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Acreanidades

Tribunal de Justiça do Acre realiza campanha de doação de sangue

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Na manhã desta quinta-feira, 19, no edifício-sede do TJAC, equipe do Hemoacre recebeu 23 voluntários; 15 bolsas de sangue foram coletadas.

Na manhã desta quinta-feira (19), servidores do Poder Judiciário do Acre, conscientes da importância da ação, para que vidas sejam salvas, participaram de campanha de doação de sangue.

O ônibus de coleta do Hemoacre estava no hall de entrada do edifício-sede do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e recebeu os 23 voluntários, dos quais foi possível coletar 15 bolsas de sangue.

A ação é promovida pelo TJAC, por meio da Gerência de Qualidade de Vida (Gevid-DIPES), com apoio do Centro de Hematologia e Homoterapia do Acre (Hemoacre) e da Organização Não Governamental Embaixada Mundial dos Ativistas pela Paz. No dia anterior à coleta, a equipe passou em vários setores do TJAC convidando todos.

O servidor do Judiciário Thomas Igor, que já é doador há mais de quatro anos, reconheceu a facilidade de a coleta ser realizada no ambiente de trabalho e de poder contribuir com quem precisa. “É bom o ônibus vir até aqui, até nosso local de trabalho, para que todos possam colaborar e ajudar o próximo”, disse Thomas.

Ato heroico

De acordo com orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal seria que 3% da população doasse sangue, para que os estoques mantivessem a quantidade de bolsas necessárias para atender todas as pessoas que precisam.

“Se um percentual bem pequeno da população se mantiver como doador regular, conseguiremos manter os estoques para atender a população que precisa. Imagina, então, se houverem mais doadores?”, afirmou a médica do Hemoacre, Thereza Picado.

Contudo, a porcentagem de doadores no Brasil não atinge os 2% e muitas vezes os hemocentros ficam com estoques em níveis críticos. Por isso, a conscientização e realização de campanhas como essa são essenciais. Afinal, para fazer intervenções cirúrgicas  imprescindível ter sangue no estoque dos hemocentros.

Adalcilene Pinheiro, servidora do TJAC e integrante da Embaixada Mundial dos Ativistas pela Paz, enfatizou a nobreza da doação de sangue: “Doar sangue é para herói. Você estará salvando vidas, então, é um ato heroico. É algo que qualquer pessoa saudável pode fazer para ajudar o próximo. É doar um pouco da tua vida para quem precisa poder viver também”.

Como doar sangue

Para ser doador é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade, pesar mais de 50 quilos, e estar com documento com foto. Além disso, é recomendado que o candidato esteja descansado, não esteja de jejum, não tenha comido alimentos gordurosos, não tenha fumado duas horas antes da doação, nem ingerido bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a coleta.

Os homens podem realizar no máximo quatro doações por ano e as mulheres três. O intervalo mínimo entre doações é de dois meses para homens e três para mulheres. O procedimento é simples e dura em média de 25 a 40 minutos. O voluntário passa pelas seguintes fases: teste de hematócrito, para verificar o percentual de sangue; triagem com médico; come um lanche para poder ter energia; faz a coleta; e após, outro lanche.

O candidato a doador não sente dor, além da picada da agulha. Teresinha Dourado, orgulhosa por ter sido a primeira doadora desta quinta-feira (19), falou da importância do gesto. “Não dói. Nós precisamos dar nossa contribuição, é um gesto que salva vidas”.

Caso alguém tenha interesse em ser doador pode procurar a sede do Hemoacre, na Avenida Getúlio Vargas, n.2787, Bosque, de segunda a sábado, das 7h às 18h. O centro só não realiza coletas aos domingos, mas nos feriados atende normalmente.

