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Vereador é apontado pela PF como articulador de organização que fraudava licitações no Acre

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O inquérito policial que investiga denúncias de fraudes em um processo de Dispensa de Licitação para a compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) pela Secretaria de Saúde do município de Plácido de Castro ainda está em andamento, sob a responsabilidade da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros – Delecor – do Acre.

No último mês de março, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em nove endereços, no Acre (em Rio Branco, Plácido de Castro e Xapuri, e em Goiás (Abadia), em ação batizada de Operação Contágio, em razão de o objeto das irregularidades
investigadas serem itens de prevenção à contaminação pela Covid-19 destinados a profissionais da saúde.

Quatro empresas são investigadas pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União no Acre por envolvimento em um suposto esquema criminoso. Há, segundo a PF e o TCU, fortíssimos indícios de que as firmas, na verdade, não existem. Seriam fictícias ou “de fachada”, criadas com o fim específico de fraudar processos licitatórios em municípios do estado.

Entre os investigados, estão o vereador por Rio Branco, Fábio Araújo Freitas, do PDT, e mais quatro pessoas pertencentes aos quadros societários das empresas Freitas Empreendimentos Ltda., Stasyak Consultoria Comércio Representações Eireli, Caio O. Barros – ME e Cirúrgica Alstyn Eireli – Patrícia Stasyak, Caio Barros, Alex da Silva e Diana Rodrigues Martins.

O vereador Fábio Araújo é considerado pela investigação como o articulador do grupo, que segundo a Polícia Federal se configura como uma Associação Criminosa. Sócio proprietário da empresa Freitas Empreendimentos, junto com Alex da Silva, ele possui elo com agentes públicos que autorizaram, de alguma maneira, o processo ilegal de dispensa de licitação. O parlamentar do PDT na Câmara de Rio Branco é considerado é um dos principais opositores da gestão de Tião Bocalom na capital.

O foco da investigação está na Dispensa de Licitação nº 05/2020, da qual resultou o Contrato nº 121/2020, firmado em 14/05/2020, entre a empresa Stasyak Consultoria Comércio Representações Eireli e o município de Plácido de Castro/AC, no valor de R$ 512.402,00 (quinhentos e doze mil quatrocentos e dois reais), recursos do Fundo Nacional de Saúde

Os agentes públicos citados no inquérito da Polícia Federal são:

– O ex-prefeito Gedeon Barros, que assinou o Contrato nº 121/2020, fruto do processo de Dispensa de Licitação nº 005/2020 – alvo da investigação;

– João Lessa Martins, então secretário municipal de Saúde e Saneamento. Foi o responsável pela execução, acompanhamento e fiscalização do processo licitatório, também assinou a solicitação de abertura deste;

– Luziene Nascimento de Souza, era secretária municipal de Compras e Licitações. Assinou a solicitação de contratação emergencial;

– Erivaldo José Costa de Castro, procurador geral do município de Plácido de Castro à época dos fatos. Assinou o parecer jurídico;

– Rosiane Silva Taveira Lopes. Era assistente jurídica. Também assinou o parecer jurídico.

Os investigados e as empresas envolvidas

O vereador Fábio Freitas possui vínculos em redes sociais com João Lessa Martins, Erivaldo José Costa de Castro e com o ex-prefeito Gedeon Sousa Barros. Ele também é detentor de contratos de prestação de serviços, por meio de sua empresa, a Freitas Empreendimentos, com os municípios de Brasiléia e Xapuri, sempre no acompanhamento de processos licitatórios.

Isso significa que as contratações realizadas pelos mencionados municípios passam pelo crivo e aval da empresa Freitas Empreendimentos, de propriedade de Fábio e Alex da Silva. Adicionalmente, a empresa foi contratada pelo município de Tarauacá para fornecer insumos idênticos àqueles fornecidos pela empresa Stasyak Consultoria Comércio.

Patrícia Stasyak, sócia-administradora da empresa Stasyak Consultoria desde 16/08/2018 recebeu benefícios assistenciais do Governo Federal, além de ser inscrita no CAD-ÚNICO (cadastro que visa identificar pessoas em vulnerabilidade econômico-financeira, tornando-as aptas em serem incluídas em programas de assistência social bancados com recursos públicos federais).

