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‘Um mundo totalmente novo se abriu’: o projeto radical que leva Israel-Palestina às escolas | Escolas

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Helen Pidd and Courtney Yusuf

EUdominou a agenda de notícias nos últimos 14 meses, mas dentro da maioria das salas de aula britânicas, é como se 7 de outubro nunca aconteceu. Meio milhão de alunos estudaram história no GCSE ou A-level no ano passado, mas apenas 2.000 abordaram as origens da guerra mais controversa do Médio Oriente: por que nasceu Israel, o que isso significou para os palestinianos e as décadas de ocupação e violência que se seguiram .

Não é que as crianças não estejam interessadas. Eles ouvem falar disso em casa, nas suas comunidades e, claro, nas redes sociais, onde um cisma amargo e sangrento de 100 anos é resumido em clipes de 15 segundos. Mas dentro da escola é tudo muito difícil. Muito perigoso, até.

Tudo isso tornou a cena no corredor da escola secundária Lancaster Royal (LRGS) este mês ainda mais notável, quando os alunos da seletiva escola estadual de Lancashire se reuniram com meninos de uma academia islâmica local para explorar e debater. elementos-chave do conflito Israel-Palestina.

Cerca de 50 estudantes com idades entre 13 e 18 anos participaram da sessão, organizada pela Parallel Histories, uma instituição de caridade educacional que trabalha com mais de 1.000 escolas em todo o Reino Unido e outras 400 em todo o mundo.

É uma das três instituições de caridade para as quais estamos arrecadando dinheiro através do 2024 Guardião e Observador apeloao lado de War Child e Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Na sessão Histórias Paralelas sobre a história de Israel-Palestina. Fotografia: Gary Calton/The Observer

Algumas crianças pareciam nervosas (“Eu estava preocupado em dizer a coisa errada”, admitiu um menino depois, aliviado por seus medos serem infundados.) Os alunos mais velhos, veteranos do método Histórias Paralelas – que também oferece cursos sobre os Problemas na Irlanda do Norte, bem como Putin e na Ucrânia, e “grandes” líderes, incluindo Churchill e Thatcher – estavam ansiosos.

Layla, 18 anos, frequentava uma escola que tinha muito medo de lidar com histórias contestadas. “Fizemos os vikings, Elizabeth I, o crime e a punição britânicos e os nazistas. Então, tudo muito típico. E então cheguei aqui e de repente um mundo totalmente novo se abriu para mim.”

O método Histórias Paralelas – desenvolvido pelo falecido professor de história da LRGS Michael Davies depois que ele ensinou aos alunos o que agora parece uma viagem escolar inimaginável a Israel e à Cisjordânia em 2014 – incentiva as crianças a não se esquivarem de narrativas concorrentes, mas a apresentá-las, lado a lado. Eles são ensinados a examinar as evidências originais e a debater interpretações alternativas antes de chegarem ao seu próprio ponto de vista. O currículo e todos os materiais didáticos estão disponíveis no site Parallel Histories para os pais – ou mesmo qualquer pessoa – examinarem.

“Você pode entender os dois lados da história sem apenas ver uma postagem no Twitter que diz um lado e é muito populista, ao passo que isso permite que você veja as evidências e decida por si mesmo sobre esse argumento”, disse Layla.

Mesmo antes dos ataques de 7 de Outubro, ensinar Israel-Palestina era difícil: em 2021, o só banca examinadora para oferecer material curricular e uma opção de história do GCSE na região retirou seus dois livros didáticos após ser acusado de favorecer o caso de Israel.

Alunos da Lancaster Royal Grammar School e de uma escola islâmica participam de uma sessão de Histórias Paralelas. Fotografia: Gary Calton/The Observer

No dia da nossa visita, os alunos mais novos, do 9.º ano, estavam a abordar a Declaração Balfour, o memorando de 1917 em que o Reino Unido declarava o seu apoio à criação de uma pátria judaica na Palestina. Os anos 10 foram a guerra de seis dias de 1967, ou Naksa, que resultou numa vitória israelita sobre as forças combinadas do Egipto, Jordânia e Síria – e na ocupação da Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental. E os anos 12 examinavam quem era o responsável pelo fracasso do processo de paz até aos dias de hoje.