ACRE

Evento na UFAC: Projeto de cooperação internacional estuda biodiversidade na Amazônia Ocidental

Assessoria, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Na quarta-feira (11 de setembro), será realizado o lançamento do Projeto Prodigy “Process‐based & Resilience‐Oriented management of Diversity Generates sustainability”, às 10 horas, no Parque Zoobotânico (PZ), na Universidade Federal do Acre (Ufac). Representantes de instituições de pesquisa, ensino e organizações não governamentais do Brasil, Peru, Bolívia e Alemanha vão desenvolver pesquisas sobre os diferentes usos da terra e a sustentabilidade ambiental, econômica e social na região da Amazônia Sul-Ocidental na tríplice fronteira denominada MAP – Madre de Deus (Peru), Acre (Brasil) e Pando (Bolívia).

Com duração de três anos, as ações vão avaliar a dinâmica em constante transformação entre a natureza e a sociedade na região do MAP. No Brasil, os estudos serão realizados na Reserva Extrativista Chico Mendes; na Bolívia, na região da Reserva Nacional de Vida Silvestre Amazónica Manuripi e no Departamento Madre de Dios, no Peru na Reserva Nacional Tambopata. 

O projeto PRODIGY é financiado pelo Ministério Federal Alemão de Educação e Pesquisa (BMBF) e coordenado pela Universidade Koblenz-Landau em conjunto com mais cinco universidades alemãs. São parceiros do projeto a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ufac, Instituto de Mudanças Climáticas do Acre, além de universidades do Peru e da Bolívia. A construção da proposta começou em 2015 e já foram realizados diversos encontros e reuniões entre os parceiros.

Segundo um dos coordenadores do projeto, professor Oliver Frör, da Universidade de Koblenz-Landau, os resultados das ações de pesquisas formarão uma base sólida de conhecimento sobre o cenário dos potenciais e limites dos recursos naturais na região MAP. “A ideia é que as informações científicas possam mostrar alternativas de desenvolvimento sustentável para a região MAP e que as populações locais tenham elementos adicionais para decidir sobre as suas estratégias econômicas e ambientais em tempos de rápidas transformações socioeconómicas e ambientais”, afirma.

Serviço:

O que: Lançamento do projeto Prodigy de cooperação científica entre Alemanha, Brasil, Peru e Bolívia

Quando: Quarta-feira, 11 de setembro

Horário: 10 horas

Onde: Parque Zoobotânico, Ufac

Site: www.uni-koblenz-landau.de

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Acreanidades

‘Dias no Aterro’ emociona e lota Galeria de Arte do Sesc Centro

Assessoria, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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A abertura da exposição fotográfica Dias no Aterro foi um sucesso de público, cerca 100 pessoas visitaram a instalação na quinta-feira, 5, Dia da Amazônia, na Galeria de Arte do Sesc Centro. Entre os visitantes estiveram presentes, além da população em geral, catadores e artistas acreanos.

O Diretor Presidente da Fundação de Cultura, Esporte e Lazer Garibaldi Brasil (FGB) Sérgio de Carvalho; o artista visual Claudiney Alves, da Casa Masemba; a proprietária do Sucatão Rio Branco Karina de Souza e Nardia Tayna, representando o Sesc, também marcaram presença no evento.

“Sensação de dever cumprido”, foi o que disse o fotógrafo Dhárcules Pinheiro, após a abertura do evento. A curadora do projeto Talita Oliveira conta que a instalação foi um sucesso, pessoas choraram ao assistirem o documentário e se emocionaram com as fotografias.

“Foi um momento especial e emocionante para todos os presentes. Quando vi a reação e as impressões das pessoas, tive certeza que o objetivo da instalação foi alcançado”, apontou Talita.

A exposição está aberta ao público até o dia 30 de setembro na Galeria de Arte do Sesc Centro. Além das fotografias de Dhárcules, a instalação conta com peças fabricadas a partir de materiais recicláveis encontrados no aterro de inertes, produzidas por Claudiney e catadores que participaram de uma oficina de reciclagem.

Sérgio de Carvalho ressaltou o simbolismo de abrir a instalação no Dia da Amazônia: “Não haveria data melhor para abrir essa exposição do que o Dia da Amazônia, já que esse trabalho traz à tona a importância da reciclagem e do trabalho dos catadores para a preservação do meio ambiente.”

