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Na Coreia do Sul, novas manifestações no dia seguinte à primeira tentativa frustrada de prender o presidente Yoon Suk Yeol

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Os manifestantes exigem a prisão do presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol em Seul, em 4 de janeiro de 2025.

Milhares de sul-coreanos manifestaram-se no sábado, 4 de janeiro, em Seul, num contexto político cada vez mais caótico, um dia depois de uma tentativa frustrada de prender o presidente, Yoon Suk Yeol, acusado de rebelião por ter tentado impor a lei marcial no início do mês passado.

Detractores e apoiantes reuniram-se separadamente nas avenidas da capital e em frente à casa do Sr. Yoon, alguns exigindo a sua prisão, outros a anulação da sua destituição votada pela Assembleia Nacional.

“Se o presidente Yoon sofrer impeachment e Lee Jae-myung (líder da oposição) se tornar o novo presidente, nosso país poderá ser ameaçado pela “comunização” e absorção pela Coreia do Norte (…). Eu não posso deixar isso acontecer”disse Jang Young-hoon, um manifestante de 30 anos, entrevistado pela Agence France-Presse (AFP).

No campo dos apoiantes do presidente, o maior sindicato inter-sindical sul-coreano (KCTU) empreendeu uma marcha em direcção à sua residência, mas a polícia, que relatou vários feridos e duas detenções, opôs-se.

Na véspera, soldados e serviços de segurança bloquearam investigadores que se deslocaram à casa do antigo procurador, de 64 anos, para o levar embora, tendo a operação lançada de manhã cedo sido cancelada após cerca de seis horas de negociações infrutíferas e tensões.

A detenção de Yoon Suk Yeol, que permanece presidente enquanto espera que o Tribunal Constitucional confirme ou anule a sua destituição, adotada pelos deputados em 14 de dezembro, seria a primeira de um chefe de Estado sul-coreano em exercício.

Suspenso das suas funções e enclausurado em casa, é acusado de ter abalado a jovem democracia sul-coreana na noite de 3 para 4 de dezembro ao proclamar a lei marcial, para surpresa de todos, um golpe que reavivou a dolorosa memória da ditadura militar.

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No Parlamento, rodeados de soldados, um número suficiente de deputados conseguiu reunir-se para votar uma moção que exigia o levantamento deste estado de excepção. Sob pressão da Assembleia, de milhares de manifestantes e limitado pela Constituição, Yoon Suk Yeol teve de revogá-la poucas horas depois de a ter declarado. O impopular chefe de Estado é alvo de diversas investigações, incluindo uma por rebelião, crime teoricamente punível com a morte.

A decisão do Tribunal Constitucional prevista para meados de Junho

Na sexta-feira, os investigadores que vieram prendê-lo foram detidos por cerca de 200 soldados e guardas presidenciais. Eles partiram por volta das 13h30 (5h30 em Paris), sob o olhar de centenas de apoiadores do presidente. “Houve pequenas e grandes altercações físicas” entre os dois campos, relatou um funcionário do Bureau para a Investigação da Corrupção de Personalidades Seniores. O órgão tem até segunda-feira para executar o mandado de prisão expedido pela Justiça. A emissão deste documento já representou a primeira vez para um presidente sul-coreano em exercício. Os investigadores poderão solicitar um novo caso o primeiro expire sem ser aplicado.

Eles também apelaram ao presidente interino Choi Sang-mok para apoiar o atual mandato num comunicado divulgado no sábado.

Por sua vez, o Tribunal Constitucional marcou o dia 14 de janeiro para a abertura do julgamento de impeachment de Yoon Suk Yeol, que continuará o seu curso mesmo sem ele. O tribunal deve decidir até meados de junho. Até agora, Yoon ignorou todas as convocações relacionadas ao seu golpe e sua guarda obstruiu diversas buscas. No sábado, dois responsáveis ​​pela sua proteção recusaram-se a comparecer perante a polícia, alegando natureza “sério” da sua missão, segundo um comunicado do serviço de segurança presidencial enviado à AFP.

Os advogados do Sr. Yoon denunciam, por sua vez, uma tentativa de prisão “ilegal” e prometeu iniciar um processo para contestá-lo. O presidente cujos poderes foram suspensos continua convencido do mérito da sua decisão do início de dezembro, apesar da grave desordem política que causou, tendo o primeiro presidente interino também sido demitido antes da tomada de posse de Choi Sang.

Numa carta distribuída quarta-feira aos seus apoiantes mais radicais, reunidos em grande número fora de sua casa, Yoon prometeu “bater até o fim” e mais uma vez atacou os elementos internos e externos “ameaçador” Coreia do Sul, que ele já havia questionado ao declarar a lei marcial.

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, deverá estar na Coreia do Sul na segunda-feira para se encontrar com o seu homólogo, Cho Tae-yul, e “reafirmar a aliança inabalável” entre Washington e Seul, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA. Espera-se também que as discussões se concentrem na agitação em curso e na ameaça representada pela Coreia do Norte.

O mundo com AFP

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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