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Túnel na Vila Mariana será pouco eficiente para mobilidade – 14/11/2024 – Cotidiano

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Diego Alejandro, Tulio Kruse

A construção de um túnel viário na Vila Mariana —que atraiu protestos de moradores e foi paralisada por decisão da Justiça— deve trazer poucos benefícios à fluidez do trânsito, na opinião de especialistas em mobilidade ouvidos pela Folha. Eles questionam a necessidade da obra e a relação custo-benefício do projeto.

Essas críticas à eficiência do túnel se somam aos danos ambientais, já que há uma previsão de derrubada de 172 árvores, sendo 78 nativas. A decisão judicial determina que dois peritos para analisem, em 15 dias, se a obra pode continuar sem causar danos. Eles também terão de verificar se há indícios de irregularidade técnica no licenciamento ambiental.

Para fazer a ligação entre a rua Sena Madureira e a avenida Ricardo Jafet, serão construídos dois túneis que, juntos, somam 1,6 km de extensão. A Álya Construtora, antiga Queiroz Galvão, conduz o projeto.

“A maior parte do que vai acontecer é empurrar o congestionamento mais adiante”, disse o engenheiro Mauro Zilbovicius, professor da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo). “Se você olhar o mapa da cidade, as obras que precisam ser feitas, o custo delas e o benefício, onde é melhor investir —porque o dinheiro é limitado e o resultado tem que ser o maior possível— tem muito mais coisa importante para ser feita”

Ele diz que a prioridade da prefeitura na área de mobilidade deveria estar no investimento em transporte público de qualidade, especialmente na ligação do extremo sul da cidade com a região central. “Não está nem entre as cinco obras várias mais importantes na cidade, eu diria”, disse Zilbovicius, citando o entroncamento da avenida Dona Belmira Marin, na zona sul, como um dos piores gargalo de trânsito da cidade.

Ele também diz que o impacto para a segurança dos moradores do bairro precisa ficar mais claro. “Essa lógica puramente rodoviária, do veículo, esquece do pedestre. Tirar o semáforo pode aumentar a fluidez pode ser bom [para veículos], mas é péssimo do ponto de vista de segurança do pedestre”

O professor Claudio Barbieri da Cunha, do Departamento de Engenharia de Transportes da USP, diz que o túnel provavelmente será eficiente por pouco tempo, pois deve atrair mais tráfego de veículos e se tornar obsoleto em menos de cinco anos. “Não vejo essa obra como importante ou prioritária para a cidade”, afirmou.

Os dois especialistas compararam o projeto do túnel com a criação da pista intermediária na marginal do Tietê, obra realizada durante a gestão José Serra (2005-2006). A avaliação é que a obra desafogou o trânsito por um curto período de tempo, até o fluxo de veículos aumentar e os congestionamentos retornarem. “O que já se percebeu em nível mundial é que não dá para correr atrás do prejuízo e melhorar o trânsito investindo no sistema viário para o carro.

No processo judicial que embasou a decisão de paralisar a obra, há apenas um estudo de tráfego que contabiliza o volume de veículos na área que seria afetada pelo túnel. O documento foi elaborado em 2009, ou seja, antes do trânsito na capital mudar com os efeitos da pandemia de Covid-19.

O estudo estima que um total 3.800 veículos utilizariam o túnel no horário de pico da manhã em dias úteis. As projeções são para 2030. O mesmo estudo estima que, na área de influência da obra, circulam 17,6 mil veículos no mesmo horário e seriam impactados.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) reclamou nesta quinta-feira da paralisação da obra. “A gente está prestando os esclarecimentos”, afirmou. “A população tem direito de saber que a prefeitura, o tempo inteiro, dialogou. E que por parte do Ministério Público e, agora, da Justiça, eles acabaram quebrando um diálogo que a gente estava tendo.

A prefeitura afirmou, em nota, que a obra “beneficiará mais de 800 mil pessoas que circulam na região diariamente”. A estimativa tem como base “a população dos bairros vizinhos impactados pelas áreas de influência do futuro túnel e estudo de tráfego” no Estudo de Impacto Ambiental da obra, diz a administração municipal.



Leia Mais: Folha

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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