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“Vamos abrir o comércio. Mas não vamos abrir de qualquer jeito”, diz Zequinha Lima em reunião
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5 anos atrásem
Em reunião com representantes do comércio, das igrejas e classes dos taxistas, mototaxistas e do transporte, o prefeito Zequinha Lima reafirmou a decisão da gestão de abrir o comércio, também aos fins de semana. O encontro aconteceu na manhã dessa quinta-feira, 22, no Centro de Iniciação ao Esporte (CIE).
O principal argumento do prefeito, para defender a abertura, é a redução do número de novos casos, de óbitos e, também, o baixo número de cruzeirenses na UTI.
“Quando fiz o gesto de anunciar a abertura, não foi por política. Foi baseado nos números e nos dados que temos. Cruzeiro do Sul, pelas próprias regras do comitê da Covid-19, tem total condição de sair da faixa vermelha” . E seguiu: “Juntos, nós conseguimos reduzir os casos! A sociedade entendeu e ajudou. E agora, não é justo que estejamos na mesma faixa que cidades que estão com sistema de saúde a beira do colapso. É preciso analisar individualmente os municípios, sob pena de aumentar ainda mais a miséria e o desemprego”, disse o gestor”. E falou também: “Vamos abrir o comércio, mas nunca faríamos isso de qualquer jeito. A pandemia não acabou e nada é mais importante que a vida. Por isso, vamos redobrar os cuidados sanitários e desenvolver uma forte campanha educativa para auxiliar nossa população. A luta contra a Covid-19 segue sendo prioridade e temos certeza que a flexibilização é apenas reflexo dos números que temos. Em momento nenhum vamos desrespeitar isso. Tanto que estamos conversando bastante com o governo, com o judiciário e com os comerciantes, trabalhamos sempre com o diálogo, finalizou Zequinha Lima”.

Para o presidente da Associação Comercial do Juruá, Luiz Cunha, existem duas “guerras” sendo travadas: “Estamos travando duas guerras, uma contra a Covid-19 e outra contra a fome e a miséria. Por isso, temos que ter equilíbrio na hora de impor restrições. E se os números estão melhorando, precisamos pensar no comércio e nas pessoas que tanto precisam”. E continuou: “Queria parabenizar o prefeito Zequinha, por encarar a realidade de frente e chamar para o diálogo”, disse Cunha.

Para o bispo de Cruzeiro do Sul, Dom Flávio Giovenale, as duas lutas citadas por Luiz Cunha, se resumem em uma só: “É verdade, temos duas lutas. Mas elas se resumem em uma coisa só: a vida!” E o Bispo seguiu: “Me parece que não estão considerando a melhora que tivemos aqui em Cruzeiro do Sul. Eu penso que à cidade deve fazer uma abertura sim, mas com muito cuidado para que não aconteça uma terceira onda. Os cuidados têm que ser ainda maiores, se abrirmos o comércio” E finalizou: “Nota 10 para o trabalho do prefeito. Só peço que a gente não se descuide. Podemos abrir, mas com muito cuidado”. Disse Dom Flávio.
Para o pastor Carlos Mariano, as igrejas precisam reabrir, pois são um reforço espiritual para a população: “Parabéns ao prefeito pela iniciativa. Nós das igrejas, somos a favor de todos os cuidados para prevenir contra a Covid-19, mas devemos abrir para cuidar das pessoas. A igreja é um pronto-socorro espiritual e ajuda em questões importantes junto à sociedade, ainda mais nesse momento tão complicado”, disse o pastor.
Dados COVID-19 de 21 de março a 21 de abril
Casos positivos
Dia 21 de março – 20 casos positivos
Pico ocorreu no dia 23 de março com 48 casos positivos
Dia 18 de abril- nenhum caso registrado
Dia 21 de abril – 08 positivos
Internações clínica médica
-Internações de todos os municípios no dia 21 de março- 51 pacientes na clínica médica
-Pacientes de Cruzeiro do Sul na mesma data – 25 pessoas
-Internações dos municípios do Juruá dia 21 de abril- 42 pacientes
-Pacientes de Cruzeiro do Sul- 19 internados
Internações em UTI
-Pacientes em UTI de todos os municípios do Juruá 21 de março – 19 pacientes
– Internações de Cruzeiro do Sul – 07 pessoas
-Pacientes em UTI geral dia 21 de abril – 14 internados
-internações de Cruzeiro do Sul – 03 pacientes
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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