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Suprema Corte dos EUA mantém lei que proíbe o TikTok | Notícias de Donald Trump
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A Suprema Corte dos EUA se recusou a resgatar o TikTok de uma lei que exigia que o popular aplicativo de vídeos curtos fosse vendido por sua empresa-mãe chinesa, ByteDance, ou banido no domingo nos Estados Unidos por motivos de segurança nacional – um grande golpe para uma plataforma usada por quase metade de todos os americanos.
Os juízes decidiram por unanimidade na sexta-feira que a lei, aprovada por uma esmagadora maioria bipartidária no Congresso no ano passado e assinada pelo presidente democrata Joe Biden, não violava a proteção da Primeira Emenda da Constituição dos EUA contra a restrição da liberdade de expressão pelo governo. Os juízes confirmaram a decisão de um tribunal de primeira instância que manteve a medida após ela ter sido contestada pela TikTok, ByteDance e alguns usuários do aplicativo.
“Não há dúvida de que, para mais de 170 milhões de americanos, o TikTok oferece uma forma distinta e expansiva de expressão, meio de envolvimento e fonte de comunidade. Mas o Congresso determinou que o desinvestimento é necessário para resolver suas bem fundamentadas preocupações de segurança nacional em relação às práticas de coleta de dados do TikTok e ao relacionamento com um adversário estrangeiro”, disse o tribunal no parecer não assinado.
O tribunal acrescentou que “concluímos que as disposições contestadas não violam os direitos da Primeira Emenda dos peticionários”.
O Supremo Tribunal agiu com celeridade no caso, tendo realizado argumentos no dia 10 de janeiro, apenas nove dias antes do prazo previsto na lei. O caso opôs os direitos de liberdade de expressão às preocupações de segurança nacional na era das redes sociais.
Um comunicado divulgado pela Casa Branca sugeriu que Biden não tomaria nenhuma ação para salvar o TikTok antes do prazo final da lei para o desinvestimento, no domingo.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, reiterou em um comunicado a posição de Biden de que “o TikTok deve permanecer disponível para os americanos, mas simplesmente sob propriedade americana ou outra propriedade que aborde as preocupações de segurança nacional identificadas pelo Congresso no desenvolvimento desta lei”.
Dado o momento, acrescentou Jean-Pierre, a acção para implementar a lei “deve caber à próxima administração”.
A equipe de Trump não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários, mas em entrevista à CNN Trump disse que a decisão sobre o futuro do aplicativo TikTok caberá a ele, mas não forneceu nenhum detalhe sobre as medidas que tomaria.
“Em última análise, tudo depende de mim, então vocês verão o que vou fazer”, disse Trump. “O Congresso me deu a decisão, então eu tomarei a decisão.”
O TikTok é uma das plataformas de mídia social mais proeminentes nos Estados Unidos, usada por cerca de 170 milhões de americanos – cerca de metade da população do país, incluindo muitos jovens. O poderoso algoritmo do TikTok, seu principal ativo, alimenta os usuários individuais com vídeos curtos adaptados ao seu gosto.
A China e os EUA são rivais económicos e geopolíticos, e a propriedade chinesa da TikTok durante anos suscitou preocupações entre os líderes dos EUA. A luta contra o TikTok desenrolou-se durante os últimos dias da presidência de Biden – o republicano Donald Trump sucede-lhe na segunda-feira – e num momento de crescentes tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
Em a postagem no TikToko CEO Shou Zi Chew, em sua primeira declaração desde que o tribunal confirmou a lei que permite a proibição, agradeceu a Trump “por seu compromisso de trabalhar conosco para encontrar uma solução que mantenha o TikTok disponível nos Estados Unidos”, disse ele. “Esta é uma posição forte a favor da Primeira Emenda e contra a censura arbitrária.”
‘Grave ameaça’
Durante as discussões no caso, a advogada do Departamento de Justiça, Elizabeth Prelogar, disse que o controle do TikTok pelo governo chinês representa uma “grave ameaça” à segurança nacional dos EUA, com a China buscando acumular grandes quantidades de dados confidenciais sobre os americanos e se envolver em operações secretas de influência. Prelogar disse que a China obriga empresas como a ByteDance a entregar secretamente dados sobre usuários de redes sociais e a cumprir as diretivas do governo chinês.
O imenso conjunto de dados do TikTok, acrescentou Prelogar, representa uma ferramenta poderosa que poderia ser usada pelo governo chinês para assédio, recrutamento e espionagem, e que a China “poderia usar o TikTok como arma a qualquer momento para prejudicar os Estados Unidos”.
A lei foi aprovada em abril passado. A administração de Biden defendeu-o em tribunal. TikTok e ByteDance, assim como alguns usuários que postam conteúdo no aplicativo, contestaram a medida e recorreram à Suprema Corte após perderem em 6 de dezembro no Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Columbia.
A oposição de Trump à proibição representa uma inversão de posição em relação ao seu primeiro mandato, quando pretendia proibir o TikTok. Trump disse que tem “um lugar caloroso em meu coração pelo TikTok”, opinando que o aplicativo o ajudou com os eleitores jovens nas eleições de 2024.
Em Dezembro, Trump pediu ao Supremo Tribunal que suspendesse a lei para dar à sua nova administração “a oportunidade de procurar uma resolução política das questões em questão no caso”. Mas embora Trump tenha prometido “salvar” o TikTok, muitos de seus aliados republicanos apoiaram a proibição.
Mike Waltz, o novo conselheiro de segurança nacional de Trump, disse na quinta-feira que a nova administração manterá o TikTok vivo nos Estados Unidos se houver um acordo viável. Waltz disse que o novo governo “adotará medidas para evitar que o TikTok apague” e citou uma disposição da lei que permite uma prorrogação de 90 dias se houver “progresso significativo” em direção a um desinvestimento.
O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, disse na quinta-feira que a TikTok deveria ter mais tempo para encontrar um comprador americano e que trabalharia com a administração Trump “para manter a TikTok viva e, ao mesmo tempo, proteger nossa segurança nacional”.
O CEO da TikTok comparecerá à posse de Trump na segunda-feira, sentado entre outros convidados importantes.
O TikTok disse que a lei põe em risco os direitos da Primeira Emenda não apenas dele e de seus usuários, mas também de todos os americanos. A TikTok disse que a proibição atingiria sua base de usuários, anunciantes, criadores de conteúdo e funcionários talentosos. A TikTok tem 7.000 funcionários nos EUA.
Sem uma decisão de Biden de invocar formalmente um atraso de 90 dias no prazo, as empresas que prestam serviços ao TikTok ou hospedam o aplicativo podem enfrentar responsabilidade legal. Não está imediatamente claro se os parceiros de negócios da TikTok, incluindo Google, Apple e Oracle, continuarão a fazer negócios com ela antes da posse de Trump.
Noel Francisco, advogado da TikTok e da ByteDance, disse à Suprema Corte que o aplicativo é “uma das plataformas de fala mais populares da América” e disse que a lei exigiria que ele “ficasse no escuro”, a menos que a ByteDance executasse um desinvestimento qualificado.
A TikTok planeja encerrar as operações do aplicativo nos EUA no domingo, salvo uma prorrogação de última hora.
Francisco disse que o verdadeiro alvo do governo dos EUA com esta lei é o discurso – especificamente o medo de que os americanos possam ser “persuadidos pela desinformação chinesa”. Mas a Primeira Emenda deixa isso para o povo dos Estados Unidos, não para o governo, disse Francisco.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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