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Um ator poderoso na África – DW – 27/10/2024
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O mercenário russo Grupo Wagner há muito que se transformou numa rede amplamente influente que também desenvolve actividades económicas, especialmente em África. Ao mesmo tempo, sabe-se que sempre dá prioridade aos interesses da Rússia – leia-se, do Kremlin.
Quando o chefe do grupo, o multimilionário russo Evgeny Prigozhinprocurou um confronto aberto com o líder do Kremlin, Vladimir Putin, em junho de 2023, ele morreu em um misterioso acidente de avião logo depois.
Desde então, o Grupo Wagner aprofundou-se ainda mais nas estruturas estatais da Rússia.
Agente vicário não oficial da Rússia
“Para a Rússia, o Grupo Wagner é absolutamente essencial porque complementa os canais diplomáticos oficiais”, disse à DW Hager Ali, pesquisador do Instituto Alemão de Estudos Globais e de Área, em Hamburgo.
Acrescentou que, além de equipar as forças armadas e participar em iniciativas diplomáticas, como a da recente cimeira do BRICShavia outras áreas de actividade que o governo da Rússia não poderia necessariamente exercer através dos canais oficiais.
“Há um conjunto de regras internacionais completamente diferente que se aplica a um exército formal e a um empreiteiro militar privado”, explicou ela.
Após a morte de Prigozhin, várias unidades foram incorporadas ao chamado Corpo de África e colocado sob o controle do Ministério da Defesa Russo.
O nome “Africa Corps” alude a uma força expedicionária alemã com o mesmo nome sob a Alemanha nazista, assim como o Grupo Wagner compartilha o nome com o compositor favorito do ditador nazista Adolf Hitler, Richard Wagner.
“O Estado russo queria controlar os mercenários, mas não queria tocar nas estruturas de pessoal existentes no terreno”, disse à DW Ulf Laessing, chefe do programa Sahel do think tank alemão de política e educação cívica da Fundação Konrad Adenauer.
“É por isso que o Africa Corps é agora uma holding, por assim dizer, que Wagner assumiu”, acrescentou.
Mas o Grupo Wagner não é o único vector que o Estado russo utiliza para influenciar a política no continente africano. A Rússia também está empenhada em esforços para difundir propaganda antiocidental nas sociedades africanas através dos meios de comunicação sociais e convencionais, e acolhe uma série de instituições culturais, como a Casa Russa em Bangui, a capital da República Centro-Africana (RCA).
Dmitri Sytyi, diretor da Casa Russa, disse à DW que a casa recebeu centenas de visitantes aprendendo russo e assistindo a apresentações de teatro e música.
“Neste momento, sou o embaixador da Rússia, tipo um embaixador informal da política russa neste país”, disse Sytyi numa entrevista.
A UE e os EUA consideram-no um alto funcionário da Wagner e colocaram o seu nome nas suas listas internacionais de sanções. Ele foi acusado de graves violações dos direitos humanos na RCA. A Human Rights Watch fala de assassinatos seletivos e tortura em 2022, ao mesmo tempo que destaca a impunidade contínua dos perpetradores das fileiras do Grupo Wagner.
O homem de 35 anos disse que está sendo transformado em bode expiatório.
O que o Grupo Wagner está fazendo na África?
Poucos países têm laços tão estreitos com o Grupo Wagner como a República Centro-Africana. Em 2018, o país assinou um pacto oficial de segurança com a Rússia e um aeroporto militar está atualmente a ser transformado num centro russo.
Os mercenários Wagner protegem o Presidente Faustin-Archange Touadera e apoiam as tropas governamentais nos seus esforços para manter a vantagem na guerra civil em curso. Segundo relatos da mídia, cerca de 1.500 a 2.000 combatentes estão no terreno.
Em troca dos seus serviços de segurança, empresas da rede Wagner mais ampla exploram uma mina de ouro na RCA e cortam madeira tropical valiosa, entre outras coisas. Outros fabricam cerveja, vendem vodca em Bangui ou comercializam açúcar.
O Grupo Wagner também é um ator ativo no conflito na Líbia. E a Líbia e a RCA são centros para as atividades do Grupo Wagner no Sudão.
Mesmo antes do início da guerra civil sudanesa, em Abril de 2023, o grupo estava em contacto estreito com as Forças de Apoio Rápido (RSF) do Sudão, treinando forças e protegendo minas de ouro.
No entanto, o Kremlin também considera a outra parte beligerante, as Forças Armadas Sudanesas (SAF), como um parceiro importante para o comércio – e para o estabelecimento de uma base naval no Mar Vermelho.
Graças à nova estruturação do Grupo Wagner sob o Africa Corps, o Kremlin poderia agora prosseguir uma estratégia mais clara, disse Ali à DW, acrescentando que “por um lado, a Rússia pode aceder a recursos através do Grupo Wagner, por outro lado, agora também pode usar os canais diplomáticos oficiais para manter ou mesmo aprofundar a sua presença no Sudão.”
Dessa forma, a Rússia, que depende de moeda estrangeira para a sua guerra na Ucrâniapoderia beneficiar duas vezes não só com a venda de novos sistemas de armas, mas também com a incorporação do Grupo Wagner na transferência de conhecimento, explicou o especialista.
Sobrevivência do regime à venda
Outro foco das actividades do Grupo Wagner pode ser encontrado na região do Sahel: golpistas antiocidentais estão no poder no Mali, Burkina Faso e Níger, cada um dos quais depende da ajuda russa.
“A ideia original do Mali era trazer Wagner e substituir o Ocidente para lutar e obter armas”, disse Laessing à DW. No entanto, este objetivo mudou agora, acrescentou.
Por exemplo, o líder do golpe no Burkina Faso, capitão Ibrahim Traore, rodeia-se de guarda-costas russos. Há também provas de que o Grupo Wagner fornece “pacotes de sobrevivência ao regime” no Mali e no Níger.
“Embora o Corpo Africano também exista no Níger, não há sinais de que esteja a lutar. Estou convencido de que estão lá para proteger o regime”, disse Laessing, acrescentando que isto é particularmente verdade agora que a Rússia anunciou que o grupo seria instalar armas de defesa aérea “que não são necessárias para combater os jihadistas”.
A pesquisadora Ali concorda: “Este (pacote de sobrevivência) pode incluir conhecimento e experiência, bem como apoio real na defesa contra possíveis revoltas da população civil ou na coleta de recursos naturais”, disse ela à DW.
No futuro, é possível que mais chefes de estado africanos aceitem esses “pacotes de sobrevivência” oferecidos pelo Grupo Wagner.
Como a Rússia usa o seu poder brando na República Centro-Africana
Este artigo foi publicado originalmente em alemão.
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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano
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20 de janeiro de 2026Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025
Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.
De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.
Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.
Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025
O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções
No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.
Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:
- ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
- quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.
No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.
Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo
O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.
É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.
Um ano que já começa “com cara de planejamento”
Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.
No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.
Rio Branco também entra no compasso de 2026
Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.
Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).
Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC
Por que isso importa
O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.
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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre
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13 de janeiro de 2026A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.
LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS
1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR
Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.
Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.
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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre
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12 de janeiro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.
Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.
“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”
O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”
Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”
Educação básica, pesquisa e projetos
Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”
O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.
A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”
Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.
Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.
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