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Por cancelamento de shows, Maranguape culpa ação do MP: “se contrapõem ao desenvolvimento da cidade”, diz

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Prefeito Maranguape comunicou o cancelamento da 4º Edição Agro Expo Tarauacá, e culpou “gestões passadas” e ação “quase sempre prejudicial, daqueles que se contrapõem ao desenvolvimento da cidade”, se referindo possivelmente à ação judicial do Ministério Público do Acre, requerida pelo promotor Júlio César de Medeiros.

Após o Ministério Público do Acre ajuizar ação civil pública contra a prefeitura de Tarauacá por gastos exorbitantes com músicos de outros estados, a prefeitura publicou Nota Pública no sítio oficial, justificando a situação (veja aqui). 

Em Tarauacá, após divulgação de notícia, MP atua e juiz decreta suspensão de shows

Na nota, dentre outras ponderações, o prefeito em exercício Raimundo Maranguape de Brito (PSD), informa o “cancelamento da 4º Edição Agro Expo Tarauacá, o que se dá em razão de decisão judicial do Juízo da Comarca de Tarauacá, que atendeu a um pedido do Ministério Público, proibindo a contratação das atrações nacionais musicais que se apresentariam no evento“.

Em outro trecho, Maranguape culpa gestões passadas, dizendo “Contudo, não será esta administração, tampouco as próximas, que conseguirá retirar décadas de atraso e descaso para com as políticas públicas, nem mesmo os pouco mais de R$ 300 mil que seriam investidos nas apresentações, seriam capazes de mitigar as mazelas aqui vigentes desde há muito“.

E diz ainda “A função de administrar sabidamente não é fácil, seja pelas naturais barreiras que se apresentam durante a gestão, seja pela ação, quase sempre prejudicial, daqueles que se contrapõem ao desenvolvimento da cidade“, diz a Nota (leia aqui).

Pelo contexto, estima-se que o prefeito se referiu à ação do Ministério Público, autor do pedido de cancelamento dos shows, que foi deferido pelo juiz Guilherme do Nascimento Fraga, titular da comarca de Tarauacá. 

Promotor de Justiça Júlio César de Medeiros

Promotor de Justiça Júlio César de Medeiros

A ação civil pública foi ajuizada pelo promotor de justiça Júlio César de Medeiros, titular da Promotoria Cível de Tarauacá.

Leia a Nota Pública abaixo ou clique aqui:

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