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Sou cética em relação ao futuro da Síria, diz historiadora – 27/12/2024 – Mundo
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Daniela Arcanjo
“Uma nova história, meus irmãos, está sendo escrita em toda a região”, afirmou Abu Mohammed al-Jolani a centenas de apoiadores que, celulares em punho, aglomeravam-se em uma mesquita milenar de Damasco para ouvir o líder da HTS (Organização para a Libertação do Levante) no último domingo (8). Com trabalho duro, continuou, a Síria será “um farol para a nação islâmica”.
A frase foi um alarme para Muna Omran, doutora pela Unicamp e coordenadora do Alfarabi, um grupo de estudos sobre o mundo árabe e islâmico. “Essa é a senha do que está por vir”, diz ela. “A Síria é um Estado laico.”
Horas antes do discurso de Jolani —que depois deixou de lado o codinome de guerra e passou a usar seu nome verdadeiro, Ahmed Al-Sharaa—, a capital síria havia sido tomada por rebeldes quase sem resistência do Exército, um cenário inimaginável até o início da ofensiva de duas semanas liderada pela HTS, que depôs o ditador.
Filha de um sírio que chegou ao Brasil na primeira metade do século passado, quando a nação do Oriente Médio ainda estava sob mandato francês, Muna diz que a animação com que o mundo e os sírios assistiram à rápida queda do regime é esperada.
Sem o carisma de seu pai e antecessor, Hafez, que angariou popularidade na década de 1960 por meio de investimentos no país e apoio do eixo comunista da Guerra Fria, Bashar al-Assad precisou aprofundar a repressão da dinastia familiar para se manter no poder. A violência atingiu níveis alarmantes durante o conflito armado, quando a ditadura chegou a usar armas químicas contra sua população, segundo investigações da ONU.
Ainda assim, Muna não consegue acompanhar as últimas notícias com tanto entusiasmo. A principal preocupação da pesquisadora é em relação ao radicalismo da HTS.
“Nós temos que observar com muita cautela. Qualquer avaliação definitiva do que pode acontecer é muito precipitada, porque estamos num momento de euforia após um ditador deposto”, diz ela. “Eu não gostaria de estar tão cética, mas estou e quero muito estar enganada.”
Antes de formar a HTS para derrubar Assad, em 2017, Sharaa já havia comandado um grupo ligado ao Estado Islâmico e à Al Qaeda, aos quais atualmente se opõe. Com o tempo, o líder passou a transmitir mensagens menos extremistas que outras facções religiosas, embora tenha imposto a lei islâmica nas áreas que passou a controlar na Síria nos últimos anos e cometido violações como tortura e desaparições forçadas, de acordo com órgãos de direitos humanos.
Sharaa tem tentado se afastar das acusações. No início de dezembro, o agora chefe de Estado da Síria afirmou à emissora americana CNN que quem teme um governo islâmico “viu implementações incorretas dele ou não o entende corretamente”. Na mesma entrevista, prometeu respeito às instituições e à diversidade religiosa do país.
A retórica não convence Muna. “A gente não pode esquecer que, em 2021, quando o Talibã retomou o poder, veio com um discurso de preservar direitos. Hoje, as mulheres no Afeganistão não podem mais falar publicamente”, diz ela, em referência à retirada das forças estrangeiras do país asiático.
Mesmo assim, há especulações sobre uma possível reclassificação da HTS pelo Ocidente, que atualmente considera a organização um grupo terrorista. Trata-se de uma condição para restabelecer laços com o país, agora governado pelo líder da facção.
Para Muna, o maior beneficiário da queda de Assad foi Israel, que viu mais um aliado de seu histórico inimigo Irã cair. A nação persa vem de uma sequência de derrotas desde o dia 7 de outubro de 2023, quando o ataque do Hamas no sul do Estado judeu deu início a uma guerra na Faixa de Gaza que se espalhou pela região.
Na outra ponta estaria, além do Irã, a Rússia. Concentrada na guerra contra a Ucrânia, Moscou não pôde fazer muito mais do que dar asilo ao ditador no ocaso da guerra. Há ainda um efeito indireto para Vladimir Putin —a possibilidade de retomada de um projeto de gasoduto entre o Qatar e a Turquia passando pela Síria. “O mercado europeu não ficaria tão dependente do gás russo como atualmente está”, diz Muna.
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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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30 de janeiro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.
A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.
A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.
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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre
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27 de janeiro de 2026O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.
A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.
“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.
A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.
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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano
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20 de janeiro de 2026Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025
Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.
De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.
Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.
Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025
O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções
No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.
Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:
- ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
- quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.
No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.
Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo
O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.
É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.
Um ano que já começa “com cara de planejamento”
Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.
No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.
Rio Branco também entra no compasso de 2026
Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.
Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).
Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC
Por que isso importa
O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.
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