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Tinta jogada sobre o chefe eleitoral da Geórgia conforme confirmação da vitória do partido no poder | Geórgia

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Agence France-Presse in Tbilisi

O chefe da comissão eleitoral da Geórgia foi salpicado de tinta quando o órgão confirmou a vitória do partido no poder nas eleições parlamentares.

David Kirtadze, membro do Movimento Nacional Unido (UNM) do ex-presidente Mikheil Saakashvili, jogou tinta preta no presidente da comissão eleitoral central, Giorgi Kalandarishvili, resultando em uma lesão ocular, mostrou um vídeo transmitido em canais de TV locais.

O Ministério da Administração Interna disse que iniciou uma investigação sobre o incidente.

Kalandarishvili regressou à reunião com um gesso no olho esquerdo, depois de ter assinado um protocolo que confirma o partido pró-russo Georgian Dream, no poder, como vencedor das eleições de 26 de Outubro.

O partido recebeu 53,9% dos votos, conquistando 89 assentos num parlamento de 150 assentos, informou a mídia georgiana.

Após a votação, apoiantes dos partidos da oposição organizaram vários protestos em Tbilisi, alegando fraude eleitoral.

A oposição pró-ocidental da nação do Cáucaso denunciou a votação de 26 de Outubro como “fraudulenta”, enquanto a UE e os EUA apelaram a uma investigação sobre alegadas “irregularidades” eleitorais.

Centenas de apoiantes da oposição organizaram uma manifestação em frente à sede da comissão, o mais recente de uma série de protestos contra os resultados contestados desde a votação de Outubro. A sessão da comissão foi brevemente interrompida quando um representante da oposição salpicou tinta preta na cara do seu presidente, Giorgi Kalandarishvili, antes de os resultados serem anunciados.

O presidente georgiano, Salome Zourabichvili, que está em desacordo com o partido do governo, também descreveu a votação como ilegítima e acusou a Rússia de interferência. Moscou negou qualquer interferência. Ela juntou-se aos apelos da oposição para uma nova votação, dizendo que não emitiria um decreto para convocar o novo parlamento.

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em Tbilisi para protestar contra alegadas fraudes eleitorais. Universidades nas grandes cidades da Geórgia foram dominadas por protestos estudantis na noite de sexta-feira.

O primeiro-ministro, Irakli Kobakhidze, insistiu que as eleições foram livres e justas e disse que o parlamento se reuniria no prazo de 10 dias após a divulgação dos resultados finais – mesmo sem uma convocação presidencial de Zourabichvili.

pular a promoção do boletim informativo

Na semana passada, Kobakhidze ameaçou banir todos os principais partidos da oposição – “se persistirem em acções que violam a constituição” – apesar do fracasso do seu partido em garantir a maioria constitucional de 113 assentos que procurava para decretar tal proibição.

Um grupo dos principais observadores eleitorais da Geórgia disse ter descoberto evidências de um esquema complexo de fraude eleitoral em grande escala que influenciou os resultados a favor do Georgian Dream.

O instituto de pesquisas norte-americano Edison Research, cuja sondagem à boca-de-urna previu a vitória das forças da oposição, disse que a discrepância entre a sua previsão e os resultados oficiais “não pode ser explicada pela variação normal” e “sugere manipulação da votação a nível local”. Todas as pesquisas de boca de urna anteriores de Edison realizadas desde 2012 na Geórgia estavam em linha com os resultados oficiais, e seus modelos de pesquisas de boca de urna usados ​​na Geórgia este ano foram os mesmos usados ​​nas pesquisas de boca de urna das eleições presidenciais dos EUA para ABC, CBS, CNN e NBC.

No início deste mês, o chefe do Conselho da UE, Charles Michel, disse que “há sérias suspeitas de fraude, que requerem uma investigação séria”. A Geórgia é um país candidato à UE e, antes das eleições, Bruxelas avisou que a votação determinaria as suas hipóteses de aderir ao bloco.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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