Raimundo Martins, um dos catadores presentes na abertura e personagem do documentário, ressaltou a importância da reciclagem para o seu sustento e da exposição para mudar a visão das pessoas sobre o trabalho dos catadores.

“Hoje o Aterro é o meu banco. No início, as pessoas me viam voltando todo sujo e tinham preconceito. Mas é com esse trabalho que sustento minha família e até já realizei o sonho que muitos têm de ter um carro. Espero que com essa exposição as pessoas mudem a visão e deixem de ter preconceito com a gente”, disse Martins.

Dhárcules Pinheiro, autor das fotografias, ressalta o objetivo do trabalho: “O objetivo maior dessa exposição é poder mostrar a importância do trabalho dos catadores principalmente para o meio ambiente, pois mensalmente eles retiram toneladas de resíduos e encaminham para a reciclagem. E a partir desse importante trabalho, geram renda e sustentam suas famílias. Ver essa galeria lotada me dá a sensação de dever cumprido.”

Maria Luzenira uma das catadoras prestigiadas na exposição foi vítima de feminicídio, antes do lançamento. Maria de Jesus, irmã da catadora, veio de Tarauacá apenas para visitar a exposição e  ficou muito emocionada.

As molduras

As fotografias do projeto “Dias no Aterro” estão emolduradas em peças produzidas por catadores junto com Claudiney Alves. A produção teve duração de aproximadamente 20 dias, desde o primeiro dia de oficina até a montagem da galeria. Para o artista visual a ideia é mostrar que tudo tem potencial para virar arte, ou melhor, tem chance de não poluir o planeta.

O catador Raimundo Martins participou da oficina, agora ele considera que pode pensar na possibilidade de criar obras, para que a sociedade possa ver e entender a verdadeira relação entre o homem e a natureza. “A oficina foi um aprendizado muito grande, mostrou que podemos reciclar ainda mais do que imaginávamos”, relata Martins.

O intuito

O objetivo do projeto é dar visibilidade ao trabalho dos catadores, que tanto contribuem com o bem estar da humanidade, mas que poucos reconhecem a importância deles na sociedade.

“Apesar de prestarem um trabalho de grande importância para o meio ambiente e para economia, transformando lixo em renda, há toda uma negação dessa importância que vem não só da sociedade mais também da administração pública. Eles sofrem preconceito, são estigmatizados e excluídos”, explica o fotógrafo.

Dias no Aterro

A instalação é fruto da vivência do fotógrafo Dhárcules Pinheiro no Aterro de Inertes, situado na Transacreana, em Rio Branco. Dhárcules documentou, durante um ano, o cotidiano dos trabalhadores do aterro, resultando em um amplo acervo de fotografias e vídeos que refletem sobre o conceito de lixo, meio ambiente e economia.

O projeto tem a curadoria de Talita Oliveira, é financiado pelo Fundo Municipal de Cultura, da Prefeitura de Rio Branco, por meio da Fundação de Cultura, Esporte e Lazer Garibaldi Brasil (FGB), e do Sesc, através do Calenarte. Conta também com apoio do Sucatão Rio Branco e Casa Massemba.

A ideia de realizar o projeto surgiu em junho de 2018 a partir de uma visita de Dhárcules ao local para realizar uma matéria relacionada a economia do lixo, sobre trabalhadores que tiram seus sustento do aterro de inertes. Desde então, o fotógrafo passou a visitar o aterro cerca de três vezes ou mais por semana para criar intimidade com os trabalhadores.

Documentário

Junto com a exposição, também foi lançado o documentário Dias no Aterro. O documentário tem a duração de 25 min com depoimentos de catadores que relatam conquistas e mostram um pouco da rotina de trabalho no aterro. De registro audiovisual foram dois meses de filmagem e 1 ano de registro fotográfico. A edição e montagem do trabalho foi realizado pelo jornalista Gilberto Lobo. A obra faz parte da instalação e ficará disponível na Galeria de Arte do Sesc até o dia 30 de setembro, em horário comercial.

Serviço:

Local: Galeria de Arte do Sesc Centro.

Visitação: 06 a 30 de setembro, das 8h às 12h e 14h às 18h, entrada gratuita

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