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Tailândia, onde reina o budismo, desafia a Malásia pela coroa halal da Ásia | Comida

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Banguecoque, Tailândia – Wanitcha Amkham alterna sua barraca de roti entre os mercados de alimentos da capital tailandesa ao longo da semana, vendendo massa frita que foi aperfeiçoada em receitas transmitidas de geração em geração.

Amkham é muçulmana e seu roti, recheado com recheios como banana, queijo, frango e cebola, é todo halal.

Ao longo dos anos exercendo seu ofício nas ruas de Bangkok, de maioria budista, ela conquistou uma base de fãs leais entre funcionários de escritório, estudantes e turistas muçulmanos.

Mas recentemente, Amkham ficou preocupado com o facto de outros vendedores ambulantes estarem a abusar do rótulo halal para atrair clientes desavisados.

“Certa vez, minha barraca ficava ao lado de uma barraca de lula frita”, disse o vendedor ambulante de 39 anos à Al Jazeera.

“Vi uma placa halal na barraca, mas o vendedor comprou comida misturada com carne de porco e comeu, antes de voltar a vender lulas sem a devida limpeza. Perguntei por que ele fez isso e ele disse que a placa halal ajudou a atrair mais clientes. Ele também disse que era muito complicado pedir às autoridades um logotipo halal certificado.”

A Tailândia aposta que a sua crescente indústria halal dará um impulso à sua economia dependente do turismo, que tem lutado para recuperar da pandemia da COVID-19 tão rapidamente como muitos dos seus pares regionais.

As ambições de Banguecoque, no entanto, dependem da confiança dos países muçulmanos e dos visitantes, dizem os analistas, que poderá ser posta em risco por produtos halal falsos e por lacunas na certificação nos mercados informais.

Wanitcha Amkham vende rotis em um mercado de comida de rua em Bangkok, Tailândia (Jitsiree Thongnoi/Al Jazeera)

Em Julho, o governo tailandês revelou um plano de acção da indústria halal destinado a promover os produtos tailandeses e a reforçar os padrões da indústria.

A peça central do plano de quatro anos, que aguarda aprovação final, é o estabelecimento de um “vale halal” para a produção de produtos halal, que as autoridades sugeriram que poderia estar localizado nas províncias mais meridionais da Tailândia, de maioria muçulmana.

“A força da Tailândia reside nos setores de alimentos, bebidas e agricultura. Mas a Malásia, que há muito se promove como um centro halal, ganhou mais credibilidade e reconhecimento no mercado do Médio Oriente porque é um país muçulmano”, disse Aat Pisanwanich, especialista em economia internacional e consultor da Intelligent Research Consultancy Co Ltd. Al Jazeera.

“Levaria muito tempo para que a Tailândia ganhasse esse tipo de confiança e reconhecimento pelo seu impulso central halal.”

A Tailândia abriga atualmente cerca de 15 mil empresas, 166 mil produtos e 3.500 restaurantes com certificação halal, segundo dados do governo divulgados em fevereiro.

Depois da Malásia e da Indonésia, o país é o terceiro maior exportador para os países da Organização de Cooperação Islâmica (OIC) no Sudeste Asiático.

Durante os primeiros oito meses de 2023, as exportações halal da Tailândia para o mercado OIC, incluindo açúcar, arroz e frango congelado, atingiram cerca de 4,1 mil milhões de dólares, segundo dados do governo.

Embora cerca de 93% dos tailandeses sejam budistas, os esforços do país para lucrar com a crescente procura de produtos halal seguem os passos de outros países com pequenas populações muçulmanas.

Os países não pertencentes à OIC, incluindo Brasil, China, Índia e Estados Unidos, são os maiores exportadores de produtos halal para o mercado, respondendo por mais de 80% das importações, de acordo com o Relatório Anual de Economia Halal da OIC de 2022.

O relatório da OIC prevê que a população muçulmana aumentará para três mil milhões até 2060, ou cerca de 30 por cento da população mundial.

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Vendedores de alimentos no recente festival de comida halal em um shopping de Bangcoc (Jitsiree Thongnoi/Al Jazeera)

“A Tailândia é o centro de abastecimento”, disse Fuad Gunsun, vice-presidente da Associação Comercial Muçulmana Tailandesa, à Al Jazeera.

