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Trump: Chefes de petróleo e gás recuam em energia verde – 12/03/2025 – Mercado

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Trump: Chefes de petróleo e gás recuam em energia verde - 12/03/2025 - Mercado

Evan Halper, Jake Spring

Executivos de petróleo e gás, em clima de celebração na segunda-feira ao iniciarem a cúpula anual de energia CERAWeek da S&P Global, mostraram o quão rapidamente estão recuando em seu apoio a transição rápida de combustíveis de carbono para energia mais limpa.

Com o presidente Donald Trump na Casa Branca, eles aplaudiram um reinício que dizem ser necessário após anos de pressão regulatória e corporativa em direção à energia verde.

“Podemos todos sentir os ventos da história nas velas de nossos negócios novamente”, disse Amin Nasser, CEO da Saudi Aramco, a companhia nacional de petróleo da Arábia Saudita, na conferência. O impulso para uma transição rápida para energia limpa, disse ele, “estava fadado ao fracasso”.

Em apresentações de café da manhã, recepções patrocinadas por empresas e em mensagens cuidadosamente elaboradas para investidores, executivos repetiram em Houston, onde ocorre o evento, pontos de discussão da administração. Eles aplaudiram enquanto o secretário de Energia de Trump, Chris Wright, criticava as metas climáticas.

Eles também promoveram planos para construir muito mais infraestrutura de combustíveis fósseis, argumentando que a busca por energia mais limpa que Joe Biden fez um elemento central de sua presidência precisa ser substituída por um reconhecimento de que os combustíveis fósseis são essenciais para satisfazer a crescente demanda de energia dos Estados Unidos.

Wright aproveitou esses desenvolvimentos em algo que equivalia a um chamado às armas contra a política energética focada no clima.

“A administração Trump encerrará as políticas irracionais e quase religiosas da administração Biden sobre mudanças climáticas que impuseram sacrifícios intermináveis aos nossos cidadãos”, prometeu Wright, em um discurso que recebeu aplausos entusiásticos e até alguns gritos.

Wright disse na conferência que a administração acabara de aprovar outra licença para infraestrutura para exportar gás natural liquefeito dos EUA para o exterior, para desgosto dos ativistas climáticos que alertam que as instalações emitem enormes quantidades de emissões por décadas. Neste caso, um terminal flutuante que a Delfin LNG está construindo na costa da Louisiana foi autorizado pelo Departamento de Energia a exportar 1,8 bilhões de pés cúbicos de gás por dia.

Tudo isso sinalizou uma agenda da indústria que mudou drasticamente desde a eleição de novembro. As empresas saudaram um retorno ao seu antigo manual de perfuração e construção de infraestrutura de combustíveis fósseis para atender às necessidades energéticas da indústria de inteligência artificial e a um boom na manufatura.

A mudança coloca em risco muitas das próprias metas dessas empresas para eliminar a poluição climática. Apenas 8% das empresas de energia estão no caminho certo para cancelar suas emissões até 2050, uma meta comum da indústria, de acordo com a consultoria Accenture.

Dias antes da conferência em Houston, a BP, outrora na vanguarda da transição energética, disse aos investidores que seu “otimismo por uma transição rápida estava equivocado”, ao afirmar que deslocaria bilhões de dólares em investimentos planejados de energia limpa para combustíveis fósseis.

A Chevron, uma defensora dos objetivos do acordo climático de Paris, saudou a agenda energética de Trump, mesmo enquanto ele retira os EUA desse pacto.

“Estamos vendo um pouco de realidade voltar à conversa”, disse o CEO da Chevron, Mike Wirth, em Houston na segunda. “Temos pessoas realmente bem qualificadas na administração Trump. … Acho que a conversa vai se redefinir para onde sempre deveria ter estado.”

