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Ucrânia pressiona pela adesão à OTAN, mas é complicado – DW – 12/03/2024
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O artigo 5.º é a pedra angular do OTAN aliança militar. Apela a todos os membros para que ajudem quaisquer outros países da OTAN sob ataque. Exatamente como um membro decide ajudar os aliados, entretanto, depende dele.
Desde a invasão da Rússia em fevereiro de 2022, Presidente cessante dos EUA Joe Biden prometeu repetidamente: “Defenderemos cada centímetro da Ucrânia.” Agora Kyiv gostaria de ficar permanentemente sob esse guarda-chuva de proteção. A NATO tem afirmado repetidamente que assim será, sem, no entanto, fixar uma data. A certa altura, pensam alguns observadores, a Ucrânia deveria ser recompensada com a adesão à NATO pela sua batalha defensiva de anos contra a Rússia.
Proteção da OTAN para parte da Ucrânia?
ucraniano Presidente Volodymyr Zelenskyy propôs agora permitir que as partes da Ucrânia que são livres de aderir à aliança. As áreas ocupadas pela Rússia no leste da Ucrânia, bem como a península da Crimeia ilegalmente anexada (compreendendo cerca de 27% da Ucrânia), disse ele, seriam excluídas da adesão por enquanto. Zelenskyy espera que a medida frustre quaisquer avanços russos, dificultando negociações para um cessar-fogo com o presidente russo. Vladímir Putin possível.
Tecnicamente, seria possível dar à Ucrânia protecção parcial ao abrigo do Tratado da NATO. Isto é algo que poderia ser articulado no documento de adesão da Ucrânia, que deve ser ratificado por todos os 32 Estados-membros da NATO. Artigo 14.º do Protocolo Suplementar do Tratado da OTAN já prevê questões semelhantes. O Artigo 6 do tratado descreve quais regiões são definidas como territórios da OTAN. Numerosas ilhas francesas e britânicas nas Caraíbas ou no Pacífico Sul, por exemplo, não estão definidas como territórios da NATO. Durante a divisão da Alemanha pós-Segunda Guerra Mundial em RFA (Alemanha Ocidental) e RDA (Alemanha Oriental), apenas o Ocidente foi abrangido pelo tratado. A Alemanha Oriental era membro da aliança militar da União Soviética, o Pacto de Varsóvia.
Ucrânia: aumenta a pressão para um acordo de paz com a Rússia
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Muitos membros da NATO não apoiam a ideia
A questão é se os parceiros ocidentais – sobretudo os mais importantes deles, os EUA – têm vontade política para conceder a adesão às partes da Ucrânia que permanecem livres. Especialistas em segurança alemães, por exemplo, alertam que tal medida aumentaria enormemente o risco de arrastar os parceiros da NATO para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Quando o chanceler alemão Olaf Scholz visitou a Ucrânia na segunda-feira, ele expressou clara oposição ao plano proposto por Zelenskyy. O antigo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, vê as coisas de forma diferente. Pouco depois de deixar o cargo de chefe da aliança em outubro, Stoltenberg disse que a rápida adesão de Kiev à OTAN poderia pôr fim à guerra.
“Onde há vontade, há uma maneira de encontrar uma solução. Mas é necessária uma linha que defina onde o Artigo 5 é invocado, e a Ucrânia tem que controlar todo o território até essa fronteira”, disse Stoltenberg ao Tempos Financeiros jornal. A França, a Polónia e os Estados Bálticos sinalizaram que poderiam prever a adesão parcial da Ucrânia.
Difícil prever o ‘fator Trump’
Ao delinear o seu “plano de vitória”, o Presidente ucraniano Zelenskyy apelou repetidamente à Garantias de segurança da NATO para o seu país. O major-general alemão Christian Freuding, que lidera o Estado-Maior de Planeamento e Comando da Bundeswehr, diz que a Ucrânia “está contra a parede”. É por isso que Zelenskyy disse que poderia imaginar abandonar os planos para reconquistar o território ocupado pela Rússia. O presidente russo, Vladimir Putin, exigiu, entre outras coisas, que a OTAN rejeitasse a oferta da Ucrânia de aderir à aliança, mesmo que parcialmente.
Não se sabe como o novo presidente eleito dos EUA Donald Trump verá coisas. O Wall Street Journal citou recentemente fontes do círculo íntimo de Trump que afirmaram que o novo presidente pode estar a tentar adiar a adesão da Ucrânia à NATO “em 20 anos”. Também não está claro o que Trump tem em mente quando afirma que irá acabar com a guerra.
Chefe da OTAN, Mark Rutte: mais armas, menos conversa
Falando na actual reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO em Bruxelas, o novo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, disse que a Ucrânia não precisa de novas discussões sobre como alcançar um cessar-fogo, precisa de mais armas e mais capacidades de defesa antimísseis.
“Eu diria que não vamos ter todas estas discussões passo a passo sobre como poderá ser um processo de paz”, disse Rutte, enfatizando que a aliança deve “garantir que a Ucrânia tenha o que precisa para chegar a uma posição de força quando essas conversações de paz começam.” É a partir desta posição de força que a Ucrânia deverá negociar com o agressor russo.
Os membros da NATO ainda não concordam sobre a adesão à Ucrânia
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Este artigo foi traduzido do alemão por Jon Shelton
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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