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Veja alimentos relacionados à prevenção de artrite – 21/12/2024 – Equilíbrio
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Milena Félix
Um estudo recente da Universidade de Leeds sugere que o consumo de peixes oleosos, cereais, frutas e de pequenas doses de álcool está associado à diminuição do risco de desenvolver artrite reumatoide, doença autoimune caracterizada principalmente por dores nas articulações. Por outro lado, café e chá podem aumentar os riscos de ter a doença.
A artrite reumatoide é, entre as doenças autoimunes sistêmicas, a mais comum, e acomete cerca de 17,6 milhões de pessoas no mundo (dados de 2020), e meio milhão no Reino Unido, onde a pesquisa foi feita. A população mais suscetível à doença é composta por idosos, mulheres, fumantes, e pessoas expostas a infecções e à poluição do ar. A pesquisadora principal do estudo, Yangyuan Dong, afirma que a artrite reumatoide é uma doença multifatorial, que combina causas genéticas e ambientais.
O estudo se dedicou a entender a relação da alimentação com a condição. Para isso, foi feita uma revisão sistemática de outras bibliografias já produzidas sobre o tema. Foram analisados 30 estudos que envolviam cerca de 10 mil pessoas realizados entre 2000 e 2024. Entre os artigos, 22 focavam somente em mulheres, e oito em ambos os sexos; 12 foram conduzidos na Europa, 15 na América, e três na Ásia.
Dong afirma que a triagem dos artigos para análise passou por um processo criterioso de avaliação de qualidade.
“Desde o começo nós usamos critérios bem altos. Para inclusão, nós consideramos qual o foco da pesquisa, por quantos anos eles fizeram o acompanhamento para observar resultados, como eles analisaram os componentes dos alimentos, e se usaram diferentes ferramentas. Nós também mapeamos a avaliação de evidências para ter certeza da credibilidade.”
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Alimentos
Como resultado da sistematização de dados, o estudo de Dong mapeou que o aumento na ingestão de frutas em 80 g foi associado a uma redução de 5% no risco de desenvolver artrite reumatoide. O mesmo ocorre com cereais: a cada aumento de 30g em seu consumo, as chances de obter a doença analisada caem em 3%. A inclusão de peixes oleosos na dieta também foi associada a um menor risco.
De acordo com o estudo, essas associações ocorrem pelas propriedades anti inflamatórias e potenciadoras do sistema imunológico. “Vários alimentos vegetais ricos em fibras, vitaminas e antioxidantes, podem reduzir a inflamação sistêmica. Outros componentes, como gorduras de cadeia curta, ácidos e nutrientes que melhoram o sistema imunológico, como vitamina D e ácido fólico, podem contribuir para a regulação da inflamação”, diz o artigo.
Bebidas alcoólicas
Entre os estudos analisados por Dong, seis deles se dedicavam a entender a ação do álcool no desenvolvimento de artrite reumatoide. As evidências sugeriram que o consumo de baixas doses de álcool pode aumentar a proteção contra a doença autoimune. A quantidade é equivalente a meia garrafa de cerveja ou uma taça de vinho por semana.
Porém, quando o consumo de álcool ultrapassa essas doses — atingindo 7,5 unidades por semana (o equivalente a quatro garrafas de cerveja ou 3,5 taças de vinho) — a ação protetora desaparece. O consumo excessivo de álcool pode favorecer o desenvolvimento de artrite reumatoide.
Estudos recentes que avaliam o impacto do álcool na saúde geral mostram, porém, que não existe dose segura de consumo de bebidas alcoólicas.
Café e chás
Entre as bebidas não alcoólicas, o café e o chá tem relação com o aumento das chances de ter artrite reumatoide. A cada xícara de chá por dia, os riscos crescem em 4%. Porém, não foram encontradas evidências quanto a café descafeinado, cafeína e refrigerantes estarem relacionados à doença.
Apesar de dar pistas sobre a relação de alimentos com o desenvolvimento de artrite reumatoide, Yangyuan Dong e sua orientadora, Janet Cade, esclarecem que o estudo não se propõe a ditar uma nova dieta para as pessoas.
“Nós não esperamos que as pessoas mudem o que elas comem drasticamente, mas sim que sigam uma alimentação saudável em geral”, diz Cade. Porém, elas afirmam que o estudo pode ajudar médicos e nutricionistas em seu trabalho de prescrever planos alimentares.
Além disso, a pesquisa não analisa o impacto dos alimentos e bebidas citados em pessoas que já possuem artrite reumatoide. Dong chama a atenção para a necessidade de novos estudos que complementem as lacunas de informação encontradas no mapeamento.
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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