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Rússia prende pesquisador francês Laurent Vinatier por três anos | Notícias dos tribunais
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2 anos atrásem
Vinatier, que trabalha para um grupo suíço de mediação de conflitos, foi detido à medida que as relações entre a França e a Rússia se deterioravam.
Um tribunal russo condenou o investigador francês Laurent Vinatier a três anos de prisão depois de o considerar culpado de violar a lei do “agente estrangeiro” do país.
Vinatier, que trabalha para o Centro para o Diálogo Humanitário (HD), com sede em Genebra, foi preso em junho em meio às crescentes tensões entre Moscou e os aliados ocidentais de Kiev por causa da guerra da Rússia na Ucrânia.
O homem de 48 anos foi acusado de recolher informações sobre os militares russos sem estar registado como “agente estrangeiro”.
A juíza Natalya Cheprasova ignorou os pedidos da defesa por multa e condenou Vinatier a três anos de prisão, dois anos a menos que a pena máxima possível.
Num discurso no tribunal antes de ser condenado, Vinatier disse que amava a Rússia, pediu desculpas por infringir a lei e até recitou um verso do poeta russo Alexander Pushkin.
Vestindo uma camisa azul de gola aberta e jeans, ele ficou atrás de grades de metal e ouviu atentamente o veredicto da juíza. Ele piscava rapidamente, mas não demonstrava nenhuma emoção visível.
Vinatier não foi autorizado a falar com a mídia, mas seu advogado, Pavel Mamonov, disse aos jornalistas: “Consideramos a sentença dura e definitivamente apelaremos”.
A França designou Vinatier como detido arbitrariamente e apelou à sua libertação. O presidente Emmanuel Macron negou que Vinatier trabalhasse para o Estado francês e descreveu a sua prisão como parte de uma campanha de desinformação levada a cabo por Moscovo.
Após a decisão do tribunal na segunda-feira, o governo condenou a “extrema severidade” da sentença e reiterou o seu apelo à sua libertação.
“A legislação sobre ‘agentes estrangeiros’ contribui para uma violação sistemática das liberdades fundamentais na Rússia”, disse o porta-voz do Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, Christophe Lemoine.
Numa declaração após a detenção de Vinatier, a HD afirmou que o seu pessoal trabalha a nível global e “reúne-se rotineiramente com uma vasta gama de funcionários, especialistas e outras partes com o objectivo de avançar nos esforços para prevenir, mitigar e resolver conflitos armados”.
A lei do “agente estrangeiro” tem sido amplamente utilizada para reprimir os críticos do Kremlin.
Pesquisador de longa data da antiga União Soviética, Vinatier foi preso num momento em que as tensões aumentavam, depois de Macron ter dito que a França poderia estar preparada, sob certas condições, para enviar tropas para a Ucrânia.
Os laços deterioraram-se ainda mais desde Agosto, quando as autoridades francesas colocaram Pavel Durovo fundador russo do aplicativo de mensagens Telegram, está sob investigação formal em conexão com o uso da plataforma para crimes como fraude, lavagem de dinheiro e pornografia infantil. O advogado de Durov classificou o processo contra ele de absurdo.
Em seu discurso final no tribunal, Vinatier disse que visitou a Rússia pela primeira vez há 20 anos e decidiu trabalhar lá.
“Eu me apaixonei pela Rússia. Minha esposa é russa, meus amigos são russos. Vivi uma vida russa, é quem eu sou”, disse ele.
A Rússia prendeu vários ocidentais e acusou-os de crimes graves durante a sua ofensiva na Ucrânia.
No dia 1 de Agosto, a Rússia libertou o repórter americano Evan Gershkovich, o ex-fuzileiro naval dos Estados Unidos Paul Whelan e mais de uma dúzia de outros – incluindo políticos da oposição russa – na sua maior troca de prisioneiros com o Ocidente desde a Guerra Fria.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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