Cada grupo foi dividido em dois, com metade a defender a perspectiva israelita e a outra metade a visão palestiniana, com cada um a utilizar fontes primárias (cartas, memorandos, discursos, etc.) para defender a sua posição.

A chave para as Histórias Paralelas é que os grupos trocam de lado – neste caso, depois de um tão aguardado almoço de pizza – e são forçados a contrariar os argumentos que acabaram de apresentar.

Alunos na sessão de Histórias Paralelas. Fotografia: Gary Calton/The Observer

Durante a primeira sessão, Zain, de 17 anos, pôde ser ouvido argumentando que “as profundas divisões entre os partidos políticos palestinos Fatah e Hamas ajudaram a inviabilizar qualquer perspectiva de um acordo de paz”. Ele foi contestado por Sol, 16 anos, usando um briefing do Conselho de Segurança da ONU para defender o argumento palestino de que os israelenses ignoraram repetidas resoluções para parar a construção de assentamentos nos territórios ocupados.

Defender Israel não foi algo natural para Zain: “Sou muito pró-Palestina. Tenho família trabalhando lá”, disse ele. “Mas é interessante ver de outra perspectiva como as outras pessoas pensam, e isso é valioso.”

Era importante que as escolas ensinassem Israel-Palestina, disse Sol, caso contrário “há estes dois lados extremos que não se ouvem realmente um ao outro e, portanto, não se pode alcançar a paz, porque nenhum dos lados ouvirá o que está a acontecer”. ”.

Emma, ​​16 anos, disse que a sessão a ajudou a “ganhar empatia por ambos os lados, com mais nuances. Não é apenas preto e branco. Ambos os lados têm bons argumentos.”

Hassaan, 14 anos, disse que as escolas não deveriam temer ensinar a matéria. “Deveríamos aprender sobre isso, especialmente porque está muito presente nos noticiários e a maioria de nós não conhece a história.”

Ao tomar conhecimento da declaração Balfour, que se seguiu a décadas de perseguição judaica na Rússia, ajudou-o a compreender melhor o conflito, acrescentou: “Ao olhar para estas fontes, ao aprender isto, compreendemos como coisas simples como esta podem levar, no futuro, a um grande conflito como o que está ocorrendo agora.”

Al-Yasa, um antigo rapaz do LRGS que agora ensina história na escola islâmica para rapazes, disse: “Acho que é muito importante falarmos sobre temas controversos, porque se não o fizermos, outras pessoas o farão na sua própria câmara de eco. E onde é melhor ensinar temas controversos do que na escola, onde podemos ensinar as crianças a articular os seus pontos de vista de uma forma controlada e segura?”

Documentação da sessão. Fotografia: Gary Calton/The Observer

No entanto, ensinar como esse traz riscos, razão pela qual sua escola pediu para não ser citada neste artigo. Mas Al-Yasa acredita que as Histórias Paralelas são a melhor forma de combater o extremismo – muito melhor do que a controversa estratégia do governo. Estratégia de prevençãoque transforma professores em informantes.

“Meu chefe anterior, quando lhe apresentei Histórias Paralelas, disse: ‘É assim que se parece a prevenção. Isso é Prevent, quando eles conseguem olhar as fontes, conseguem articulá-las em um ambiente seguro.’”

A instituição de caridade espera estender o seu trabalho a 3.000 escolas com o dinheiro do nosso apelo anual e expandir o seu pessoal para cinco pessoas.

Bill Rammell, ex-ministro do Trabalho que assumiu o cargo de executivo-chefe da Parallel Histories este ano, disse que a metodologia nunca foi tão importante.

“A sociedade está mais dividida do que nunca. Vivemos com as redes sociais, onde os algoritmos apenas nos alimentam com as notícias e as opiniões que estão de acordo com o que acreditamos. E há uma verdadeira sensação de cisma. E penso que as Histórias Paralelas e a forma como ensinamos, os debates que organizamos, permitem que os jovens superem isso, tenham empatia e compreensão por ambos os lados dos argumentos e, de certa forma, desenvolvam a sua capacidade de alcançar todos os lados. divide. E penso que contribui genuinamente para a coesão social.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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