Alex da Silva, sócio administrador da Empresa Freitas Empreendimentos, junto com o vereador Fábio Freitas. Ele já exerceu diversos cargos públicos não efetivos, o que, para a polícia, sugere possuir influência política que pode ter facilitado a assinatura do contrato sob investigação.

Caio de Oliveira Barros, segundo a PF, é dono da Caio O. Barros – ME, empresa fictícia utilizada para simular concorrência com a empresa Stasyak Consultoria. Apresentou preços intermediários e consequentemente perdeu o procedimento licitatório. Beneficiou-se de várias outras licitações conduzidas pela empresa Freitas Empreendimentos, em especial no município de Xapuri.

Diana Rodrigues Martins é sócia-administradora da empresa Cirúrgica Alstyn Eireli, constituída em 24/08/2015, mas que permaneceu sem atividade significativa com o setor público até 2020, ano em que logrou êxito em vários procedimentos licitatórios. Fábio Freitas já figurou como seu representante em um pregão presencial, SRP nº 008/2019, na cidade de Feijó.

Suspeitas de fraude

Um dos principais pontos que chamaram a atenção das investigações da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União foi o fato de dentre os 16 itens constantes no contrato, que variam entre máscaras, luvas, álcool em gel, avental, óculos de proteção, protetor facial, apenas uma das três empresas participantes do processo de pesquisa de preços ter saído vencedora.

A empresa Stasyak Consultoria apresentou a melhor proposta em todos os dezesseis itens requisitados pelo município de Plácido de Castro. A segunda colocada, a empresa Caio O. Barros – Me -, apresentou preços intermediários também em todos os 16 itens. Por último, a empresa Cirúrgica Alstyn Eireli, apresentou os maiores preços em todos os itens.

Daí a suspeita de que as propostas sejam fictícias, demonstrando, segundo as investigações, indícios do crime de Falsidade Ideológica, art. 299 do Código Penal Brasileiro. Em processos de cotação de preços, é comum que uma empresa vença em alguns itens e perca em outros, especialmente havendo uma quantidade elevada e variada de materiais, como no caso.

Outro fato citado no inquérito é a aparente incapacidade econômica das empresas em honrar o contrato investigado. O fato, segundo a PF, levanta suspeita sobre sua efetiva execução, ou seja, se de fato as mercadorias foram entregues ao município, pois os documentos publicados em fontes abertas não fazem qualquer menção à execução do contrato.

Somados os capitais sociais das empresas envolvidas no processo de dispensa de licitação (R$ 100 mil da empresa Stasyak, R$ 120 mil da empresa Caio O. Barros Me e R$ 150 mil da empresa Cirúrgica Alstyn), totaliza-se R$ 370 mil, ou seja, valor bem inferior ao valor orçado na menor proposta, R$ 512.402,00 (quinhentos e doze mil e quatrocentos e dois reais), do contrato 121/2020.

Por fim, chama a atenção da investigação a confiança incomum depositada pelo município na empresa Stasyak Consultoria para ser um potencial fornecedor, uma vez que a empresa nunca havia assinado nenhum contrato público desse porte. O único registro encontrado com a empresa foi no valor de R$ 8.500,00 (oito mil e quinhentos reais), assinado com o município de Capixaba.

A reportagem tentou falar com o vereador Fábio Freitas, mas seu telefone estava fora de área de serviço em todas as vezes que as ligações foram feitas. Também foram encaminhadas mensagens a ele por meio do Whatsapp, mas elas demonstravam não ter sido visualizadas até o fechamento desta publicação. O jornal segue à disposição dele para qualquer esclarecimento.

Por meio do advogado Maxsuel Maia, responsável por sua defesa, o empresário Caio de Oliveira Barros, proprietário da Caio O. Barros – ME, estabelecida no município de Xapuri, enviou à redação do ac24horas a seguinte nota de esclarecimento:

“Recebemos com surpresa e indignação as suposições infundadas da Polícia Federal de que a Caio O. Barros – ME seria uma empresa fantasma, criada exclusivamente para figurar como laranja e fraudar processos licitatórios. Todo o histórico ilibado da empresa e de seu proprietário mereciam um tratamento mais respeitoso por parte das autoridades. A Caio O. Barros foi constituída no ano de 2012, possuindo como atividades principais a comercialização de produtos de papelaria e informática. A empresa participa regularmente de processos licitatórios desde sua fundação, já tendo contratado com vários entes públicos, dentre os quais as prefeituras de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Pauini (AM) e Xapuri. Com uma simples busca nos órgãos cadastrais, é possível identificar que a empresa está em plena atividade, em dia com suas obrigações, devidamente registrada em órgãos como a Fazenda Estadual e Federal, Junta Comercial e SUFRAMA. Diante de tudo isso, classificamos como absurdo o fato de a Caio O. Barros ter sido envolvida na Operação Contágio. Quando da eclosão da operação, acompanhamos todas as buscas, cooperamos com as autoridades e seguimos à disposição para quaisquer esclarecimentos”.

