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Um jogo de tabuleiro poderia ajudar a preparar Taiwan para a guerra com a China? | Notícias de entretenimento
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2 anos atrásem
A empresa taiwanesa Mizo Games lançou um novo jogo de tabuleiro que permite aos jogadores assumir papéis de comandantes militares e agentes secretos a combatentes da resistência civil que lutam contra uma invasão chinesa fictícia.
O jogo, denominado “2045”, será lançado em Taiwan este mês. Também será lançado no final de janeiro em inglês na Europa e nos Estados Unidos.
Em agosto de 2024, a Mizo Games lançou uma campanha de crowdfunding arrecadando mais de 4 milhões de novos dólares taiwaneses (US$ 121.707) em dois meses e meio.
Em entrevista à agência de notícias Reuters em dezembro, Chang Shao Lian, fundador da Mizo Games, disse: “Quero que os jogadores sintam que querem vencer e pensem no que farão para vencer”.
O jogo está sendo lançado em meio às crescentes tensões entre a China e Taiwan, com a China aumentando as atividades militares perto da ilha e um esforço crescente por parte da China. grupos de defesa civil para prepare-se para qualquer invasão potencial.
Então, como funciona o jogo e como ele poderia ser usado na preparação para a guerra?
Do que se trata 2045?
O jogo de tabuleiro simula uma invasão chinesa de Taiwan 20 anos no futuro e os jogadores interpretam personagens durante os 10 dias que antecedem o ataque.
Em vez de se concentrarem apenas na defesa de Taiwan, os jogadores são avaliados com base na eficácia com que atingem os objetivos específicos do seu personagem.
“Existem dois tipos de vitórias, a vitória individual e a vitória de Taiwan. Os dois resultados representam um enorme conflito de valores para os jogadores. Não quero que os jogadores joguem apenas com a mentalidade de aprender, mas quero que joguem com o desejo de participar e vencer esta guerra na mesa”, disse Shao Lian à Reuters.
Os jogadores em 2045 podem participar em diferentes aspectos da guerra moderna, incluindo guerra cibernética, colapso económico e convulsão civil.
A criação de “2045” encontrou vários desafios, nomeadamente preocupações com censura e limitações de produção.
O tema polêmico do jogo impede sua fabricação na China, um desvio das práticas habituais de produção das empresas taiwanesas de jogos de tabuleiro.
A Mizo Games produziu outros jogos de tabuleiro com tema de guerra?
Sim, Mizo lançou seu primeiro jogo com tema de guerra, Raid on Taihoku, em 2017. Situado em Taiwan durante a Segunda Guerra Mundial, os jogadores devem sobreviver ao bombardeio de sua cidade. O jogo é baseado no ataque aéreo dos EUA a Kaohsiung (então conhecido como Takao) em novembro de 1944.
O que está impulsionando a popularidade dos jogos militares?
Jogos com temas sociais e políticos não são novos, segundo Paul Booth, professor de mídia e cultura pop na Faculdade de Comunicação da Universidade DePaul, em Chicago, e autor de Board Games as Media, que falou à Al Jazeera.
“Um jogo como 2045 é importante porque nos permite imaginar e brincar com as possibilidades do que pode acontecer. De uma forma que, como um programa de TV ou um filme, possamos assistir, podemos nos sentir investidos. Podemos nos sentir envolvidos.
“O poder de um jogo como este é permitir que os jogadores se sintam conectados, participativos, conectados a esta história alternativa.”
2045 faz parte de um entusiasmo de longa data em “gamificar” questões sociais importantes, disse Booth.
Os jogos de tabuleiro que exploram comentários sociais datam de mais de um século. “The Landlord’s Game”, criado em 1902 por Elizabeth Magie, foi criado para ensinar aos jogadores os efeitos negativos da consolidação de terras sob controle monopolista privado e da apreensão de terras.
Em 1935, o jogo foi adaptado e comercializado por Charles Darrow e Parker Brothers, que modificaram suas regras e temas para enfatizar a competição e a acumulação de riqueza, e ficou conhecido como Monopólio.
A guerra é outra questão que levou à produção de jogos tanto para preparação militar para conflitos como entre civis.
“A guerra é um tema significativo que remonta a séculos. Jogos de guerra onde generais colocavam tropas em uma mesa gigantesca e planejavam ações militares. Esse é um tipo muito comum de antecedente de jogo de tabuleiro”, explicou Booth.
“O tipo de cultura de jogos de guerra ainda está muito forte, e vemos isso em coisas como Warhammer (lançado em 1983) ou jogos de mesa em miniatura.”
Não são apenas os jogos de tabuleiro que capturam a imaginação das empresas de mídia taiwanesas quando se trata da ideia de uma invasão chinesa.
