POLÍTICA
Venezuela fechou fronteira com Brasil, diz senador…
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12 meses atrásem
Nicholas Shores
O senador Dr. Hiran (PP-RR) afirmou ter recebido a informação de que a Venezuela fechou a fronteira com o Brasil nesta sexta-feira, dia em que Nicolás Maduro toma posse para um novo mandato sob fortes críticas pela repressão à oposição antes, durante e depois das eleições.
“Acabo de ser informado de que a fronteira acaba de ser fechada pelo governo tirano da Venezuela, prejudicando, assim, o trânsito de brasileiros, principalmente os caminhoneiros que estão voltando para o Brasil e que levam carga, víveres, mercadorias para o povo venezuelano”, disse o parlamentar em vídeo.
Pouco antes de embarcar em um voo de Boa Vista para Brasília, o senador declarou ter acionado o Itamaraty com um pedido de providências urgentes para garantir o retorno dos caminhoneiros e outros brasileiros que possam ser sido impedidos de cruzar a fronteira.
De acordo com Dr. Hiran, a fronteira foi fechada na manhã desta sexta-feira. Militares da Guarda Bolivariana reforçam a segurança na aduana de Santa Elena de Uairén, enquanto a situação segue tranquila no lado brasileiro, em Pacaraima, município de Roraima.
“O governo brasileiro deve buscar, de forma diplomática, porém firme, o diálogo com as autoridades venezuelanas, visando à reabertura da fronteira e ao retorno seguro dos caminhoneiros brasileiros ao nosso país”, escreveu o parlamentar em ofício ao Ministério das Relações Exteriores, ressaltando a importância de proteger a soberania nacional e o direito de livre trânsito dos cidadãos.
A reeleição de Maduro foi marcada por denúncias de irregularidades e questionamentos de opositores, como Edmundo González, que afirma ter vencido o pleito e busca apoio internacional contra o governo venezuelano.
O fechamento da fronteira afeta diretamente caminhoneiros brasileiros que transportam mercadorias essenciais à população venezuelana. Além disso, compromete o abastecimento em ambos os lados da fronteira, arriscando uma intensificação da crise humanitária na Venezuela.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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