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Trump: Doug Burgum é cotado para ser ‘czar da energia’ – 08/11/2024 – Mercado

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Myles McCormick, Lauren Fedor, Aime Williams

Donald Trump está considerando nomear Doug Burgum, governador do estado petrolífero de Dakota do Norte, como seu novo “czar da energia”, o que daria a ele um poder abrangente para reduzir regulamentações ambientais e aumentar a produção de combustíveis fósseis nos Estados Unidos.

Burgum, empresário bilionário que participou das primárias republicanas este ano antes de apoiar Trump, é o candidato preferido do presidente eleito para o cargo, disseram pessoas familiarizadas com as discussões. O ex-secretário de energia Dan Brouillette também é um candidato.

Trump está ponderando a recontratação de funcionários de seu primeiro mandato para cargos seniores de energia, enquanto busca veteranos experientes para reformular regras sobre tudo, desde emissões de veículos até concessões de petróleo e gás.

O novo papel de czar da energia e seus poderes ainda não estão finalizados, mas pessoas familiarizadas com os planos disseram que ele coordenaria a agenda desregulatória de Trump através de um mosaico de agências, incluindo o Departamento de Energia (DoE), Departamento do Interior, Comissão Federal de Regulação de Energia e Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês).

O papel de czar da energia provavelmente substituiria o “czar do clima” —ou Conselheiro Nacional de Clima— estabelecido pela Casa Branca de Joe Biden, sublinhando a mudança drástica de ênfase pela nova administração.

Burgum, que lidera Dakota do Norte desde 2016, é o favorito da indústria petrolífera para ocupar a nova posição. O campo petrolífero Bakken do estado liderou a revolução do xisto que transformou os EUA no maior produtor mundial na última década. É o terceiro maior produtor de petróleo bruto do país, depois do Texas e do Novo México.

Entre outros veteranos da administração Trump considerados para um retorno a Washington estão o ex-secretário do interior David Bernhardt e o ex-administrador da EPA Andrew Wheeler, disseram pessoas familiarizadas com o pensamento da equipe de transição de Trump.

Em um sinal de que Trump está priorizando a experiência em seu segundo mandato, Brouillette, Bernhardt e Wheeler são todos vistos como candidatos a retornar às suas posições anteriores.

Wheeler se recusou a comentar. Os outros candidatos não responderam aos pedidos de comentário. Karoline Leavitt, porta-voz da equipe de transição Trump-Vance, disse que o presidente eleito tomaria decisões sobre o gabinete “em breve” e que as nomeações “serão anunciadas quando forem feitas”.

O presidente eleito prometeu eliminar pelo menos 10 regulamentações em todo o governo federal e disse que nomearia o CEO da Tesla, Elon Musk, para liderar uma nova comissão de eficiência “encarregada de conduzir uma auditoria financeira e de desempenho completa de todo o governo federal e fazer recomendações para reformas drásticas”.

As regras que regem o clima e a energia estão na linha para suportar o peso da fogueira regulatória.

Trump criticou as regras de emissões de carros da EPA, chamando-as de “o insano mandato de veículos elétricos”, e também é provável que remova restrições à perfuração de petróleo e gás em terras federais.

Cynthia Lummis, senadora dos EUA por Wyoming, e Katherine MacGregor, ex-secretária adjunta do interior, também são vistas como candidatas para liderar o departamento do interior. Paul Dabbar, executivo de tecnologia e ex-oficial do DoE, também é visto como um candidato a secretário de energia.

Lummis, MacGregor e Dabbar também não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre os cargos, mas um porta-voz da senadora disse que ela trabalharia para ajudar Trump a reverter as “políticas públicas de terras ultrajantes” de Biden.

Burgum foi anteriormente considerado um dos principais candidatos a vice-presidente de Trump e esteve com o republicano em seu comício final em Grand Rapids, Michigan, na segunda-feira (4), e na noite da eleição em seu resort Mar-a-Lago.

Brouillette renunciou na semana passada como chefe do Edison Electric Institute, o principal grupo de lobby de serviços públicos dos EUA “para ampliar o foco nas questões abrangentes que enfrentam nosso cenário energético global”.

Colaboraram Amanda Chu e Jamie Smyth em Nova York



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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