“Zero Day”, uma série dramática de ficção de TV de 10 episódios, retrata uma potencial invasão chinesa. O espetáculo retrata um cenário em que o Exército de Libertação Popular (ELP), a força militar da República Popular da China, ataca a ilha, uma possibilidade que há gerações lança uma sombra sobre Taiwan.
O show está programado para ser lançado este ano em Taiwan.
Por que estão aumentando as tensões entre Taiwan e a China?
As raízes do conflito China-Taiwan remontam à Guerra Civil Chinesa, que durou de 1945 a 1949. Este conflito culminou na vitória do Partido Comunista de Mao Zedong sobre o Partido Nacionalista de Chiang Kai-shek, também conhecido como Kuomintang ( KMT).
Após a Guerra Civil Chinesa, Chiang Kai-shek transferiu o governo da República da China (ROC) para Taiwan, enquanto Mao Zedong proclamou o estabelecimento da República Popular da China (RPC) no continente. Cada regime afirmou a sua autoridade como único governo legítimo de toda a nação chinesa, levando a décadas de tensão política e reivindicações concorrentes sobre a soberania chinesa.
A China continua a ver Taiwan como parte do seu próprio território.
No seu discurso de Ano Novo de 2025 no canal de televisão estatal chinês CCTV, na quarta-feira, o presidente da China, Xi Jinping, declarou: “As pessoas de ambos os lados do Estreito de Taiwan são uma família. Ninguém pode romper os nossos laços familiares e ninguém pode impedir a tendência histórica de reunificação nacional.”
No entanto, Taiwan opõe-se a qualquer tipo de “reunificação” e considera “provocativos” os exercícios militares chineses cada vez mais frequentes no Estreito de Taiwan.
Que exercícios militares a China realizou perto de Taiwan?
Em agosto de 2022, a China lançou mísseis sobre Taiwan em resposta a uma visita da então presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan. Descreveu isto como um “exercício militar”.
No âmbito da sua “política de Uma Só China”, os EUA não reconhecem formalmente a independência de Taiwan da China. No entanto, apoia a sua adesão a organizações internacionais como a Organização Mundial do Comércio. Além disso, ao abrigo da Lei das Relações com Taiwan (TRA) de 1979, os EUA estão empenhados em fornecer a Taiwan equipamento militar essencial e serviços de apoio para garantir que a ilha mantenha uma capacidade adequada de autodefesa.
No momento da visita de Pelosi à ilha, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan (MOFA) denunciou o exercício militar da China, considerando-o uma séria ameaça à segurança nacional e uma perigosa escalada das tensões regionais.
Em maio de 2024, a China conduziu exercícios militares em grande escala, com o codinome “Joint Sword-2024”, durante a primeira semana de mandato do presidente de Taiwan, William Lai Ching-te. Os exercícios militares em torno de Taiwan envolveram 111 aeronaves, 46 embarcações de guerra e operações que incluíram ataques marítimos, ataques terrestres, exercícios de defesa aérea e atividades anti-submarinas.
Em outubro de 2024, a China disse que o Comando do Teatro Oriental do ELP lançou novos exercícios militares na costa de Taiwan como “punição” por um discurso proferido pelo presidente de Taiwan, Lai, no qual ele prometeu “resistir à anexação” ou “invasão de nossa soberania”. ”. Taiwan disse ter detectado 34 navios de guerra e 125 aeronaves ao redor da ilha.
Mais recentemente – em 9 de dezembro – Taiwan colocou os seus militares em “alerta máximo“, lançando exercícios de prontidão para combate e um centro de emergência “levando em consideração as ameaças inimigas”, após o avistamento de quase 90 navios da marinha e da guarda costeira chinesas em águas perto de Taiwan, das ilhas do sul do Japão e dos mares do Leste e do Sul da China.
Dois dias depois, o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan disse rastreou 53 aeronaves militares, 11 navios da marinha e oito embarcações civis perto da ilha nas 24 horas anteriores.
Os militares de Taiwan estão usando jogos para se prepararem para a guerra?
Em Dezembro, o Gabinete Presidencial de Taiwan realizou os seus primeiros exercícios de guerra de “mesa” para militares e funcionários do governo, simulando uma escalada militar com a China para testar a prontidão de resposta do governo e avaliar a eficácia de várias agências governamentais na manutenção da estabilidade e continuidade da sociedade. em tempos de crise.
De acordo com uma declaração de funcionários do governo taiwanês, o exercício de simulação de jogos de guerra foi conduzido no Gabinete Presidencial em Taipei, com o vice-presidente Hsiao Bi-khim e o secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, Joseph Wu, no comando.
Várias agências governamentais, tanto a nível central como local, juntamente com várias organizações de defesa civil, participaram no exercício de três horas, segundo fontes que falaram à Reuters sob condição de anonimato devido à natureza delicada do evento.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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