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Três livros de bolso orwellianos recomendados por François Angelier: George Orwell, William Blake
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2 anos atrásem
“Escritos de combate”, de George Orwell, traduzido do inglês e prefaciado por Lucien d’Azay, Omnia pocket, 264 p., 14€.
“England, your England”, de George Orwell, traduzido do inglês por Françoise Bouillot, Payot, “Pequena biblioteca”, 96 p., 7€.
“Songs of Innocence Songs of Experience”, de William Blake, traduzido do inglês por Marie-Louise e Philippe Soupault, Points, “Poésie”, 144 p., 9,90€.
Apenas pelas seis páginas de “A Hanging”seu texto inaugural, esses formidáveis oito Escritos de combatede George Orwell (1903-1950), escrito entre 1931 e 1946, valem a pena ser lidos. Em sua companhia, assistimos a um enforcamento comum e matinal, no pátio de uma prisão, em Rangum, na Birmânia, onde Orwell foi policial entre 1922 e 1927. O diretor está lá, apressado, batendo no chão com sua bengala e ativando a sequência de execução. “‘Calma’, ele disse em um tom irritado. Este homem já deveria estar morto.” » Já o condenado, a caminho da forca, evita uma poça para não sujar os sapatos. O homem é enforcado, o diretor verifica a qualidade do trabalho batendo no corpo: “A conta dele é boa (…) Vai ficar tudo bem esta manhã, graças a Deus. » Seguem-se uísque, risadas e cigarros: é preciso se animar.
Os factos falam por si, dizem eles; “uma boa escrita é como uma janela transparente”declara Orwell mais tarde, em “Por que escrevo”. Encontraremos este recurso à única nudez e verdade do acto em “Como matei um elefante”, em “No fundo da mina”, uma descrição meticulosa e assustadora, material e médica do trabalho de um mineiro de carvão, ou em “How the Poor Die”, uma memória arrepiante de um hospital parisiense. Orwell atribui à escrita a função de um farol, como a do capacete de um mineiro: ser apenas uma luz direta, crua e seca sobre o mundo tal como ele é. O que o leva a julgar com certo rigor, como no longo texto proposto na segunda parte, o filantropismo moral de Charles Dickens (1812-1870). Orwell ou como dizer a verdade, toda a verdade, nada além da verdade. Pegue sua caneta e diga “eu juro”.
Quando um socialista de coraçãoum anticolonialista resoluto, um veterano das Brigadas Internacionais, quando George Orwell decidir – estamos em 1940 – saudar a sua pátria, o que encontrará para escrever? Isto é o que descobrimos em Inglaterra, sua Inglaterrapublicado na revista Horizonte. Depois de um início bernanosiano (por que não se conheceram, Orwell e Bernanos), “Enquanto escrevo, seres humanos altamente civilizados voam sobre minha cabeça tentando me matar.”Orwell tenta dizer, sem bancar o bardo nacionalista mas com um terno escárnio, um amor contido, o que para ele é a alma inglesa, espalhada num mundo de lugares e objetos: “Tem algo a ver com cafés da manhã sólidos e domingos sombrios, cidades enfumaçadas e estradas ventosas, pastos verdes e caixas de correio vermelhas. » Quanto ao povo inglês, a sua “unidade emocional”Orwell o define como “Uma família, uma família vitoriana bastante rígida, que não tem muitas ovelhas negras, mas cujos armários estão repletos de esqueletos. (…) Uma família onde os maus membros estão no comando – isso é talvez o mais próximo que se pode chegar de definir a Inglaterra em uma frase”..
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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