A reportagem segue tentando manter contato com os demais investigados e se coloca à disposição de todos para qualquer manifestação que se fizer necessária. À medida que isso ocorrer, as respostas serão acrescentadas a essa matéria. A mesma condição é garantida aos agentes públicos e políticos que são citados no inquérito da Polícia Federal.

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Curso de Medicina Veterinária da Ufac promove 4ª edição do Universo VET — Universidade Federal do Acre

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Curso de Medicina Veterinária da Ufac promove 4ª edição do Universo VET — Universidade Federal do Acre

As escolas da rede municipal realizam visitas guiadas aos espaços temáticos montados especialmente para o evento. A programação inclui dois planetários, salas ambientadas, mostras de esqueletos de animais, estudos de células, exposição de animais de fazenda, jogos educativos e outras atividades voltadas à popularização da ciência.

A pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino, acompanhou o evento. “O Universo VET evidencia três pilares fundamentais: pesquisa, que é a base do que fazemos; extensão, que leva o conhecimento para além dos muros da Ufac; e inovação, essencial para o avanço das áreas científicas”, afirmou. “Tecnologias como robótica e inteligência artificial mostram como a inovação transforma nossa capacidade de pesquisa e ensino.”

A coordenadora do Universo VET, professora Tamyres Izarelly, destacou o caráter formativo e extensionista da iniciativa. “Estamos na quarta edição e conseguimos atender à comunidade interna e externa, que está bastante engajada no projeto”, afirmou. “Todo o curso de Medicina Veterinária participa, além de colaboradores da Química, Engenharia Elétrica e outras áreas que abraçaram o projeto para complementá-lo.”

Ela também reforçou o compromisso da universidade com a democratização do conhecimento. “Nosso objetivo é proporcionar um dia diferente, com aprendizado, diversão, jogos e experiências que muitos estudantes não têm a oportunidade de vivenciar em sala de aula”, disse. “A extensão é um dos pilares da universidade, e é ela que move nossas ações aqui.”

A programação do Universo VET segue ao longo do dia, com atividades interativas para estudantes e visitantes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Doutorandos da Ufac elaboram plano de prevenção a incêndios no PZ — Universidade Federal do Acre

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Doutorandos da Ufac elaboram plano de prevenção a incêndios no PZ — Universidade Federal do Acre

Doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede Bionorte) apresentaram, na última quarta-feira, 19, propostas para o primeiro Plano de Prevenção e Ações de Combate a Incêndios voltado ao campus sede e ao Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac). A atividade foi realizada na sala ambiente do PZ, como resultado da disciplina “Fundamentos de Geoinformação e Representação Gráfica para a Análise Ambiental”, ministrada pelo professor Rodrigo Serrano.

A ação marca a primeira iniciativa formalizada voltada à proteção do maior fragmento urbano de floresta em Rio Branco. As propostas foram desenvolvidas com o apoio de servidores do PZ e utilizaram ferramentas como o QGIS, mapas mentais e dados de campo.

Entre os produtos apresentados estão o Mapa de Risco de Fogo, com análise de vegetação, áreas urbanas e tráfego humano, e o Mapa de Rotas e Pontos de Água, com trilhas de evacuação e açudes úteis no combate ao fogo.

Os estudos sugerem a criação de um Plano Permanente com ações como: Parcerias com o Corpo de Bombeiros; Definição de rotas de fuga e acessos de emergência; Manutenção de aceiros e sinalização; Instalação de hidrantes ou reservatórios móveis; Monitoramento por drones; Formação de brigada voluntária e contratação de brigadistas em período de estiagem.

O Parque Zoobotânico abriga 345 espécies florestais e 402 de fauna silvestre. As medidas visam garantir a segurança da área, que integra o patrimônio ambiental da universidade.

