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POLÍTICA

Senador afirma que lei que regulamenta os jogos de azar será votada após as eleições presidenciais

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            Visto como líder do governo no Senado, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) apontou ao Valor que existem algumas pautas prioritárias para a votação no segundo semestre e que vários temas que atualmente estão “engavetados” devem ser analisados pela Casa logo após as eleições presidenciais. Este é o caso do Projeto de Lei 442/91, que prevê a regulamentação dos jogos de azar no país. Segundo o parlamentar, o assunto é polêmico, no entanto, este mercado precisa ser regulamentado.

            Portinho fez questão de ressaltar que, caso a gestão bolsonarista for reeleita, ela não furará o teto de gastos e que vários temas que estão parados no Senado devem ter prosseguimento, principalmente após o pleito presidencial. De acordo com o senador, dentre os principais temas a serem discutidos estão os benefícios sociais que têm previsão de serem encerrados no final de 2022 e também a pauta que prevê a reforma do imposto de renda, que há muito tempo não é discutida no Senado.

            Além dessas, o PL 442/91 que versa sobre a criação de um marco regulatório para os jogos de azar, também deve ser apreciada pelos senadores, sendo que a proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados em fevereiro deste ano. “Não me agrada muito usar os jogos de azar para sustentar o piso salarial da enfermagem, mas entendo que tem de buscar as fontes de recurso”, afirmou Portinho.

           Inicialmente, a expectativa era de que o PL 442/91 fosse votado pelo Senado ainda no primeiro semestre, contudo, a pauta ainda enfrenta grande resistência na Casa. Sendo que, tradicionalmente em ano de eleições, temas tidos como polêmicos geralmente são deixados de lado, já que nenhum parlamentar quer desagradar sua base de eleitores.

            Ainda assim, os amantes de uma boa jogatina podem ficar tranquilos, já que no Brasil é permitido se divertir em plataformas online, pois as empresas que exploram o setor têm suas sedes localizadas no exterior. Dessa forma, o torcedor que quiser arriscar alguns palpites nos jogos do seu time do coração pode utilizar as novas casas de apostas para fazer sua fezinha. Além de disponibilizarem um imenso catálogo de competições nas quais o usuário pode apostar, essas plataformas possuem promoções imperdíveis e que em muitos casos garantem um acréscimo de saldo generoso para o jogador.

              Engavetada no Senado

          Como dito anteriormente, o PL 442/91 foi aprovado na Câmara dos Deputados no começo deste ano, mas desde então a pauta continua acumulando poeira no Senado. Com isso, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), demonstrou certa insatisfação com a demora para a votação do projeto, chegando a afirmar que a pauta: “está dormindo no Senado há vários meses”.

            A manifestação de insatisfação do mandatário ocorreu em um momento em que a Câmara discutia a aprovação de um piso salarial para a enfermagem, e diversos parlamentares apontaram que os tributos advindos de uma regulamentação dos jogos de azar poderiam bancar a medida.

            Os parlamentares que participaram do Grupo de Trabalho que atualizou o texto do PL 442/91 apontaram que já tinham consciência que a matéria demoraria para ser contemplada no Senado, já que o assunto é controverso e não conta com a simpatia do presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele, em diversas ocasiões, relatou que caso a matéria fosse aprovada na Casa, a vetaria.

           Tal medida por parte do presidente se deu para não contrariar a bancada evangélica, que compõe boa parte de sua base no Congresso. Além disso, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), após certa pressão, relatou que o PL 442/91 não está engavetado e que ele será apreciado após as eleições.

OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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