A perspectiva otimista dos executivos para petróleo e gás ignora algumas realidades. Grande parte da nova energia adicionada à rede elétrica nos últimos anos tem sido verde, de acordo com um relatório da American Clean Power Association. Energia eólica, solar e geotérmica estão entrando em operação a um ritmo acelerado. O grupo diz que 93% da nova energia adicionada à rede em 2024 veio de fontes de emissão zero, com grande parte instalada em estados republicanos.

As empresas de petróleo também estão relutantes em expandir a perfuração em um momento em que os preços estão relativamente baixos e não há grandes lucros a serem obtidos inundando o mercado com mais barris. Mas o desmantelamento das regras ambientais por Trump posiciona as empresas para expandir rapidamente a perfuração caso os preços voltem a subir.

Em um sinal da fome por energia elétrica pela indústria de tecnologia, seus executivos estavam na conferência em peso, liderando painéis sobre a necessidade de alimentar seus centros de dados e fazendo acordos com empresas de energia para garantir mais eletricidade. Eles enfatizaram seus investimentos em tecnologias limpas, mas reconheceram que muitos de seus projetos são alimentados por gás.

“Precisamos construir a curto prazo para essa oportunidade de longo prazo não seja perdida”, disse Ruth Porat, presidente e diretora de investimentos do Google e de sua empresa-mãe, Alphabet.

Ela compartilhou o palco com o líder do gigante de eletricidade NextEra, uma empresa que estava tão otimista em zerar as emissões na rede elétrica do país que em 2022 registrou a marca “Real Zero” para seu esforço. Mas na segunda, o CEO John Ketchum estava elogiando uma agenda energética de Trump que dificilmente está alinhada com o Real Zero. Ele até ecoou uma das frases de efeito favoritas de Trump, ao enfatizar que o gás será uma parte crucial da mistura energética nos próximos anos.

“O que estamos vendo sob esta administração é essa incrível oportunidade de crescimento para realmente colocar a América em primeiro lugar”, disse ele.

Havia, no entanto, algumas correntes de ansiedade sobre a hostilidade da administração em relação aos incentivos à energia limpa. Muitas das empresas de energia reunidas em Houston estão fortemente investidas em projetos que dependem de subsídios da era Biden. Ketchum incentivou a administração a ouvir o conselho de 21 republicanos da Câmara que esta semana escreveram uma carta argumentando que muitos dos incentivos —que Trump está visando para cortes profundos— são críticos para o objetivo do presidente de tornar os EUA dominantes em energia.

Mas outras iniciativas climáticas que as empresas antes diziam ser essenciais já haviam sido abandonadas quando a conferência começou. O gigante de investimentos BlackRock, no final de janeiro, saiu da aliança internacional de gestores de ativos focados no clima que estava em parceria com as Nações Unidas para avançar na transição energética.

Em Houston na segunda, o CEO da BlackRock, Laurence Fink, relatou uma anedota sobre ajudar a equipe do presidente a navegar pelos impactos econômicos da IA. Ele exibiu uma pulseira que era mais uma referência a uma frase de efeito de Trump. Dizia: “Make Energy Great Again”. E ele reconheceu que o entusiasmo por uma transição rápida de energia que ele estava pregando aos investidores apenas alguns anos atrás esfriou.

“Temos que pensar sobre energia de forma pragmática”, disse Fink. “Vamos pausar por um segundo. Vamos ser claros, o gás vai desempenhar um papel importante nos EUA por dezenas de anos. Talvez 50 anos.”

Um ex-chefe de sustentabilidade da BlackRock, Tariq Fancy, foi crítico do que ele chama de pragmatismo energético.

“Você pode ver o quanto o público perde a fé em todo o sistema quando essas empresas dizem que certas coisas são compromissos e valores fundamentais e as abandonam dois anos depois porque os ventos políticos mudam”, disse Fancy, que agora é professor na Escola de Negócios da Universidade Stanford.

“Não é como se a mudança climática de repente fosse falsa. Acabamos de ter o ano mais quente já registrado.”



