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‘Um show de luzes incrível’: o florescimento espetacular da bioluminescência retorna à costa da Tasmânia | Ambiente
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Petra Stock
Massas de algas brilhantes retornaram à costa da Tasmânia em uma espetacular floração de bioluminescência que, segundo os especialistas, é a maior vista em anos.
O fenômeno, conhecido como “brilho do mar” ou “maré vermelha”, foi causado por massas de noctiluca scintillans, uma alga rosada que os especialistas dizem ser bonita de se ver, mas considerada uma má notícia para o meio ambiente.
Dra. Lisa-ann Gershwin, uma cientista e escritora que realiza passeios da flora e fauna naturalmente brilhantes da Tasmânia, disse que a atual proliferação de algas em Storm Bay, a sudeste de Hobart, estava em uma escala “verdadeiramente épica”.
As algas estavam “dando um belo show de luzes”, disse ela. O que parecia uma “mancha rosa” durante o dia, emitia um “brilho hipnotizante” depois de escurecer, transformando o arco de cada onda em um azul luminoso que se estendia até onde a vista alcançava.
“É um espetáculo incrível. É realmente uma experiência emocional, uma experiência muito espiritual, ver algo tão inspirador”, disse ela.
A doutora Jen Matthews, bióloga marinha do grupo de pesquisa sobre futuros recifes da Universidade de Tecnologia de Sydney, disse que o formato de balão do organismo permitiu que ele flutuasse na superfície.
“Eles existem em pequenos números e você pode não vê-los, mas quando há uma grande abundância deles, é aí que você começa a ver essas marés vermelhas”, disse ela.
O brilho azulado foi devido a uma reação química em uma estrutura chamada cintilão que foi desencadeada pelo movimento, como a ação das ondas.
“Essa reação química produz luz e pode ser realmente espetacular”, disse ela. “No hemisfério norte, eles estão fazendo anjos de neve, mas você poderia entrar na água e fazer anjos florescendo de algas se agitasse as mãos.”
Se não houvesse ondas, Gershwin recomendou borrifar a superfície com água de um borrifador para estimular o brilho e evitar atirar pedras que poderiam se tornar perigosas.
após a promoção do boletim informativo
Embora o espetáculo de luz bioluminescente fosse natural, sua escala e densidade eram um sinal de que algo estava errado no ambiente, disse ela. “É a bela e a fera.”
Gershwin disse que era preocupante que a proliferação de algas seguisse um pulso de salpa e que uma proliferação de águas-vivas estivesse começando a surgir à medida que a noctiluca morria. Esses organismos em abundância geralmente eram sinais de um ecossistema gravemente perturbado, disse ela.
Noctiluca scintillans foi a primeira documentado na Austrália em 1860mas foi considerada uma visão rara até a década de 1990, quando a distribuição das algas se expandiu e a floração se tornou mais comum.
Matthews disse que grandes florescimentos de noctiluca eram geralmente uma indicação de problemas de saúde do ecossistema, o que geralmente significava que havia níveis mais elevados de nutrientes.
A sua presença também pode ser prejudicial para a vida marinha e a aquicultura, disse ela, porque era um tipo de alga que se alimentava de plâncton na água, por vezes até comendo larvas e ovos de peixes.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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