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Trump e CEO do SoftBank, Masayoshi Son, anunciam investimento de US$ 100 bilhões nos EUA | Notícias de Donald Trump
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Son havia feito uma promessa semelhante em 2016 de gastar US$ 50 bilhões durante o mandato de quatro anos de Trump. Não está claro como o SoftBank financiará o novo investimento.
O presidente eleito, Donald Trump, com o CEO do Grupo SoftBank, Masayoshi Son, ao seu lado, anunciou que o SoftBank investirá 100 mil milhões de dólares nos Estados Unidos durante os próximos quatro anos, no que seria um impulso para a economia doméstica.
Numa aparição conjunta com Son na segunda-feira, Trump disse que o investimento criaria 100.000 empregos centrados na inteligência artificial (IA) e infra-estruturas relacionadas, com o dinheiro a ser aplicado antes do final do mandato de Trump.
Trump disse que o investimento era uma prova de “confiança monumental no futuro da América”. Ele encorajou Son, de brincadeira, a fazer o investimento de US$ 200 bilhões, com o bilionário japonês respondendo que tentaria.
A promessa de 100 mil milhões de dólares, feita num evento enfeitado com bandeiras no clube Mar-a-Lago de Trump, em Palm Beach, Florida, enquadra-se na promessa de Trump de reforçar a economia dos EUA e reduzir o efeito da inflação sobre os americanos durante o seu segundo mandato, que começa em 20 de janeiro.
Trump chamou Son de “um dos líderes empresariais mais talentosos do nosso tempo”.
O anúncio de segunda-feira reflecte uma promessa semelhante que Son fez com o então presidente eleito Trump num evento na Trump Tower, em Nova Iorque, em Dezembro de 2016, quando Son disse que gastaria 50 mil milhões de dólares e criaria 50 mil empregos.
Embora esse dinheiro tenha sido eventualmente gasto, não está claro se esses empregos foram criados. A empresa tem vindo a reconstruir as suas finanças após o fracasso da WeWork, uma startup de partilha de escritórios, e depois de algumas das empresas tecnológicas nas quais investe através da sua unidade Vision Fund terem caído em desgraça entre os investidores.
Fonte de financiamento pouco clara
Trump tem afinidade com anúncios espalhafatosos que prometem milhares de empregos, embora esses investimentos nem sempre dêem certo. No início do seu primeiro mandato, anunciou um investimento de 10 mil milhões de dólares da Foxconn numa fábrica no Wisconsin que prometia milhares de empregos, mas que estava praticamente abandonada.
Não está claro como o SoftBank planeja financiar o novo investimento. Em 30 de setembro, o SoftBank tinha cerca de US$ 29 bilhões em caixa e equivalentes de caixa, de acordo com seu relatório de lucros mais recente. Após um declínio acentuado nas ações entre 2021 e 2023, as suas ações recuperaram, ganhando quase 50% no acumulado do ano.
O financiamento poderia vir de várias fontes controladas pelo SoftBank, incluindo o Vision Fund, projetos de capital ou a fabricante de chips Arm Holdings, disse a CNBC.
Son tem sido um forte defensor do potencial da IA e tem pressionado para expandir a exposição do SoftBank ao setor, assumindo uma participação na OpenAI e adquirindo a startup de chips Graphcore.
Em Outubro, Son reiterou a sua crença na chegada da superinteligência artificial, dizendo que isso exigiria centenas de milhares de milhões de dólares de investimento.
Son disse na época que estava economizando fundos “para poder dar o próximo grande passo”, mas não deu detalhes.
Trump prometeu na semana passada que estenderia autorização rápida para qualquer empresa que invista US$ 1 bilhão ou mais nos Estados Unidos.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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