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Reino Unido ‘aberto a discutir formas de justiça reparatória não monetária’ para ex-colônias | Comunidade das Nações
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2 anos atrásem
Eleni Courea in Apia, Peter Walker, Aletha Adu and Natricia Duncan
Keir Starmer abriu a porta a reparações não financeiras pelo papel do Reino Unido na escravatura transatlântica, ao ser pressionado pelos líderes da Commonwealth para se envolver numa conversa “significativa, verdadeira e respeitosa” sobre o passado da Grã-Bretanha.
Embora Downing Street insista que a questão mais ampla das reparações “não está na agenda” dos chefes de governo da Commonwealth (Chogm) desta semana reunidos em Samoao número 10 aceitou que provavelmente será referenciado no comunicado de final da cimeira.
Os países das Caraíbas, em particular, têm pressionado para que a questão seja discutida na cimeira, com alguns argumentando que a resistência contínua do Reino Unido para sequer iniciar uma conversa sobre a questão não era sustentável.
Embora o número 10 ainda exclua a possibilidade de pagar reparações ou pedir desculpa pelo papel do Reino Unido no comércio transatlântico de escravos, uma fonte de Downing Street indicou que o Reino Unido poderia apoiar algumas formas de justiça reparatória, como a reestruturação de instituições financeiras e o alívio da dívida.
“Há uma sensação geral de que estas instituições multilaterais concedem empréstimos aos países em desenvolvimento e depois cobram taxas de juro elevadas pelos reembolsos”, disse a fonte.
A fonte acrescentou que a reforma da situação financeira era algo em que o Reino Unido frequentemente assumia a liderança e que esta era uma forma de justiça reparatória que não teria custos para os contribuintes do Reino Unido.
Outras formas propostas de justiça restaurativa incluem a apresentação de um pedido formal de desculpas, a execução de programas educativos, a criação de instituições culturais e a prestação de apoio económico e de saúde pública.
No entanto, Downing Street descartou um pedido de desculpas imediato. Starmer disse à BBC na noite de quinta-feira: “Nossa geração pode dizer que o comércio de escravos e a prática eram abomináveis e deveríamos falar sobre nossa história. Não podemos mudar a nossa história, mas certamente deveríamos falar sobre a nossa história.”
Pressionado sobre se o Reino Unido deveria pedir desculpas ou pagar indenizações, o primeiro-ministro disse: “Já foi feito um pedido de desculpas em relação ao comércio de escravos, e isso não é surpreendente”.
Mas ele insistiu que os países da Commonwealth queriam falar sobre os desafios para o futuro, incluindo o financiamento climático e o comércio internacional..
Respondendo à decisão de Starmer de discutir reparações “não financeiras”, o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves – que foi um dos líderes fundadores do actual comité de reparações – sublinhou a importância de um plano de justiça reparativa que abordasse a questão duradoura impacto psicológico e socioeconômico da escravidão.
Argumentando que os britânicos cometeram genocídio e traumatizaram tanto os povos indígenas quanto os africanos escravizados em SVG, ele acrescentou que, embora os escravizadores tenham sido compensados com milhões na abolição, nada foi dado àqueles que foram escravizados e oprimidos.
“Não havia nada com que pudessem começar e construir – nem terra, nem dinheiro, nem formação, nem educação”, disse ele. Este legado prejudicial de escravização e opressão, acrescentou, continuou a atormentar as nações caribenhas.
Entretanto, o primeiro-ministro das Bahamas, Philip Davis, disse que era altura de a Commonwealth procurar “justiça” para a história brutal da escravatura, já que as ex-colónias britânicas exigiram discutir reparações com o rei Carlos numa cimeira importante na sexta-feira.
Um rascunho do comunicado Chogm vazado para a BBC dizia que os governos, “observando apelos para discussões sobre justiça reparatória no que diz respeito ao comércio transatlântico de africanos escravizados e à escravização de bens móveis… concordaram que chegou a hora de uma conversa significativa, verdadeira e respeitosa em relação a forjar um futuro comum baseado na equidade.”
após a promoção do boletim informativo
Segundo a emissora, o comunicado procurava alargar a questão para incluir a escravatura não apenas do outro lado do Atlântico, mas também do Pacífico, ao dizer que a maioria dos países da Commonwealth “partilham experiências históricas comuns”.
Mencionava a prática de “melro”, onde ilhéus do Pacífico eram sequestrados e trazidos para a Austrália, onde eram vendidos como escravos ou como mão de obra barata para trabalhar nas plantações em Queensland. Em 2021, Jack Dempsey, o então prefeito de Bundaberg, em Queensland, emitiu um pedido formal de desculpas pelo melro.
Frederick Mitchell, ministro das Relações Exteriores das Bahamas, disse que uma pequena seção sobre o assunto estava em discussão para possível inclusão no comunicado.
“A única linha sobre a qual estão discutindo é a justiça reparatória ou uma declaração sobre justiça reparatória”, disse ele à BBC. “Parece bastante inócuo para nós, porque realmente o que deveria acontecer é que deveria haver um pedido de desculpas e um compromisso com as reparações.”
Mitchell argumentou que o governo do Reino Unido precisava enfrentar o desejo dos países da Caricom, que agrupa 21 nações do Caribe e das Américas, de que o assunto fosse discutido.
“Muitas das instituições no Reino Unido já admitiram o pedido de desculpas, o governo britânico ainda não chegou lá”, disse ele. “Mas, neste momento, é necessário discutir a história disto e os efeitos nocivos do que aconteceu após a abolição da escravatura, que continuam a afectar as nossas sociedades hoje.”
Houve também algumas críticas silenciosas por parte do Partido Trabalhista sobre a insistência do N.º 10 de que estava “olhando para a frente” em vez de olhar para o passado.
“Claro que é sobre o que aconteceu no passado, mas é sobre relacionamentos no futuro e em que esses relacionamentos se baseiam”, disse Harriet Harman, uma figura importante do partido e ex-líder interina do Partido Trabalhista, à Sky. “E, portanto, acho que dizer ‘isso tudo está no passado, vamos olhar para o futuro’ parece um mal-entendido sobre o que eles estão realmente dizendo.”
Ocorre que o historiador caribenho Sir Hilary Beckles, que preside o órgão de reparações dos governos caribenhos, escreveu no Guardião que a opinião global se uniu à ideia de que havia um caso para responder por reparações.
“Enquanto a Grã-Bretanha imperial ascendia ao desenvolvimento económico sustentável e ao estatuto de superpotência militar global, os escravizados e os seus descendentes foram deixados até hoje com dor duradoura, pobreza persistente e sofrimento sistémico.”
Starmer, que chegou à capital samoana, Apia, na quinta-feira, quererá evitar qualquer disputa sobre reparações que prejudique uma cimeira que já carece de uma série de líderes da Commonwealth, incluindo Narendra Modi da Índia e Cyril Ramaphosa da África do Sul, que optaram por participar uma reunião em Moscou apresentado por Vladimir Putin.
Mesmo concordar em iniciar discussões sobre qualquer forma de reparação seria susceptível de provocar ataques ao primeiro-ministro por parte dos conservadores, com o apoio da imprensa de direita.
Na quinta-feira, na Câmara dos Comuns, Chris Philp, o líder paralelo da Câmara, pediu à sua homóloga do governo, Lucy Powell, que confirmasse que era “totalmente errado entreter discussões sobre reparações em relação a coisas que aconteceram centenas e centenas de anos atrás”. .
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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