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‘Um divisor de águas’: como o Partido Trabalhista interpretará o Trump 2.0? | Donald Trump
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2 anos atrásem
Eleni Courea Political correspondent
David Lammy estava visitando Washington em maio passado quando percebeu Donald Trump provavelmente venceria as eleições presidenciais. O futuro secretário dos Negócios Estrangeiros manteve reuniões com as campanhas Democrata e Republicana – e viu-se admirando estas últimas.
A astúcia e o profissionalismo da operação de Trump em 2024, com as suas mensagens incisivas fazendo incursões com eleitores negros e hispânicosparecia muito longe de sua campanha caótica de 2016. Em comparação, a de Joe Biden parecia retrógrada e focada em atacar o histórico de Trump, embora carecesse de uma narrativa própria convincente.
Avançamos oito meses e Trump está a poucos dias de ser empossado como presidente pela segunda vez após uma vitória enfática. Os números do governo estão esperançosos quanto ao trabalho de base que Keir Starmer e Lammy estabeleceram com Trump – incluindo seu jantar de duas horas em Nova York em setembro – colocou-os em boa posição, mas eles estarão espiando por entre os dedos na segunda-feira, depois que ele assumir o cargo.
Eles sabem que há uma coisa que atrairá Trump: a família real.
Em dezembro, o príncipe William lutou no último minuto para assistir à reabertura da Notre Dame em Paris assim que ficou claro que Trump estaria lá. O príncipe encontrou-se com o presidente eleito durante 40 minutos na embaixada britânica – tempo suficiente para irritar os franceses, segundo uma fonte do Reino Unido.
“Uma das pessoas mais influentes, na minha opinião, poderia ser o rei Charles”, disse um ex-diplomata que passou um tempo considerável com Trump. “Alguém tem que lidar com o relacionamento com Trump – eu sei ele realmente amava a rainha – e ele disse que gosta de Charles.”
Outro diplomata sénior disse: “Se falar com alguém que estava no palácio na altura… ouvirá que ninguém foi tão respeitoso e educado como Trump durante a sua visita de Estado”.
Starmer está aberto a organizar uma segunda visita de Estado para Trump, onde poderá ser convidado a discursar no parlamento pela primeira vez.
A grandeza e as demonstrações de riqueza ostentosa que a família real proporciona podem agradar a Trump, mas pouco farão para mudar a sua plataforma política. Os responsáveis de Whitehall estão a manipular uma série de cenários, incluindo o impacto das tarifas punitivas sobre a economia altamente exposta do Reino Unido e mudanças no envolvimento dos EUA com instituições internacionais como a ONU e a NATO.
Segunda-feira seria “um momento divisor de águas”, disse uma fonte trabalhista. “Muita coisa está sendo mantida em espera até depois disso.”
A principal preocupação do governo é o comércio. Trump prometeu impor tarifas gerais sobre as importações dos EUA. Os ministros esperam que, como Trump está mais preocupado com o défice comercial dos EUA com a UE e a China, o Reino Unido possa ser poupado do pior deles – e que quaisquer tarifas possam ser levantadas num acordo comercial inicial entre os EUA e o Reino Unido centrado nos serviços e na tecnologia. setores. Sophia Gaston, investigadora sénior do Australian Strategic Policy Institute, disse que os ministros identificaram as relações comerciais bilaterais como uma forma de estabelecer “um tom positivo de envolvimento precoce”.
Isto é crucial depois de uma série de reveses nas relações políticas. Desde agosto, o bilionário da tecnologia e aliado de Trump, Elon Musk, travou uma vingança online contra Starmer e apelou repetidamente à derrubada do seu governo. Em Outubro, a campanha de Trump fez uma denúncia formal de interferência eleitoral sobre autoridades trabalhistas viajando para os EUA para fazer campanha por Kamala Harris. E no outono, vários aliados de Trump criticaram o Reino Unido planeja ceder o controle das Ilhas Chagosonde existe uma base militar Reino Unido-EUA, para as Maurícias. Tendo tentado durante semanas finalizar um acordo rápido antes da posse de Trump, Downing Street disse na quarta-feira que esperaria a chegada do novo presidente – um atraso que o governo não nega ocorreu a pedido de Washington.
Serão fundamentais para alcançar os objectivos do Reino Unido em Washington duas figuras da era Blair: Peter Mandelson, o antigo comissário do comércio da UE escolhido como embaixador de Starmer nos EUAe Jonathan Powell, ex-chefe de gabinete de Blair que é agora conselheiro de segurança nacional e negociador para a transferência de Chagos. Ambos são operadores altamente experientes com redes estabelecidas em Washington DC, mas uma fonte sênior do Ministério das Relações Exteriores disse que até agora eles tiveram dificuldade para conseguir que as pessoas atendessem suas ligações.
Tendo sido rotulado de “idiota” por um dos principais assessores de campanha de Trump, Mandelson iniciou uma ofensiva de charme para conquistar os republicanos céticos em relação à sua postura pomba em relação a Pequim e a lista de clientes de sua empresa de consultoria, Global Counsel. Em um artigo para a Fox News na sexta-feiraMandelson elogiou a “grande habilidade como ativista político” de Trump e disse que o Reino Unido estava “faminto de negociar mais e inovar mais com a América”, especialmente em tecnologia. Ele também disse que “o governo chinês que observei intensamente nos últimos 20 anos… desafia agora diretamente os governos ocidentais e os nossos valores”.
Robin Niblett, ex-diretor da Chatham House, disse: “O posicionamento do Reino Unido tem sido bastante astuto até agora. Keir Starmer tem juntou-se habilmente a Giorgia Meloni sobre migração. No que diz respeito às relações com Trump, a Grã-Bretanha está actualmente numa posição muito mais forte do que a Alemanha. Mas eu não usaria os últimos três ou quatro meses como uma previsão dos próximos seis – no que diz respeito à Ucrânia, às tarifas, vai tornar-se muito mais difícil para Starmer navegar. Nada significa nada até sairmos da guerra falsa.”
Em particular, o desejo do governo de realizar um acto de equilíbrio entre os EUA, a UE e potências emergentes como a China será testado. Simon Fraser, presidente da Chatham House, disse: “Keir Starmer disse que o Reino Unido não teria que escolher entre os EUA e a UE mas se houver uma guerra comercial entre a UE e os EUA, seremos confrontados com escolhas. Trump vai aumentar a pressão sobre o governo em áreas que incluem os gastos com a defesa e a política da China, e vai tornar a gestão das relações com a UE mais difícil.” Especialistas questionam como o governo do Reino Unido responderia se os EUA pedissem impor tarifas à China ou procurou promover um acordo na Ucrânia que não a protegesse contra novas invasões da Rússia.
Laura Chappell, que lidera a política internacional do Institute for Public Policy Research, disse: “Se o governo leva a sério a tentativa de proteger o interesse nacional do Reino Unido e tentar ser uma voz progressista no cenário internacional, eles precisam ser absolutamente claros quais objetivos eles mais se preocupam. O Reino Unido necessitará de prioridades bem definidas e acordadas colectivamente para o ajudar a encontrar uma forma de superar a provável imprevisibilidade da marca 2 de Trump.”
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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20 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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