescentando que o país não poderia suportar mais perdas de aprendizagem. .

A OMS afirma que a poluição do ar pode desencadear acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas, cancro do pulmão e outras doenças respiratórias.

As crianças, especialmente os bebés, e os idosos são os grupos de maior risco.

tj/rmt (Reuters, AFP)



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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