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ARQUEOLOGIA

Romeu e Julieta? Esqueletos são encontrados “de conchinha” em túmulo com 5 mil anos

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Um casal com 5 mil anos foi encontrado sepultado lado a lado e “em conchinha”, na região de Karaganda, no Cazaquistão. Junto das ossadas do casal, os arqueólogos encontraram os esqueletos de dois cavalos puxando uma carruagem.

Esse terno casal está sendo comparado com Romeu e Julieta, isto porque as ossadas foram encontradas lado a lado, na posição fetal. Além disso, foram também encontrados alguns objetos: ele estava armado com setas e um punhal e ela tinha uma pulseira verde com pedras semipreciosas.

De acordo com o Mirror, um deles teria cometido suicídio ou sofrido assassinato para que tivessem sido enterrados juntos. Os arqueólogos levantam ainda a hipótese de terem morrido simultaneamente e por coincidência, tendo sido elegidos, por meio de algum ritual, para serem amantes em outra vida.

Ao lado da sepultura do casal, os arqueólogos encontraram outra com dois cavalos, que acreditam terem sido sacrificados para o ritual do enterro. Os animais puxam uma carruagem da Idade do Bronze, em direção à vida no além, explicam os especialistas. Ao lado dessas duas sepulturas foi encontrada uma terceira sepultura vandalizada, onde, mais uma vez, aparecia um casal lado a lado.

O Diário de Notícias adianta que essa não é a primeira vez que casais desse período aparecem em túmulos juntos, o que leva a questionar qual o motivo que fazia com que os casais da pré-história fossem sepultados “em conchinha”.

Ao Daily Mail, Igor Kukushkin, responsável pelas escavações, disse que “casais sepultados dessa forma não são uma raridade na zona, mas a questão de como a segunda pessoa se juntou ao primeiro que morreu é ainda uma incógnita”.

“Teria a mulher – ou o homem – sido morta para garantir que seguia a sua cara-metade? Eram este homem e mulher casados em vida? Ou homens e mulheres que não estavam relacionados eram tornados casal porque morriam ao mesmo tempo?”, questiona.

Os arqueólogos defendem que será necessária uma investigação mais detalhada para concluir se esses casais se tratavam de marido e mulher, amantes ou simplesmente pessoas, sem qualquer tipo de relação, que faleceram ao mesmo tempo. Por Ciberia/ZAP

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ACRE

Reconhecimento: Geoglifo no Acre é tombado como patrimônio cultural

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Desenho geométrico localizado a 50 km de Rio Branco tem aproximadamente 2.500 anos.

Foto de capa: Geoglifo de aproximadamente 2.500 anos, localizado no Acre, tombado nesta sexta-feira (9) pelo Iphan – Divulgação Iphan.

Um geoglifo de aproximadamente 2.500 anos, localizado no Acre, foi tombado nesta sexta-feira (9) pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

É o primeiro geoglifo tombado como patrimônio cultural no país, que tem pelo menos outras 400 formações do gênero espalhadas pela região Norte.

Chamados de “tatuagens da terra” por grupos indígenas, os geoglifos são grandes desenhos geométricos cavados na terra, com profundidade de até 2,5 metros. No Brasil, eles foram feitos entre 800 e 2.500 anos atrás. 

Ainda não se sabe por que os povos indígenas faziam esses desenhos no chão. Uma das hipóteses é de que os símbolos estivessem ligados a rituais religiosos; outra, de que sejam vestígios de aldeias.

Boa parte deles vem sendo descoberto nos últimos anos —ironicamente, também em função da ação do desmatamento na região amazônica. 

O geoglifo do sítio arqueológico Jacó Sá, tombado nesta sexta, fica a cerca de 50 quilômetros de Rio Branco. A ideia é fazer do local um atrativo turístico, e estimular a preservação de outras formações semelhantes pelo país.

Para o Iphan, os símbolos são “essenciais para entender o processo de ocupação e povoamento da região amazônica”, e têm “importância científica, histórica e afetiva”.

O geoglifo tombado nesta sexta também foi indicado como Patrimônio Mundial pelo Iphan. Nesse caso, o processo ainda precisa ser avalizado pela Unesco. Estelita Hass Carazzai. Folha SP.

Foto: Vista aérea de geoglifo no Acre; há mais de 500 desses estranhos desenhos geométricos espalhados pelo Estado/Divulgação.

