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‘Somos uma potência’: a canoa Māori e o haka liderando a Nova Zelândia na batalha da Copa América | Nova Zelândia
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Stephen Burgen in Barcelona
À medida que a Nova Zelândia enfrenta a Grã-Bretanha na sua defesa da Copa Américaos Kiwis têm uma arma secreta, uma waka (canoa) Māori que os levará à competição.
O corrida começou em 12 de outubro e deve terminar uma semana depois. A cada dia de corrida, o waka liderará a equipe da Nova Zelândia para fora do porto de Barcelona como uma “guarda de honra Māori”, diz Graham Tipene, coordenador do waka que é tripulado quase inteiramente por membros da Ngāti Whātua Ōrākei iwi (tribo).
Haverá também um haka realizado na água e alguns membros da tripulação entrarão com a equipe para realizar karakia (orações e encantamentos) antes de saírem para a corrida.
“O que nos diferencia das outras equipas… é a nossa profunda ligação ao oceano e à terra e a nossa tutela dos mesmos”, diz Tipene.
Foi Grant Dalton, o decano de Nova Zelândia vela e executivo-chefe da Emirates Team New Zealand (ETNZ), que convidou a tripulação Māori para se juntar a eles em Barcelona.
“Estamos extremamente orgulhosos de ter Ngāti Whātua Ōrākei e seu waka aqui em Barcelona”, diz Dalton. “Somos uma seleção da Nova Zelândia que representa nosso país, nossa cultura e nossa inovação com muito orgulho no cenário mundial, e para nós o palco não é maior que a Copa América.
“A inclusão do waka na Copa América deste ano é uma prova do nosso profundo respeito pelas raízes de Aotearoa.”
O waka é esculpido no tronco de uma árvore kauri. É nomeado Te Kawau em homenagem a um tipo de cormorão conhecido por sua perseverança e foi feito por um mestre escultor em Whangarei, na Ilha Norte da Nova Zelândia.
É a primeira vez que a tribo tem um waka em 25 anos e, como diz Tipene, “ter um waka significa ter presença no oceano, significa que podemos manter os sistemas de valores de que falamos o tempo todo. Você não pode simplesmente remar um waka e não fazer tudo o que vem junto.”
Isso ocorre em meio a tensões crescentes na Nova Zelândia sobre o que especialistas dizem que é um impulso para reverter os direitos Māori.
Vários governos da Nova Zelândia introduziram políticas e programas concebidos para corrigir o desequilíbrio que vê o povo Māori sobre-representado em métricas sociais negativas. Contudo, a coligação conservadora liderada por Christopher Luxon, eleito no ano passado, começou a mudar e revisar uma série de políticas que fornecem para Māori, argumentando que os serviços devem ser oferecidos com base na necessidade e não na raça.
Tem desmantelou a Autoridade de Saúde Māori e mudou o uso da língua Māori nos departamentos governamentais. Há também uma revisão do Tratado de Waitangi, o documento fundador do país, que foi assinado em 1840 pelos chefes Māori e pela coroa, e defende os direitos Māori.
“Algumas pessoas estavam se sentindo deixadas de lado porque Maori as pessoas estavam recebendo tratamento igual – e não preferencial”, diz Tipene.
No entanto, a cultura e a língua estão a prosperar e a o número de pessoas que se identificam como Māori continua a crescerdiz Tipene, no que considera “a antítese absoluta do que acontecia nas décadas de setenta e oitenta”.
“O que estamos a fazer aqui em Barcelona é parte da contenção do que o governo da Nova Zelândia está a tentar fazer e parte da nacionalidade pela qual deveríamos lutar”, diz Tipene.
“Estamos aqui para celebrar a cultura Māori, para mostrar ao povo da Espanha e ao mundo quem somos e a beleza de quem somos.”
Enquanto isso, há uma corrida a ser vencida. Tipene diz que no segundo turno entre os barcos italianos e britânicos, ele torceu para que os britânicos tivessem a chance de enfrentar a antiga potência colonial.
“Eu realmente queria que eles vencessem, então agora cabe à nossa equipe dar o seu melhor e lembrá-los de que também somos uma potência”, diz ele.
“Vai ser lindo.”
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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