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Gestão superior cumpre agenda institucional no campus Floresta — Universidade Federal do Acre

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A Reitoria da Ufac cumpriu agenda institucional no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. De segunda-feira, 26, até esta quarta-feira, 28, o reitor Josimar Ferreira e integrantes da administração superior se reuniram com a comunidade universitária para tratar de demandas e apresentar projetos da nova gestão.

“Foi uma reunião de apresentação das equipes, das pró-reitorias, mas também de escuta, uma escuta permanente, de um diálogo muito próximo da nossa comunidade”, disse Josimar. Ele entregou a portaria de nomeação do diretor-geral do campus Floresta, Hugo Mota Ferreira Leite.

“A visita da Reitoria e toda a equipe dos pró-reitores foi muito importante para promover esse primeiro contato da nova gestão com a comunidade acadêmica, ouvir as demandas, apresentar as realizações ao longo desses 70 dias de gestão, o que já foi feito e o que ainda será feito”, pontuou Ferreira Leite.

Uma das principais atividades ocorreu na terça-feira, 27, com a entrega de equipamentos destinados aos programas de pós-graduação de Cruzeiro do Sul. A iniciativa, realizada por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, tem como objetivo melhorar as condições de ensino e pesquisa.

Atualmente, o campus Floresta conta com três programas de mestrado, e a agenda também incluiu discussões sobre a proposta de doutorado. Josimar destacou a necessidade de avançar na estruturação dos laboratórios e na formação de pesquisadores, considerando a biodiversidade regional, os saberes tradicionais e as possibilidades de internacionalização.

Também participaram da entrega o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o diretor de Pós-Graduação, Genilvado Moreira; e o diretor de Inovação, Paulo Trazzi.

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Orçamento

Durante a programação, a Reitoria e a Pró-Reitoria de Planejamento se reuniram com diretores de centros e representantes da Direção-Geral do campus para tratar de questões relacionadas ao orçamento institucional, demandas administrativas, fluxos de processos e sistemas de gestão. O encontro contou com a participação do pró-reitor Edcarlos Miranda de Souza.

As atividades também envolveram discussões sobre projetos de extensão e possibilidades de captação de recursos. Em reunião com diretores de centros e coordenadores de cursos, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, abordou demandas acadêmicas e mecanismos de fomento às ações extensionistas desenvolvidas no campus.
Entre os projetos apresentados à Reitoria, esteve a proposta de criação de uma trilha agroecológica no campus Floresta, apresentada pela professora Sonaira Souza da Silva. A iniciativa pretende utilizar a natureza como espaço educativo, com previsão de visitação pública, construção de um quiosque para exposição de produtos desenvolvidos em experimentos e projetos universitários e instalação de uma torre de aproximadamente 30 metros para observação do dossel da floresta.

Prática jurídica e inclusão

A agenda contemplou ainda uma reunião com o professor Daniel de Faria Galvão, do curso de Direito, que apresentou demandas relacionadas ao funcionamento do curso, especialmente às necessidades do Núcleo de Prática Jurídica. Ele manifestou satisfação com a receptividade da nova gestão e a abertura para discutir as questões apresentadas.

As políticas de inclusão e representatividade estudantil também fizeram parte das atividades. A pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, reuniu-se com representantes do Núcleo de Apoio à Inclusão para conhecer demandas relacionadas ao atendimento da comunidade acadêmica.

Em outro encontro, o estudante Samuel Lima Pereira Arara, representante do coletivo indígena da Ufac, apresentou questões relacionadas à representatividade, à participação em eventos e à proposta de criação de uma comissão para acompanhar as demandas dos estudantes indígenas.

