NOSSAS REDES

ACRE

Servidores revelam talentos em sarau promovido pelo governo do Acre

PUBLICADO

em

Andressa Larissa

O Cine Teatro Recreio foi palco do Sarau do Servidor, promovido pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead) e da Fundação de Cultura Elias Mansour (Fem), na noite desta sexta-feira, 25. O evento celebrou a criatividade e o talento dos servidores com apresentações musicais, dança e declamações de poesia. Entre os destaques, o servidor John Fagner Morais, da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), apresentou a poesia autoral intitulada “Orgulho de ser servidor”, na qual expressa sua paixão pelo serviço público: “Acordo todos os dias e faço meu trabalho com amor, não é demagogia, eu amo ser servidor.”

O sarau integra a programação especial do Mês do Servidor, comemorado ao longo do mês de outubro, com o objetivo de valorizar e promover a integração entre os servidores estaduais. Além de fortalecer o espírito colaborativo entre os órgãos públicos, o evento busca proporcionar momentos de lazer e bem-estar. A programação inclui palestras, oficinas, ações de saúde e outras atividades que celebram o trabalho dos servidores.

Evento contou com apresentações musicais, danças e poesias. Foto: Andressa Larissa/ Sead

Sérgio Siqueira, diretor da Fundação de Cultura Elias Mansour (Fem), destacou a relevância do evento. Segundo ele, foi uma determinação do governador Gladson Cameli que, durante o mês de outubro, fossem organizadas atividades em homenagem aos servidores. A Sead coordenou a programação, enquanto a FEM ficou responsável pela produção do sarau. “É uma oportunidade para que os servidores artistas mostrem seus talentos. Muitas vezes, temos dons artísticos, mas não encontramos espaço para nos apresentar. Além de valorizar esses talentos, o sarau promove a integração entre secretarias, autarquias e fundações, criando um ambiente de trabalho mais leve e saudável.”

A programação do Sarau do Servidor terá uma edição especial em Cruzeiro do Sul, marcada para o dia 18 de novembro, ampliando a participação dos servidores de outras regiões.

Dança do ventre com a servidora do Detran/Ac, Pryscilla Lima. Foto: Andressa Larissa/Sead

O secretário adjunto da Sead, Guilherme Duarte, destacou o impacto positivo da iniciativa: “A cultura é essencial para o ser humano. Eventos como este fortalecem o sentimento de pertencimento, promovem reconhecimento e estimulam a interação entre os servidores. O Sarau do Servidor demonstra como unir arte e trabalho cria um ambiente de valorização, celebração e integração, reforçando as habilidades dos servidores e estreitando os laços entre as secretarias.”

Eventos como o sarau do servidor valorizam as diversas habilidades e incentivam a cultura. Foto: Andressa Larissa/Sead

Entre os momentos da noite teve a apresentação da servidora Gigliane Oliveira, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que, nesta edição, interpretou a música “Como nossos pais”, de Elis Regina. Ela expressou sua gratidão pelo incentivo do governo.
“O governo está de parabéns por proporcionar momentos assim. Além de permitir que a gente mostre o que gosta de fazer, esses eventos são uma forma de reconhecimento. A gente serve todos os dias, e é muito bom ser reconhecido e homenageado também”

Segundo a cantora Gigliane Oliveira (foto), a escolha da música “Como nossos pais” se deu pela profundidade de sua letra. Ela destaca que o que vivemos hoje é uma forma de sobrevivência, assim como fizeram nossos pais. Foto: Andressa Larissa/Sead

John Fagner Morais, da Seict, foi um dos destaques da noite com a apresentação da poesia autoral “Orgulho de ser servidor”, que ele compôs no mesmo dia especialmente para o evento. Em sua fala, expressou o quanto momentos como esses são importantes para os servidores. “É uma oportunidade única de mostrar nosso talento e fazer o que amamos. A arte e a cultura precisam ser incentivadas pelos governantes, e o governo do estado tem realizado esse trabalho essencial. Tenho orgulho de ser servidor e fico feliz em ver que todos gostaram da poesia”, afirmou Fagner.

Ao encerrar sua apresentação, ele completou o poema com uma homenagem especial à Secretaria de Comunicação (Secom):

“Vou terminar o poema e não poderia deixar de citar, nesse último parágrafo a eles quero homenagear. Toda a galera da Secom, secretaria de comunicação, são eles que transmitem tudo e levam até vocês nossa emoção.Gratidão, Secom, por esse lindo trabalho, sou fã de vocês, e não sou ‘puxa-saco’. É apenas admiração e inspiração. Muitos não sabem qual é a minha função, mas tenho muito orgulho de dizer: lá na Seict eu faço parte da comunicação.”

O artista John Fagner (foto), assim como os demais participantes, recebeu um certificado de participação no sarau. Foto: Andressa Larissa/Sead

Visualizações: 19



Leia Mais: Agência do Acre

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS