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Tribunal de Justiça abre a exposição “Origens” do artista plástico Gabriel Rodrigues

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Mostra acontece no Hall das Câmaras Cíveis e Criminal, Sede Administrativa do TJAC, até o dia 31 de agosto.

A exposição “Origens”, composta por 17 gravuras, do artista plástico Gabriel Rodrigues, foi aberta no hall das Câmaras Cíveis e Criminal, no primeiro piso, na sede do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), na manhã desta quinta-feira, 26. As obras mostram a identidade do povo acreano e ficarão expostas até o dia 31 de agosto.

Ao abrir o evento, o presidente, em exercício, do TJAC, desembargador Francisco Djalma, asseverou que a gestão do Tribunal de Justiça Acreano tem incentivado a cultura, promovendo exposições nas unidades judiciárias. “Nós já fizemos outras exposições e essa ficará em nossos anais pela sua beleza e criatividade”, disse o magistrado.

Compuseram o dispositivo de honra, na abertura do vernissage, os desembargadores Samoel Evangelista, Pedro Ranzi e Elcio Mendes, o procurador do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Danilo Lovisaro, e, autor das obras de artes, Gabriel Rodrigues.

Em seu discurso, o artista plástico, que é autodidata e formado em Direito, ressaltou a necessidade da valorização da cultura local, especialmente, dentro dos espaços da Justiça. “Arte e Justiça são uma possibilidade. A arte ajuda a Justiça a se transformar. A arte lembra a humanidade da nossa capacidade de transcender. É um suspiro”.

“Origens”

Os quadros da exposição foram desenvolvidos ao longo de cinco anos e representam a cultura acreana, o sincretismo religioso e a diversidade étnica dos povos que compõem o Brasil, com ênfase ao Acre. Assim, como trazem a temática da Justiça. Além disso, as gravuras são confeccionadas com lápis de cor, somente uma das obras exposta foi utilizada caneta tinteiro.

As gravuras chamam-se: Ayahuasca; Arigó, os Heróis da Borracha; Seringueira, Árvores Mãe; Mãe da Lua e a saudades; Gameleira; Pião roxo pra panema; As marcas do desconhecido; Tributo; Revolução Acreana; Constituição e Poderes; Origem/Ama; Aparecida; II Estação – Jesus carrega a Cruz; III Estação – Jesus cai pela primeira vez; IV Estação – Jesus encontra sua santíssima mãe; Helicônia; Justiça.

O artista já havia exposto no Poder Judiciário Acreano, no Palácio da Justiça, a exposição “Acre: as identidades de um povo”, em outubro de 2017, e agora apresenta suas obras na Sede Administrativa do TJAC.

Algumas das obras estarão à venda. Os interessados podem entrar em contato com a Secretaria de Relações Públicas e Cerimonial do TJAC (Serep), que intermediará o contato com o artista. Gecom/TJAc.

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ACRE

MAIS VELHA DO MUNDO: indígena de Feijó tem 129 anos, 12 a mais que a mulher mais velha do mundo

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Certidão de nascimento de Maria Lucimar afirma que ela nasceu em 3 de setembro de 1890, no seringal Porto Rubin, em Feijó. Ela vive em aldeia e fala pouco o português, segundo Funai.

Capa: Maria é lúcida e recebe atendimento médico em casa — Foto: Francisco Claudino Junior/Arquivo pessoal.

Os documentos da indígena Maria Lucimar Pereira Kaxinawá apontam que ela tem 129 anos. A história dela foi divulgada nesta semana nas redes sociais porque ela tem 12 anos a mais que a japonesa Kane Tanaka, com 117, considerada a pessoa mais velha do mundo pelo Guinness Book.

Ela mora na Aldeia Boca do Grota, no seringal Curralinho, no interior do Acre. A certidão de nascimento de Maria Lucimar registra o nascimento dela em 3 de setembro de 1890, no seringal Porto Rubin, a 3 horas de viagem do município, em Feijó, município no qual ela ainda vive e é cuidada por um filho, que é o pajé da aldeia, conforme informações do representante da Fundação Nacional do Índio (Funai) no município, Carlos Brandão.

O G1 tentou falar com os indígenas, mas, por conta da localização, não conseguiu contato até a publicação desta reportagem. Mas, o representante da Funai, que acompanha a indígena, falou um pouco sobre ela e conta ainda que ela não fala muito o português.

“Ela só come comida natural, frango assado, macaxeira cozida, peixe muquinhado [assado na palha da bananeira]. Ela ainda coloca linha no buraco da agulha. Ainda anda, conversa na língua indígena e fala um pouco português, algumas palavras”, contou Brandão.

Além disso, ele garante que Maria Lucimar é lúcida e ainda conta histórias relacionadas ao sofrimento pelo qual passou na juventude e relembra fatos como a chegada dos cearenses e a época em que a borracha ainda era o carro chefe da economia no Acre.

“Ele vive lá e não sai, vai sobrevivendo até quando Deus permitir. Para viver tanto, é o alimento natural, medicina natural o segredo”, acrescentou.

Certidão da indígena mostra que ela nasceu em 1890   — Foto: Pedro Campos, Arquivo pessoal

Certidão da indígena mostra que ela nasceu em 1890 — Foto: Pedro Campos, Arquivo pessoal

Acompanhamento

A idosa indígena é acompanha pelo pólo de saúde indígena do município de Feijó e recebe visitas na aldeia.

“Realizamos visita domiciliar na casa dela porque já é de idade, então ela não vem até a cidade. A equipe vai até a casa dela e faz a consulta médica”, explicou a enfermeira do polo base indígena de Feijó, Cássia Roberta

Cássia diz que as reclamações da idosa são relativas a algumas dores no corpo e que não se trata de caso grave de doença.

“O que ela mais se queixa são de dores reumáticas e nas articulações, são queixas normais de idosos e só. Mas, a visão dela é muito boa, apenas a audição dela que precisa que a gente fale mais alto para ela poder ouvir porque está um pouco comprometida”, complementou.

A enfermeira reforçou que ela é lúcida e compreende o que falam com ela. “A idade dela é mesmo essa. Ela é considerada a indígena mais velha”, conclui.

O G1 entrou em contato com o Guinness Book, o livro dos recordes, para saber se pretende avaliar o caso e quais seriam os procedimentos, mas não obteve retorno até esta publicação.

Outros casos

Em 2016, o G1 contou a história do ex-seringueiro José Coelho de Souza, que teria 131, após o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Acre divulgar o caso. Segundo a certidão de nascimento, ele nasceu em 10 de março de 1884, na cidade de Meruoca (CE). Ele morava na comunidade Estirão do Alcântara, em Sena Madureira, no interior do estado.

O caso ganhou repercussão porque Souza em 2016, teve que provar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ainda estava vivo para continuar recebendo a aposentadoria.

ex-seringueiro morreu, em 2017 sem ter o nome reconhecido pelo livro dos recordes como o homem mais velho do mundo.

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ACRE

Indígenas da etnia Kulina têm garantido uso de autodenominação nativa como sobrenomes

Gecom TJAC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Decisão considerou que equívocos nos registros de nascimento do autor da ação e seus descendentes foram devidamente comprovados.

A Vara Única de Feijó acolheu o pedido formulado por um descendente de indígenas da etnia Kulina para fazer constar no nome do autor, de seus pais e de seus avós o sobrenome Madihá – autodenominação do povo silvícola que habita partes do Acre e sul do estado do Amazonas.

A decisão do juiz de Direito Marcos Rafael, titular da unidade judiciária, considerou a comprovação de equívoco nas averbações de nascimento do demandante e seus ascendentes. Enquanto o autor foi registrado com o sobrenome Ferreira, com o qual comprovadamente não tem qualquer ligação, seus ascendentes não possuíam em seus registros a autodenominação Madihá (“os que são gente”, em tradução livre), característica do povo Kulina.

Dessa forma, o magistrado entendeu que o demandante e seus ascendentes têm direito à retificação de seus registros de nascimento para fazer constar a forma nativa pela qual se autodenominam, em respeito às tradições do povo indígena e em atenção ao chamado princípio da dignidade humana.

“Verifico a existência de erro de grafia no nome dos ascendentes dos autores e ainda a inserção de patronímico estranho à linhagem familiar do demandante”, assinalou o magistrado na decisão.

Assim, o juiz de Direito determinou a inserção do sobrenome Madihá no registro de nascimento do autor da ação, de seus pais, bem como de seus avós, garantindo-lhes, por fim, o direito à identidade cultural própria.

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