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Rio Branco abre semana com quatro protestos diferentes contra governo e prefeitura
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5 anos atrásem
A capital acreana começou esta semana rodeada de protestos e manifestações a fim de chamar atenção dos poderes públicos do estado e município. Só o entorno do Palácio Rio Branco, sede do governo do Acre, amanheceu com a realização de atos diferentes que ocorrem simultaneamente. A sede da prefeitura também ficou lotada.
As quatro manifestações que marcam o início desta semana em Rio Branco são do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac), dos aprovados no cadastro de reserva da educação municipal, dos aprovados no cadastro de reserva da Polícia Civil e dos comerciantes que tiveram suas barracas derrubadas durante a madrugada pela prefeitura.
A primeira a ocorrer foi a manifestação dos comerciantes, na região do Camelódromo, no Centro de Rio Branco, bem próximo ao Palácio. Eles reclamam estarem sendo tratados como bandidos pela prefeitura. “Destruíram nosso pão de cada dia, sem avisar, fomos pegos de surpresa. Todos dependem desse trabalho. Estamos com mercadoria guardada, sem poder trabalhar”, afirmam.
Michele falou pelos candidatos aprovados no cadastro de reserva da Polícia Civil. O protesto, em frente ao Palácio, tenta convencer o governador Gladson Cameli a chamar esses aprovados para convocação. “Fazemos parte de um grupo composto de 500 aprovados. O governador prometeu nos convocar durante a campanha eleitoral, ele assinou um termo de compromisso em 2018 prometendo nos convocar, caso fosse eleito,” reclama.
Eles lamentam tentar diálogo com o governador, mas que até agora as conversas e reuniões não passam de “promessa”. “Estamos aqui para solicitar uma nova conversa concreta. Temos a data limite que est suspensa em razão da pandemia”, dizem.
Já o Sinteac convocou professores e trabalhadores gerais da Educação do Acre para continuar a cobrar a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e reajuste no piso salarial. Os membros do Sinteac seguem na tentativa de aderir mais funcionários na paralisação das atividades escolares que foi oficializada na última quinta-feira, 13, em escolas públicas do estado. O início do ano letivo 2021 continua estagnado e não ocorreu na data que estava prevista devido à paralisação da categoria.
Os sindicatos optaram por decretar o estado de greve e continuam sem trabalhar nas escolas. A secretária estadual de Educação, Socorro Neri, se reuniu com representantes dos sindicatos da Educação, onde recebeu um documento com as reivindicações da categoria. A secretaria garante que o assunto está sendo conversado com o governo do Acre.
Já os aprovados do cadastro de reserva da educação municipal acampam em frente à sede da prefeitura de Rio Branco para exigir a convocação. Eles fazem parte do processo seletivo e concurso da prefeitura de Rio Branco dos anos de 2016 e 2019. O concurso de 2019 ainda teve mais de 676 aprovados nomeados no ano passado. Dos 553 candidatos que estavam previstos para serem chamados, só 131 pessoas foram nomeadas nos cargos de nível fundamental, médio e superior, com salários entre R$ 1.032,66 a R$ 3.447,35 mil.
O grupo afirma existirem ao menos mil aprovados atualmente aguardando uma data para convocação. Segundo eles, há tentativas de buscar uma solução para o impasse junto à prefeitura de Rio Branco, mas que até o momento não foram recebidos para uma reunião com o prefeito Tião Bocalom.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.