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Clube do Livro Amaro comemora 3 anos de leituras e discussões — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão Clube do Livro Amaro, da Ufac, completa, neste mês de outubro, três anos de atividades dedicadas à leitura e à discussão de obras da literatura brasileira e mundial, reunindo participantes com diferentes formações, trajetórias e experiências de leitura. Criado em outubro de 2023, o projeto é coordenado pelos professores Carlisson de Oliveira e Maysa Dourado.

Segundo os coordenadores, a celebração do terceiro aniversário representa um momento de reconhecimento da trajetória construída coletivamente e, sobretudo, da importância dos participantes para a continuidade do projeto.

“Ao longo desse período, o clube tornou-se um espaço em que diferentes olhares sobre uma mesma obra se encontram, se complementam e, muitas vezes, se contrapõem, fazendo da leitura uma experiência de troca e descoberta”, ponderaram. “Ao completar três anos, o Clube do Livro Amaro reafirma seu compromisso com a valorização da literatura, a formação de leitores e o fortalecimento dos vínculos entre a universidade e a sociedade.”

Trajetória

O clube iniciou suas atividades com a leitura de “Medeia”, de Eurípides. Na sequência, foram discutidas as obras “Gota d’Água”, de Chico Buarque e Paulo Pontes, e “Mata Teu Pai”, de Grace Passô, estabelecendo, desde os primeiros encontros, um diálogo entre obras de diferentes períodos históricos e tradições literárias.

Ao longo desses três anos, o grupo percorreu um repertório diversificado, que inclui clássicos como “Odisseia”, de Homero; “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen; “Hamlet”, de William Shakespeare; e “O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway. A literatura brasileira também ocupa lugar de destaque, com obras de Machado de Assis, Conceição Evaristo, Milton Hatoum, Rachel de Queiroz, Maria Firmina dos Reis, José Lins do Rego, entre outros.

O percurso de leituras contempla ainda diferentes vozes e perspectivas culturais, com obras de autoras como Toni Morrison, Paulina Chiziane, Isabel Allende e Marguerite Yourcenar, ampliando as discussões sobre identidade, memória, relações humanas, desigualdades sociais e questões históricas e culturais.

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Ufac celebra o Dia do Servidor Público no campus Floresta — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a comemoração do Dia do Servidor Público no campus Floresta. O evento ocorreu nessa terça-feira, 27, reunindo professores, técnico-administrativos, integrantes da administração superior e de sindicatos. A programação contou com a cerimônia de entrega das portarias para a nova diretoria da universidade em Cruzeiro do Sul (AC) e a entrega de crachás aos servidores.

O reitor Josimar Ferreira entregou as portarias que designam o professor Hugo Mota Ferreira Leite como diretor-geral do campus e o servidor técnico-administrativo Anselmo de Jesus Damasceno como diretor de Administração, Manutenção e Infraestrutura.

Ele também fez a entrega simbólica de crachás a quatro servidores, sendo que cada um contabiliza 20 anos de trabalho na Ufac: os técnicos em assuntos educacionais Alexon de Lima Moura Barros e Fernanda Cristina Jucá de Lima; os professores Francisco Ricardo Negri e Maria Aldecy Rodrigues de Lima.

Além disso, houve uma apresentação institucional ministrada pelo coordenador da área de saúde dos Serviços Social do Transporte (Sest) e Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) de Cruzeiro do Sul, Francisco da Silva Souza, destacando os benefícios da parceria firmada com a universidade. Para celebrar a data, a administração realizou, ainda, sorteios comemorativos conduzidos pelo reitor.

Também compuseram a mesa de solenidade a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Antonio Amaro; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Miranda; o pró-reitor de Administração, Tony Eli da Silva Roca; a vice-diretora do CEL, no exercício da direção, Francisca Adma de Oliveira Martins; o diretor do CMulti, Antonio William Flores de Melo; o coordenador de Gestão de Recursos Humanos, Jason de Oliveira Gomes; a representante da Adufac, Suerda Mara Monteiro Vital; e o representante do Sintest, Bruno César Mota Brandão.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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