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Quem é Yamandu Orsi, o próximo presidente do Uruguai? | Notícias Eleitorais

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Yamandu Orsi será O próximo presidente do Uruguaidepois que o líder de esquerda emergiu como o vencedor de um segundo turno de fim de semana para liderar a nação sul-americana de 3,4 milhões de habitantes.

Orsi, da aliança Frente Ampla, obteve 49,8% dos votos durante segundo turno no domingo para derrotar Álvaro Delgado, do Partido Nacional, de centro-direita, que obteve 45,9 por cento de apoio.

A sua vitória marca o regresso de um governo de centro-esquerda à presidência do Uruguai, após cinco anos de uma administração conservadora.

Mas quem é Orsi? Aqui está o que você precisa saber sobre o presidente eleito.

Primeiros anos

Professor de história, dançarino folclórico e ex-prefeito, o político de 57 anos é considerado herdeiro político do antigo Presidente José Mujica.

Mujica acompanhou Orsi na sua campanha e elogiou-o como um novo líder capaz de encontrar o equilíbrio certo entre as prioridades sociais, políticas e económicas.

Orsi nasceu em 13 de junho de 1967, na zona rural do departamento de Canelones. Seu pai era agricultor de vinhedos e sua mãe costureira. Enquanto morava no campo, sua irmã o ensinou a ler e escrever.

Mas o jovem Orsi começou a moldar as suas opiniões e desejos políticos em plena ditadura no Uruguai, que durou de 1973 a 1983.

Após o fim desse período, Orsi juntou-se ao Movimento de Participação Popular liderado por Mujica, o ex-líder guerrilheiro que se tornou presidente em 2010.

Apoiadores fazem recortes do rosto de Orsi após o fechamento das urnas no segundo turno da eleição presidencial em Montevidéu, Uruguai, 24 de novembro (Natacha Pisarenko/AP Photo)

Promessas de campanha

Orsi disse que quer inaugurar “uma esquerda moderna” para combater os sem-abrigo, a pobreza e o crime – uma preocupação fundamental entre Eleitores uruguaios.

As taxas de homicídio no país aumentaram acentuadamente nos últimos anos, alimentadas pela mudança nas rotas de contrabando de cocaína.

A taxa de pobreza é uma das mais baixas da região e voltou a cair para os níveis anteriores à COVID-19 este ano, mas as instituições de caridade dizem que continua a afectar as crianças de forma desproporcional.

“O destino e o futuro deste país têm de mudar”, disse Orsi à agência de notícias Reuters numa entrevista na capital Montevidéu no mês passado, dizendo que a sua coligação Frente Ampla alcançaria um equilíbrio diferente entre o bem-estar social e o crescimento económico.

Como prefeito de Canelones, na segunda maior região do país, ele foi creditado por ajudar a atrair potenciais investidores e aliviar a burocracia local para atrair empresas internacionais como o Google, com algum nível de sucesso.

Ele disse que planeia evitar aumentos de impostos apesar de um défice crescente e, em vez disso, concentrar-se em estimular um crescimento mais rápido.

Durante o seu discurso de vitória no domingo, Orsi prometeu “ser o presidente que apela continuamente ao diálogo nacional”.

Apoiadores de Yamandu Orsi durante um comício no Uruguai
Apoiadores de Orsi comemoram os resultados do segundo turno das eleições em Montevidéu, 24 de novembro (Andres Cuenca/Reuters)

Estilo folclórico

O pai de gêmeos fez campanha como moderado e com uma abordagem realista.

Mas o seu fracasso em estabelecer um plano claro para o governo atraiu críticas. Ele também se recusou a participar de debates e deu poucas entrevistas à mídia.

Embora as eleições venham a alterar o equilíbrio de poder no Uruguai, os analistas não previram uma mudança massiva na direcção económica do país, tendo Orsi prometido anteriormente “uma mudança que não será radical”.

A administração de Orsi tomará posse em Março próximo e, tal como Mujica – mais conhecido pelas suas condições de vida humildes que lhe valeram o apelido de “o presidente mais pobre do mundo” – ele disse que não viverá na residência presidencial.

Orsi tem várias semelhanças com seu padrinho político, como o amor pelo campo e um estilo de vida tranquilo.

Ele é frequentemente fotografado carregando o tradicional chá mate, passeando com seu cachorro, Ramon, e vestindo-se casualmente.



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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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