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Reguladores da UE analisam Elon Musk e X – DW – 10/01/2025

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De acordo com a Lei de Serviços Digitais, Elon Musk e sua plataforma de mídia social, Xpoderá enfrentar pesadas penalidades caso os investigadores a União Europeia descobrir que ele manipulou o algoritmo do site para influenciar os eleitores. O DSA foi adotado em 2022 para prevenir a desinformação e outras atividades ilegais online.

Em Julho, a União Europeia concluiu que X violou vários princípios da DSA ao não fornecer acesso aos dados aos investigadores, ao não cumprir os requisitos de transparência publicitária e ao vender o acesso ao seu sistema de verificação “blue check” de uma forma que permitiu aos fraudadores fazerem-se passar por celebridades e funcionários públicos.

Na quinta-feira, Musk transmitiu ao vivo uma conversa com Alice Weidel, líder do partido nacionalista Alternativa para a Alemanha (AfD), e ampliou a mensagem do partido antes de Eleições de fevereiro. À medida que Musk se tornou mais activo politicamente, existe uma preocupação crescente de que X possa manipular o seu algoritmo para aumentar a visibilidade da entrevista e oferecer a Weidel uma vantagem injusta, o que violaria o DSA, bem como a integridade das próximas eleições na Alemanha.

“Se uma plataforma online representa um risco sistémico para a integridade eleitoral e o discurso público na UE, a DSA deve intervir imediatamente através do seu quadro de avaliação e mitigação de riscos”, Eliska Pirkova, analista política sénior do grupo de direitos digitais Access Agora, disse à DW.

‘Visibilidade e interação’

UM estudo recente da Universidade de Queenslanddescobriu que o algoritmo X pode ter sido ajustado no verão de 2024 para impulsionar as postagens de Musk no momento em que ele apoiou Donald Trump para presidente dos EUA. O estudo concluiu que a possibilidade de priorização ou preconceito algorítmico tem “implicações mais amplas para a compreensão de como os algoritmos da plataforma podem moldar o discurso público, influenciando quais vozes e conteúdos recebem maior visibilidade e interação”.

Apela à UE para sancionar Elon Musk por “interferência”

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Se a União Europeia descobrir que o algoritmo X foi manipulado para enviar conteúdo endossado por Musk, poderá impor multas pesadas à plataforma – até 6% da sua receita global – e até bloquear o site nos 27 estados membros.

“Eles podem expulsá-lo do mercado único europeu, se ele continuar a não cumprir as regras”, disse Andrea Renda, que lidera a unidade de Governança Global, Regulação, Inovação e Economia Digital do Centro de Estudos de Política Europeia, à DW. “A preocupação é que, como proprietário de uma plataforma, ele possa estar a criar um canal privilegiado para a amplificação de determinados conteúdos, incluindo discurso de ódio e desinformação”, disse Renda. “É isso que as plataformas não devem fazer sob o DSA”.

Uma longa luta

A União Europeia pode solicitar os detalhes do algoritmo X, que pode ser estudado por investigadores avaliados no âmbito do quadro de acesso a dados, e procurar correspondência interna da empresa para as investigações em curso.

A pedido da Comissão Europeia, grandes plataformas como o X “têm de ser capazes de explicar o design, a lógica, o funcionamento e os testes dos seus sistemas algorítmicos, incluindo os seus sistemas de recomendação”, disse Pirkova, referindo-se aos feeds de notícias organizados. em cronogramas individuais com base em interesses pessoais.

Trump ouve Elon Musk quando ele chega para assistir à decolagem do megafoguete Starship da SpaceX
Elon Musk foi nomeado pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump, para co-liderar o novo Departamento de Eficiência GovernamentalImagem: Brandon Bell/Getty Images/AP/aliança de imagens

Caso Musk se recusasse a cooperar, obter acesso aos dados internos de X seria provavelmente um processo longo e demorado, e no qual a União Europeia poderia ter pouca influência. Bloquear X dentro da UE seria visto como uma medida extrema, e mesmo uma multa de dezenas de milhões de euros dificilmente dissuadirá um homem com tais meios.

“Musk não está agindo como um ator econômico puramente racional”, disse Felix Kaarte, pesquisador sênior da Fundação Mercator da Alemanha, à DW. “Suas ações parecem ter motivação política, tornando improvável que a mera ameaça de multas ou repercussões legais o dissuada”.

Os que estão preocupados com o facto de Musk e X poderem representar uma ameaça à integridade das eleições na União Europeia estão a encorajar a UE a preparar-se para uma longa luta em múltiplas frentes.

“A resposta não deve depender exclusivamente da DSA”, disse Renda. “Os líderes da UE também devem agir a nível político, uma vez que Elon Musk tem um poder político, informativo e económico sem precedentes, que não pode ser usado como meio de interferência estrangeira no processo político”.

Editado por: M Gagnon



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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