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SP internou 746 em manicômios judiciários após data do CNJ – 18/11/2024 – Cotidiano

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Lucas Lacerda

Ao longo de mais de um ano após a data inicial de interdição parcial de hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico determinada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), São Paulo internou 746 pacientes em seus quatro estabelecimentos.

Os dados são da Secretaria da Administração Penitenciária do governo estadual e foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. Segundo a resolução 487 do CNJ, de 2023, esses locais, conhecidos como manicômios judiciários, deveriam iniciar a interdição parcial —fechar a porta de entrada— a partir de 15 de agosto do ano passado.Em meio a manifestações de resistência e dificuldades para conduzir um trabalho individualizado para cada paciente, os prazos da determinação têm passado por diferentes prorrogações. Segundo o CNJ, o plano de São Paulo, encaminhado pelo Tribunal de Justiça do estado, tem previsão de conclusão até o segundo trimestre de 2026.

Mas esse planejamento pode mudar devido à continuidade de internações. Somente em 2023, de 15 de agosto em diante, foram 224 internados. Já nos primeiros dez meses deste ano, foram 522 —uma média de 52 por mês.

A determinação do CNJ institui a política antimanicomial no Judiciário e determina o atendimento de inimputáveis —que não compreendem seus atos— na rede geral de saúde, com os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) como principal equipamento e internações por períodos curtos, com foco na estabilização.

O CNJ disse ter recebido o plano do TJSP para a execução da política antimanicomial no estado, que envolve nove ações, 56 tarefas e 31 produtos. O trabalho é monitorado por grupos no estado como o Comitê Estadual Interinstitucional de Monitoramento da Política Antimanicomial (Ceimpa), que reúne desembargadores do tribunal e representantes de Ministério Público, Defensoria Pública e gestores e conselheiros de saúde e assistência social.

Em nota, o tribunal elencou desafios como desigualdades territoriais em relação à assistência em saúde, especialmente em municípios menores, sem CAPS ou residências terapêuticas, e a necessidade de articulação com o Sistema Único de Assistência Social, o SUAS, para viabilizar os benefícios. Também citou a existência das unidades de residência terapêutica que têm custeio feito apenas pelo município, por ainda não terem habilitação no Ministério da Saúde.

Já o planejamento tem tarefas como a organização das equipes conectoras, que juntam profissionais de saúde e assistência social, entre outros, responsáveis por acompanharem o processo de desinternação de cada paciente, a revisão de casos e a montagem de um fluxo de trabalho para o fechamento gradual dos manicômios judiciários.

O pedido de prorrogação do prazo até a metade de 2026 foi autorizado pelo conselheiro José Rotondano, supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ. Ele determinou que o estado informe o andamento do trabalho até a metade de 2025, disse, em nota o Conselho.

“Destaca-se que as Resoluções do CNJ possuem força vinculante, o que significa dizer que seu cumprimento é obrigatório.” O órgão não disse se existem sanções para o caso de descumprimento.

No fim do primeiro semestre deste ano, São Paulo abrigava 898 das 1.750 pessoas em medida de segurança de internação no Brasil, segundo relatório da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais).

A unidade que recebeu mais pacientes de 15 de agosto do ano passado ao fim de 31 outubro foi a de Taubaté, com 279 internados. Em seguida estão o hospital de custódia de Franco da Rocha I, no setor masculino (230), o Franco da Rocha II (197) e o Franco da Rocha I, setor feminino (40).

Em agosto, o CNJ prorrogou o fechamento total, previsto para o dia 28 daquele mês. Agora, os estados têm até 29 de novembro deste ano para apresentar um plano para a interdição parcial e a completa, com previsão de data para a conclusão do trabalho e as justificativas.

São Paulo tem um programa estadual de apoio à desinstitucionalização dos pacientes, publicado pela pasta da Saúde do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em agosto. O texto prevê, por exemplo, o apoio financeiro para a instalação e a manutenção por um ano de serviços residenciais terapêuticos destinados a receberem quem está internado há dois anos ou mais ininterruptamente nos manicômios judiciários.

Procurada, a secretaria da Saúde não disse quantas equipes conectoras estão atuando no estado.

Esses grupos, formados por médicos, psicólogos e assistentes sociais, entre outros, fazem avaliações e acompanham os casos de desinternação. “Os internos aptos à ressocialização serão recebidos pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps) nos diversos municípios paulistas, respeitando os vínculos sociofamiliares de cada indivíduo”, disse a pasta.

Também mencionou a necessidade de apoio financeiro para a implantação das residências terapêuticas.



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Atletas que participarão dos Jubs em GO recebem bandeira da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Entega bandeira Jubs (3).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, entregou a bandeira institucional aos atletas que participarão dos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs), que ocorrem de domingo, 23, a 5 de setembro, em Goiânia e Trindade (GO), com organização da Confederação Brasileira do Desporto Universitário. A entrega ocorreu nessa quinta-feira, 20, no hall da Reitoria, campus-sede.

“As oportunidades nascem a partir do momento em que dialogamos e temos compromisso. Quero transmitir a toda a equipe o nosso empenho de trabalhar o fortalecimento do esporte”, disse Josimar. “Eu estou neste momento como reitor por vocês, estudantes, e é com vocês que eu quero honrar esse compromisso todos os dias da minha vida, com o sentimento de união e diálogo.”

Entrega bandeira Jubs (2).jpg

Também participaram do ato o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; e o diretor de Arte, Cultura e Integração Comunitária, Givanildo Pereira Ortega.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre

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QRCODE - Autoavaliação

 

Olá, estudante!

Este instrumento foi elaborado com o objetivo de ouvir você e conhecer a sua percepção sobre o Curso de Ciências Contábeis. Sua participação é muito importante para que possamos identificar os pontos positivos, as dificuldades e as principais demandas dos estudantes, contribuindo para o processo de avaliação e melhoria contínua do curso.

O questionário aborda diferentes aspectos da sua experiência acadêmica, como disciplinas e organização curricular, metodologias de ensino, atuação dos professores, infraestrutura, biblioteca, laboratórios, acessibilidade, apoio aos estudantes, estágio, pesquisa, extensão, monitoria, iniciação científica, eventos e comunicação com a Coordenação.

As respostas serão utilizadas de forma responsável e, preferencialmente, de maneira agregada, com a finalidade de subsidiar ações e decisões voltadas ao aprimoramento da qualidade do curso e da formação acadêmica e profissional dos estudantes.

🗣️ Este é um espaço para você ser ouvido! Por isso, responda com sinceridade, apresentando sua percepção, críticas, sugestões e demandas. Não existem respostas certas ou erradas: o mais importante é que sua opinião represente verdadeiramente a sua experiência como estudante.

Agradecemos sua participação e contribuição para a construção de um Curso de Ciências Contábeis cada vez melhor, mais inclusivo, acolhedor e alinhado às necessidades dos estudantes e às demandas da sociedade e do mercado profissional.

Sua opinião é fundamental para construirmos juntos o futuro do nosso curso!

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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre

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Reunião Cepex (2).jpg

A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.

As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”

Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.

Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.

Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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