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Sem carnaval e sem máscaras, população aproveita feriado para aglomerar na Gameleira

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Sem máscaras e sem qualquer distanciamento social, a população rio-branquense aproveitou a tarde desta terça-feira, 16, feriado de Carnaval, para caminhar e aglomerar pela Gameleira no 2º Distrito, em Rio Branco.

Nas imagens registradas pelo fotojornalista do ac24horas, Sérgio Vale, é possível constatar diversos cidadãos sem máscaras e sem cumprir o distanciamento social. Até mesmo o meteorologista Davi Friale, que pertence ao grupo de risco da Covid-19, foi visto sem o uso da máscara.

O claro desrespeito às normas das autoridades de saúde chamam atenção devido ao momento que o Estado do Acre vem enfrentando. Desde o dia 1º de fevereiro, o Comitê Acre sem Covid-19 determinou a regressão do Estado à bandeira vermelha, consequentemente, o fechamento imediato dos serviços considerados não essenciais.

Mesmo com essas medidas, o Acre vem registrando em média mais de 400 casos por dia desde 1º de fevereiro e mais de três mortes por dia durante o mesmo período.

Entre segunda-feira e esta terça-feira, 16, de carnaval, o Acre confirmou a morte de 14 pessoas em decorrência da Covid-19. Ao total, os 22 municípios alcançaram a marca de 53.455 infectados e 932 óbitos.

Na tarde desta terça-feira, 16, Cameli decretou Estado de Emergência devido aos problemas com as enchentes, pandemia, dengue e crise migratória

Após o meio-dia desta terça, o rio Acre marcou 15,62 metros, estando 1,62 metros acima da cota de transbordamento na capital. Mais de 10 bairros estão sendo atingidos pela alagação e mais de 10 famílias tiveram de ser realojadas devido a subida no nível do rio.

Em entrevista recente ao Datena, Cameli relatou o drama do Estado que vem sofrendo com a pandemia da Covid-19, dengue e agora com a cheia do Rio Acre na capital.

“Nós estamos no limite com todos os leitos de UTI ocupados em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Estamos ampliando o número de leitos. Vai chegar o momento que não vamos ter mais como expandir”, destacou.

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Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre

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Simpósios Ciências Ambientais e Agrárias-2026.jpg

O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.

Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.



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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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