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Relatório da ONU diz que 1,1 bilhão de pessoas vivem em pobreza aguda | Notícias sobre pobreza e desenvolvimento

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O índice mostra que 83,2 por cento das pessoas mais pobres do mundo vivem na África Subsaariana e no Sul da Ásia.

Mais de mil milhões de pessoas vivem em situação de pobreza extrema, estando quase metade delas em países que vivem conflitos, de acordo com um novo relatório das Nações Unidas.

Os países em guerra apresentam níveis mais elevados de privação em todos os indicadores de “pobreza multidimensional”, de acordo com um índice publicado na quinta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que relata disparidades “marcadamente mais graves” na nutrição, no acesso à electricidade e no acesso a água e saneamento.

Uma investigação realizada em 112 países e 6,3 mil milhões de pessoas revelou que 1,1 mil milhões de pessoas sofrem de pobreza, com 455 milhões delas vivendo “na sombra do conflito”, de acordo com o Índice de Pobreza Multidimensional.

“Os conflitos intensificaram-se e multiplicaram-se nos últimos anos, atingindo novos máximos de vítimas, deslocando milhões de pessoas e causando perturbações generalizadas nas vidas e nos meios de subsistência”, afirmou Achim Steiner, do PNUD.

O índice mostrou que cerca de 584 milhões de pessoas com menos de 18 anos viviam em pobreza extrema, representando 27,9% das crianças em todo o mundo, em comparação com 13,5% dos adultos.

A mortalidade infantil em ambientes de conflito foi de 8 por cento, em comparação com 1,1 por cento nos países pacíficos.

Afirmou também que 83,2 por cento das pessoas mais pobres do mundo vivem na África Subsariana e no Sul da Ásia.

O índice, compilado em conjunto com a Iniciativa de Pobreza e Desenvolvimento Humano de Oxford (OPHI), utilizou indicadores como a falta de habitação adequada, saneamento, electricidade, combustível para cozinhar, nutrição e frequência escolar para avaliar os níveis de “pobreza multidimensional”.

Mães afegãs sentam-se com seus filhos doentes na enfermaria de desnutrição do Hospital Infantil Indira Gandhi, em Cabul, Afeganistão (Arquivo: Hussein Malla/AP Photo)

O índice incluiu um estudo aprofundado sobre o Afeganistão, onde mais 5,3 milhões de pessoas caíram na pobreza durante 2015-16 e 2022-23. No ano passado, quase dois terços dos afegãos eram considerados pobres.

“Para os pobres dos países afetados por conflitos, a luta pelas necessidades básicas é uma batalha muito mais dura e desesperada”, disse Yanchun Zhang, estatístico-chefe do PNUD.

A Índia era o país com o maior número de pessoas em situação de pobreza extrema, afectando 234 milhões dos seus 1,4 mil milhões de habitantes.

Foi seguido pelo Paquistão, Etiópia, Nigéria e República Democrática do Congo. Os cinco países juntos representam quase metade dos 1,1 mil milhões de pessoas pobres.

A Diretora do OPHI, Sabina Alkire, disse que “a redução da pobreza é mais lenta em ambientes de conflito – por isso os pobres em ambientes de conflito estão a ser deixados para trás. Estes números obrigam a uma resposta: não podemos acabar com a pobreza sem investir na paz.”



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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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