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Rússia ataca ‘delegacia de polícia’ de Kharkiv enquanto EUA reforçam militares da Ucrânia | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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2 anos atrásem
Pelo menos uma pessoa morta em Kharkiv enquanto o Pentágono anuncia 425 milhões de dólares em assistência militar adicional para a Ucrânia.
Um ataque com mísseis russos na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, atingiu um local usado por policiais, matando pelo menos um oficial superior e ferindo outras 30 pessoas, disse a polícia.
Quatro civis estavam entre os feridos no ataque no final da tarde de sexta-feira, informou um comunicado da polícia nacional no aplicativo de mensagens Telegram. Ele disse que mísseis S-300 foram implantados pelas forças russas.
“Hoje, o inimigo russo atacou uma delegacia de polícia no centro de Kharkiv com dois mísseis, matando um policial”, escreveu Ivan Vygivsky, chefe da Polícia Nacional da Ucrânia, no Facebook, nomeando o falecido como coronel da polícia, Andriy Matviyenko.
Ele postou fotos mostrando uma enorme cratera ao lado de uma pilha de escombros que sobrou do prédio. Em outra foto, um policial estava com a cabeça enfaixada e sangue no rosto.
Fotos postadas no Telegram por Oleh Syniehubov, governador da região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, mostraram equipes de resgate vasculhando montes de escombros.
Syniehubov disse que alguns dos policiais feridos estavam em estado grave. Ele disse que um ataque à cidade no início do dia danificou um prédio de apartamentos e várias casas particulares.
Kharkiv, uma cidade de 1,1 milhão de habitantes, fica a cerca de 30 km (menos de 20 milhas) da fronteira e continua sendo um alvo frequente de ataques aéreos russos. Na quarta-feira, uma bomba guiada pela Rússia atingiu uma residência de vários andares, matando três pessoas.
A cidade permaneceu nas mãos dos ucranianos durante o avanço inicial malsucedido das forças russas sobre a capital, Kiev, após a invasão de fevereiro de 2022. Mas Moscovo tem utilizado cada vez mais poderosas bombas planadoras para atacar posições ucranianas ao longo da linha de contacto de 1.000 quilómetros (600 milhas) e atacar cidades a dezenas de quilómetros da linha da frente.
US$ 425 milhões em ajuda militar dos EUA
O ataque de sexta-feira ocorreu no mesmo dia em que os Estados Unidos anunciaram um adicional de 425 milhões de dólares em assistência militar à Ucrânia, enquanto Kiev se prepara para enfrentar as forças russas reforçadas por tropas norte-coreanas.
Kyiv está enfrentando novas incertezas em meio a relatos de milhares de Norte-coreano soldados destacados para a Rússia estão a aproximar-se da fronteira com a Ucrânia. Cerca de 8 mil estão se preparando para se juntar à luta da Rússia contra as tropas ucranianas nos próximos dias, segundo autoridades dos EUA e da Ucrânia.
Durante uma visita a Kiev na semana passada, o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse que mais ajuda militar estava a chegar à Ucrânia, e em breve.
Este novo pacote de ajuda inclui armas que serão retiradas dos arsenais existentes dos EUA, incluindo interceptores de defesa aérea para sistemas nacionais avançados de mísseis terra-ar, munições para sistemas de foguetes de artilharia de alta mobilidade e artilharia de 155 mm, e veículos blindados e armas antitanque.
“Os Estados Unidos continuarão a trabalhar… para satisfazer os requisitos urgentemente necessários do campo de batalha da Ucrânia e para se defender contra a agressão russa”, disse o Departamento de Defesa dos EUA num comunicado.
O pacote de ajuda anunciado pelo Pentágono na sexta-feira eleva o montante total da assistência militar que os EUA forneceram à Ucrânia desde a invasão russa em 2022 para 60,4 mil milhões de dólares.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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