Foto: Estrutura no município de Acrelândia, no Acre; segundo pesquisa, elas eram produzidas por grupos indígenas pequenos entre 2.000 anos e 650 anos atrás/Diego Gurgel/Divulgação.

Foto: O estudo dos geogrifos mostra que a Amazônia foi grandemente manipulada por povos do passado, antes de Cabral/Lalo de Almeida/Folhapress.

Foto: Com formatos como círculos, quadrados e losangos, os geogrifos acreanos começaram a ser identificados há pouco tempo, com o avança do desmatamento no Estado/Lalo Almeida/Folhapress.

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ARQUEOLOGIA

Múmia misteriosa que “provocava transe” foi consumida pelo fogo no Museu Nacional

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Dos cerca de 20 milhões de itens de valor incalculável que compunham o acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e que foram consumidos pelo incêndio deflagrado no domingo (2), havia uma peça em particular que despertava grande curiosidade entre os visitantes – e não era só pela sua raridade. 

A peça em questão era uma rara múmia egípcia, apelidada de Kherima, com cerca de 2 mil anos. De acordo com a BBC, a peça foi trazida para o Brasil em um caixote de madeira em 1824, pelas mãos do comerciante Nicolau Fiengo.

Dois anos depois, foi oferecida para leilão, acabando comprada por D. Pedro I, que a doou posteriormente ao Museu Nacional – que, na época, ainda estava localizado no Campo de Santana, centro do Rio.

Kherima se destacava pelo estilo da mumificação. Apresentava os membros enfaixados individualmente e decorados sobre linho, dando-lhe uma aparência semelhante a uma boneca. Esse tipo de mumificação era diferente do utilizado na época, dando menos atenção aos corpos que eram simplesmente “empacotados”. Além deste exemplar, há apenas oito múmias do gênero em todo o mundo.

“Este era um exemplar muito importante por causa do tipo de mumificação utilizado, que preservava a humanidade do corpo. Neste caso em particular, o contorno do corpo feminino”, explicou Rennan Lemos, doutorando em Arqueologia na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e pesquisador do Laboratório de Egiptologia do Museu Nacional do Reino Unido (Seshat).

No entanto, havia outra peculiaridade nesta múmia que atraía o interesse dos visitantes – o poder de transe. Há relatos da década de 60 que revelam: Kherima teria provocado situações de transe em quem se aproximava dela.

Um destes exemplos remonta à década de 1960, quando uma jovem teria tocado nos pés da múmia e, fora si, teria dito que pertencia a uma princesa de Tebas chamada Kherima, assassinada com punhaladas. Outras pessoas relataram sentir um “mal estar súbito” quando se encontravam próximas da múmia.

Sessões de hipnose coletivas

Kherima já tinha se tornado um objeto de culto quando o professor Victor Staviarski, membro da Sociedade de Amigos do Museu Nacional, ajudou a reforçar o misticismo ao seu redor. O professor lecionava cursos controversos de egiptologia e escrita hieroglífica ao som de óperas como Aida, de Giuseppe Verdi, e que incluíam a presença de médiuns e sessões de hipnose coletiva – ao lado da múmia.

Na época, os alunos podiam tocar na múmia e as reações inesperadas que resultava da interação foram alimentando o imaginário popular.

“Algumas pessoas diziam que conversavam com a múmia e ela respondia. Em uma dessas conversas, a múmia teria dito que era uma princesa do Sol, mas isso não tem qualquer sentido científico, uma vez que esse não era um título do Antigo Egito”, acrescenta Lemos.

Técnicas de tomografia permitiram revelar que Kherima era filha de um governador de Tebas, uma importante cidade do Antigo Egito. De acordo com a pesquisa, Kherima teria cerca de 18 a 20 anos e teria vivido durante o Período Romano no Egito, entre o século I e II. A causa da morte nunca foi identificada.

Outra múmia da cantora sacerdotisa egípcia Sha-amun-en-su, foi também reduzida a cinzas no incêndio que destruiu o Museu Nacional. O exemplar foi um presente oferecido a D. Pedro II, em 1876, na sua segunda visita ao Egito.

Com mais de 700 peças, a coleção de arqueologia egípcia do Museu Nacional era considerada a maior da América Latina e a mais antiga do continente – com várias múmias e sarcófagos. Acredita-se que todo o acervo tenha sido destruído.

O museu foi criado por D. João VI, e completaria 200 anos em 2018. Ciberia // BBC / ZAP

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