“É importante registrar essa iniciativa acadêmica voltada à proteção do Campus Sede e do PZ”, disse Harley Araújo da Silva, coordenador do Parque Zoobotânico. Ele destacou “a sensibilidade do professor Rodrigo Serrano ao propor o desenvolvimento do trabalho em uma área da própria universidade, permitindo que os doutorandos apliquem conhecimentos técnicos de forma concreta e contribuam diretamente para a gestão e segurança” do espaço.

Participaram da atividade os doutorandos Alessandro, Francisco Bezerra, Moisés, Norma, Daniela Silva Tamwing Aguilar, David Pedroza Guimarães, Luana Alencar de Lima, Richarlly da Costa Silva e Rodrigo da Gama de Santana. A equipe contou com apoio dos servidores Nilson Alves Brilhante, Plínio Carlos Mitoso e Francisco Félix Amaral.

 



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Ufac sedia 10ª edição do Seminário de Integração do PGEDA — Universidade Federal do Acre

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Ufac sedia 10ª edição do Seminário de Integração do PGEDA — Universidade Federal do Acre

A Rede Educanorte é composta por universidades da região amazônica que ofertam doutorado em Educação de forma consorciada. A proposta é formar pesquisadores capazes de compreender e enfrentar os desafios educacionais da Amazônia, fortalecendo a pós-graduação na região.

Coordenadora geral da Rede Educanorte, a professora Fátima Matos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destacou que o seminário tem como objetivo avaliar as atividades realizadas no semestre e planejar os próximos passos. “A cada semestre, realizamos o seminário em um dos polos do programa. Aqui em Rio Branco, estamos conhecendo de perto a dinâmica do polo da Ufac, aproximando a gestão da Rede da reitoria local e permitindo que professores, coordenadores e alunos compartilhem experiências”, explicou. Para ela, cada edição contribui para consolidar o programa. “É uma forma de dizer à sociedade que temos um doutorado potente em Educação. Cada visita fortalece os polos e amplia o impacto do programa em nossas cidades e na região Norte.”

Durante a cerimônia, o professor Mark Clark Assen de Carvalho, coordenador do polo Rio Branco, reforçou o papel da Ufac na Rede. “Em 2022, nos credenciamos com sete docentes e passamos a ser um polo. Hoje somos dez professores, sendo dois do Campus Floresta, e temos 27 doutorandos em andamento e mais 13 aprovados no edital de 2025. Isso representa um avanço importante na qualificação de pesquisadores da região”, afirmou.

Mark Clark explicou ainda que o seminário é um espaço estratégico. “Esse encontro é uma prática da Rede, realizado semestralmente, para avaliação das atividades e planejamento do que será desenvolvido no próximo quadriênio. A nossa expectativa é ampliar o conceito na Avaliação Quadrienal da Capes, pois esse modelo de doutorado em rede é único no país e tem impacto relevante na formação docente da região norte”, pontuou.

Representando a reitora Guida Aquino, o diretor de pós-graduação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg), Lisandro Juno Soares, destacou o compromisso institucional com os programas em rede. “A Ufac tem se esforçado para estruturar tanto seus programas próprios quanto os consorciados. O Educanorte mostra que é possível, mesmo com limitações orçamentárias, fortalecer a pós-graduação, utilizando estratégias como captação de recursos por emendas parlamentares e parcerias com agências de fomento”, disse.

Lisandro também ressaltou os impactos sociais do programa. “Esses doutores e doutoras retornam às suas comunidades, fortalecem redes de ensino e inspiram novas gerações a seguir na pesquisa. É uma formação que também gera impacto social e econômico.”

A coordenadora regional da Rede Educanorte, professora Ney Cristina Monteiro, da Universidade Federal do Pará (UFPA), lembrou o esforço coletivo na criação do programa e reforçou o protagonismo da região norte. “O PGEDA é hoje o maior programa de pós-graduação da UFPA em número de docentes e discentes. Desde 2020, já formamos mais de 100 doutores. É um orgulho fazer parte dessa rede, que nasceu de uma mobilização conjunta das universidades amazônicas e que precisa ser fortalecida com melhores condições de funcionamento”, afirmou.

Participou também da mesa de abertura o vice-reitor da Ufac, Josimar Batista Ferreira.



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