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Tempo seco aumenta três vezes ocorrência de sinusite, diz médico

Redação do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Tosse frequente, nariz seco, espirros e dores na face. Os sintomas comuns durante o inverno podem enganar muitas pessoas e fazer com que acreditem se tratar de uma gripe ou resfriado, quando na verdade podemos estar diante de uma rinosinusite.

“Durante a época de inverno, há uma maior circulação de vírus, especialmente os causadores de gripe, e sua proliferação é maior por conta das condições climáticas. As pessoas podem até pegar uma gripe ou um resfriado, mas essas doenças podem evoluir para uma sinusite, rinite ou ambos os quadros em conjunto, gerando uma rinosinusite”, afirma o pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

O pneumologista afirma que houve um aumento de três a quatro vezes nos atendimentos de sinusite e as ocorrências acometem todas as faixas etárias.

O pneumologista Silvio Cardenuto, diretor clínico do Hospital Santa Isabel, em São Paulo, ressalta que a busca por atendimento médico por conta de problemas respiratórios tende a aumentar entre 30% e 40% no inverno. Segundo ele, crianças e idosos são os mais acometidos.

Cardenuto afirma que essa piora nas vias respiratórias ocorre porque, com o tempo seco e poluído, as mucosas tendem a ressecar e ficarem irritadas, e as pessoas se esquecem de beber água, o que diminui a hidratação corporal. Esse cenário faz com que as mucosas se tornem o cenário ideal para que as infecções ocorram.

Fiss afirma que hoje em dia, a maioria das ocorrências de sinusites estão ligadas também às rinites, ocasionando as rinosinusites, fazendo com que exista uma obstrução das narinas por conta da rinite e, assim, a inflamação afeta os seios paranasais, ligando à sinusite. Isso faz com que haja secreção e, com a dificuldade de ser drenada do nariz, torna a infecção ainda mais fácil.

“Apesar de este inverno até agora estar quente, há uma grande variação de temperatura entre o dia e a noite, que vai de quase 30ºC para 15°C durante a madrugada. Essa variação de temperatura configura também a questão do ar frio, irritando as vias respiratórias, e o nariz produz mais secreção para tentar esquentar o ar que vai entrar. Como o nariz produz secreção a mais e o órgão fica inflamado, ocasiona uma rinite”, explica Fiss.

A sinusite é uma problema que afeta os seios paranasais e pode ocorrer por infecções por bactérias, vírus ou fungos ou por inflamações e pode decorrer de uma rinite, segundo Fiss. A sinusite costuma provocar cansaço, espirros, dores na face e tosses.

A rinite pode ser alérgica, vasomotora — causada pelo ar frio — ou inflamatória. A rinite provoca o aumento de corisa, espirros, obstrução nasal e tosses, que podem ter secreção.

Por conta da demora do diagnóstico de um ou ambos os problemas, é comum que os pacientes tenham uma manifestação crônica de tosse, que pode durar mais de oito semanas.

Para evitar e tratar os problemas, Fiss afirma que o ideal é que as pessoas busquem realizar a lavagem nasal com soro fisiológico com frequência, evitem utilizar sprays nasais com vasodilatadores, evitem a automedicação, mantenham uma boa hidratação e utilizem umidificadores de ar.

Nos casos mais graves, quando sinusite se torna bacteriana, o tratamento é feito com antibiótico.

INF: R7

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