“A Tailândia, como centro halal, significa que a produção é feita aqui utilizando nossos suprimentos, a fim de aumentar a competitividade dos mesmos produtos que também podem ser produzidos por países muçulmanos como a Malásia, por exemplo.”

Gunsun disse que a comida de rua muitas vezes passa despercebida no processo de certificação halal devido à “falta de compreensão”, o que pode afetar a percepção da simpatia do país para com os visitantes muçulmanos.

No último Índice Global de Viagens Muçulmanas da Mastercard-Crescentrating, a Tailândia está classificada entre os “principais” destinos amigos dos muçulmanos na categoria não-OIC e em quinto lugar entre os destinos não-OIC em geral, depois de Singapura, Reino Unido, Taiwan e Hong Kong.

“A Tailândia tem feito esforços concertados para atrair viajantes muçulmanos ao longo dos anos”, observaram os autores do índice num relatório anexo.

“Ao fornecer opções de alimentos Halal, ser pioneiro em produtos de consumo Halal e alavancar as suas substanciais comunidades muçulmanas”, afirma o relatório, o país garantiu que os alimentos halal estejam “geralmente disponíveis, particularmente em importantes pontos turísticos”.

“Em Pratunam (área comercial atacadista de Bangkok), se os operadores não venderem alimentos halal, seus clientes, que são em sua maioria turistas, podem ser reduzidos pela metade”, disse Gunsun.

“Quando os turistas chegam à Tailândia, depositam a sua confiança no país em termos de fiscalização. A maioria dos turistas muçulmanos são cuidadosos quando se trata de comida de rua, mas às vezes isso também acontece nos shoppings.”

Algumas grandes empresas alimentares, incluindo cadeias populares de fast food, não investiram em opções halal, disse Gunsun.

“Algumas cadeias de frango frito, por exemplo, podem pensar que é um investimento inútil. Mas em termos de benefícios económicos, é completamente errado, especialmente quando a Tailândia quer ser o principal país turístico”, disse ele.

A Saha Farms, grande exportadora de frango, está entre as empresas que se esforçaram para obter a certificação halal.

A empresa, no entanto, só recentemente acessou o Médio Oriente devido a certos requisitos halal na região, disse Jaruwan Chotitawan, presidente de vendas e marketing no exterior do Saha Farms Group.

“Nossas fábricas foram certificadas como halal no mercado interno, mas também fomos auditados por equipes da Malásia e do Oriente Médio”, disse Chotitawan à Al Jazeera.

“Pretendemos fortalecer a nossa marca halal este ano, tornando-a parte da nossa abordagem de marketing, especialmente no Médio Oriente”, disse ela.

Turistas em um restaurante indiano em um shopping em Bangkok
Turistas em um restaurante indiano em um shopping em Bangkok (Jitsiree Thongnoi/Al Jazeera)

Para muitos exportadores tailandeses, a certificação halal tornou-se um selo de aprovação obrigatório para chegar aos clientes.

Halal.co.th, um site administrado pelo Gabinete do Conselho Islâmico Central da Tailândia, lista milhares de produtos halal fabricados na Tailândia, que vão desde suplementos a pasta de pimenta, bolinhos de peixe, leite de amêndoa e chiclete.

Gunsun disse que a Tailândia poderia aprender com a vantagem competitiva da Malásia na produção de produtos halal não alimentares, como cosméticos e roupas, em particular.

“A Malásia também se concentra muito nos estudos de negócios halal, enquanto na Tailândia isso está atrasado”, disse ele.

Gunsun admitiu, no entanto, que as taxas para obter uma certificação halal podem parecer altas para pequenas empresas, como vendedores ambulantes de comida.

“Mas quando os vendedores baixam a placa da internet e a colocam em suas barracas, trata-se de propaganda enganosa e é punível por lei”, disse ele.

De acordo com o Comitê de Assuntos Islâmicos de Bangkok, a certificação halal começa a partir de 10 mil baht (300 dólares) para pequenos operadores, com taxas adicionais cobradas para verificações periódicas, extensão de certificação e documentação, entre outros extras.

“É aconselhável ter um certificado halal”, disse Pisanwanich, “mas a Tailândia não pode criar confiança entre os visitantes muçulmanos estrangeiros como um centro halal da noite para o dia”, disse ele.



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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