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Quem foi o general russo Igor Kirillov? – DW – 17/12/2024

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Moradores de um prédio de apartamentos na Ryazanky Prospekt, em Moscou, ouviram uma explosão na manhã de terça-feira e viram dois corpos no chão quando olharam pelas janelas.

O Comité de Investigação Russo confirmaria mais tarde a as vítimas foram o general Igor Kirillov e seu assistente, Ilya Polikarpov.

Ucrânia reivindica responsabilidade pelo assassinato de general russo

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Reações em Moscou e Kyiv

Os investigadores disseram que uma bomba foi plantada em uma scooter elétrica colocada ao lado da entrada do prédio de apartamentos. Ele detonou quando dois estavam saindo do prédio. Diz-se que Kirillov esteve sob vigilância através de uma câmera instalada em um veículo de compartilhamento de carros perto de sua casa, pouco antes de seu assassinato.

O Comitê de Investigação abriu um processo criminal examinando acusações de terrorismo, assassinato e tráfico ilegal de armas. A mídia russa, citando fontes do Comitê de Investigação, informou que as autoridades suspeitam que os serviços de inteligência ucranianos tenham organizado a explosão.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que Kirillov “passou muitos anos expondo sistematicamente os crimes dos anglo-saxões”. O representante da Duma, Yevgeni Revenko, acusou a Ucrânia de conduzir a operação e disse: “O regime de Kiev… mostrou a sua natureza criminosa”.

Entretanto, Mykhailo Podolyak, conselheiro presidencial ucraniano, negou as acusações que ligavam Kiev à explosão.

A explosão de terça-feira ocorreu um dia depois de o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) ter acusado Kirillov, à revelia, de ordenar o uso de armas químicas contra as Forças Armadas Ucranianas.

Rússia promete resposta ao general assassinado

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Lavador de reputação de Assad

A carreira pública de Kirillov começou em 2017, quando foi nomeado comandante da Força Aérea Russa. nuclearforças de proteção biológica e química. Mais tarde naquele ano, Kirillov tornou-se porta-voz do governo russo relativamente a um ataque químico que matou dezenas de pessoas na cidade síria de Douma em abril de 2017.

Na altura, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França acusaram o regime do então presidente Bashar Assad de realizando o ataque e atingiu vários alvos governamentais na Síria em resposta. Numa conferência de imprensa organizada pela Rússia e pela Síria em Haia, Kirillov afirmou que o ataque químico tinha sido encenado.

Segundo ele, o composto tóxico sarin foi adicionado deliberadamente a algumas amostras retiradas do local – uma afirmação que nunca foi comprovada de forma independente.

Falsas alegações sobre laboratórios biológicos perigosos na Ucrânia

Briefings como o de Haia, com Kirillov como orador principal, tornaram-se mais frequentes depois de a Rússia ter lançado uma invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022. Em seus discursos, Kirillov acusou os Estados Unidos de construir laboratórios na Ucrânia para desenvolver armas biológicas destinadas ao uso contra a Rússia.

Segundo Kirillov, o plano dos EUA era usar drones para transportar mosquitos infectados com o vírus da febre amarela para áreas onde as tropas russas estavam destacadas. Ele não forneceu nenhuma evidência para a acusação. Ele também não forneceu qualquer prova para a sua afirmação de que o aumento dos casos de gripe aviária na Rússia se deveu à migração de aves infectadas da Ucrânia.

Durante seus briefings, Kirillov afirmou que Exército ucraniano usou substâncias tóxicas na linha de frente e realizou ataques terroristas. Uma das suas últimas alegações, em Agosto deste ano, foi que a Ucrânia estava pronta para usar a chamada bomba suja para dispersar matéria radioactiva no seu próprio território.

Pessoas atrás de um cordão policial do lado de fora do prédio onde uma explosão matou o general russo Igor Kirillov e seu assistente
Autoridades russas disseram que estavam investigando o assassinato de dois oficiais militaresImagem: ASSOCIATED PRESS/picture Alliance

Por que Kirílov?

O cientista político alemão e especialista em Rússia Hans-Henning Schröder disse que vê as falsas alegações de Kirillov como propaganda usada para justificar a guerra não provocada da Rússia contra a Ucrânia. Schröder disse que o objectivo de Kirillov era convencer os russos, tanto dentro como fora da Rússia, de que a Ucrânia era perigosa e que a ofensiva russa conseguiu impedir os planos nefastos de Kiev para a Rússia.

Schröder destacou que o papel de Kirillov como propagandista poderia ter chamado a atenção dos serviços de inteligência ucranianos. Kirillov, caso contrário, teria pouco interesse para os serviços de inteligência da Ucrânia, uma vez que não comandava tropas operacionalmente e não era responsável pela implantação de unidades ou sistemas de armas, acrescentou Schröder.

‘Um ato de sabotagem’

Vários meios de comunicação citam fontes da SBU dizendo que o serviço de segurança da Ucrânia de fato assumiu a responsabilidade pelo assassinato de Kirillov. Se for verdade, não deverá ser tratado como um ataque terrorista, segundo Oleksiy Melnyk, que dirige programas de política externa e de segurança internacional no Centro Razumkov, em Kiev.

“Quando dois Estados estão em guerra e um militar ativo da força oposta é eliminado, isso deveria ser classificado como um ato de sabotagem”, disse Melnik.

Existem outros suspeitos potenciais da explosão além da SBU.

Melnik e Schröder disseram que um conflito corporativo ou interagências poderia estar por trás do assassinato de Kirillov. Schröder disse que o assassinato de Kirillov também pode ser visto no contexto dos expurgos no Ministério da Defesa da Rússia (MoD), que começaram depois que Putin demitiu o ex-ministro da Defesa, Sergei Shoigu, em maio passado.

“Podemos certamente imaginar conflitos de recursos, onde um grupo conspira contra outro”, disse Schröder. “No entanto, até agora, sabemos muito pouco sobre confrontos violentos entre grupos criminosos rivais dentro do Ministério da Defesa”.

Editado por: Sean M. Sinico



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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