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Veterano americano Daniel Penny é julgado em Nova York por estrangulamento fatal no metrô | Notícias sobre racismo

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Penny pode pegar até 15 anos de prisão por homicídio culposo no julgamento com acusação racial.

Um ex-fuzileiro naval dos Estados Unidos será julgado por estrangular um homem enquanto andava no metrô de Nova York em 2023.

O veterano, Daniel Penny, de 25 anos, pode pegar até 15 anos de prisão se for condenado por homicídio culposo e quatro anos se for considerado culpado do delito menor de homicídio por negligência criminal.

A seleção do júri para o julgamento de alto nível começa na segunda-feira e pode durar até uma semana. O julgamento em si pode durar seis semanas, dizem especialistas jurídicos.

Os processos judiciais estão colocando em destaque de volta a um caso que gerou um debate nacional sobre raça e justiça criminal.

Manifestantes se reúnem em frente ao Tribunal Criminal de Manhattan no primeiro dia do julgamento do ex-fuzileiro naval dos EUA Daniel Penny pela morte de Jordan Neely na cidade de Nova York, EUA, 21 de outubro de 2024 (Caitlin Ochs/Reuters)

Morador de rua

Penny, que é branca, é acusada de “causando imprudentemente a morte” de Neelyum artista de rua negro sem-teto que, segundo testemunhas, estava agindo de forma irregular em um trem do metrô em 1º de maio de 2023, quando Penny tentou contê-lo.

Testemunhas do incidente disseram que Neely – que seus parentes dizem ter lutado contra o vício em drogas e doenças mentais – estava gritando e exigindo dinheiro quando Penny o abordou.

Penny prendeu Neely no chão com a ajuda de dois outros passageiros e o estrangulou por mais de três minutos até que o corpo de Neely ficou mole. O consultório médico legista considerou a morte um homicídio causado por compressão do pescoço.

Os advogados de Penny argumentaram que ele não pretendia matar Neely, apenas mantê-lo sob controle por tempo suficiente para a chegada da polícia. Penny, que é de Long Island, a leste da cidade, afirmou que Neely gritou: “Vou matar você” e que estava “pronto para morrer” ou ir para a prisão perpétua.

O advogado de Penny, Steven Raiser, disse que a defesa planeja oferecer outras causas potenciais para a morte de Neely, incluindo altos níveis do canabinóide sintético conhecido como K2 encontrados em seu corpo.

Eles também argumentarão que as imagens amplamente compartilhadas nas redes sociais provam que Penny não estava aplicando pressão de forma consistente o suficiente para deixar Neely inconsciente, muito menos matá-lo.

Os promotores, em seus autos, argumentaram que as ações de Penny foram imprudentes e negligentes, mesmo que ele não pretendesse matar Neely.

Após a morte de Neely em 2023, os manifestantes saíram às ruas exigindo que as autoridades prendessem Penny, enquanto outros se reuniram em frente ao tribunal para mostrar o seu apoio assim que ele fosse acusado.

Policiais operam enquanto pessoas protestam contra a morte de Jordan Neely, um homem cuja morte foi considerada homicídio pelo médico legista da cidade depois de ser estrangulado por outro passageiro em um trem do metrô de Nova York, na cidade de Nova York, EUA , 8 de maio de 2023. REUTERS/Andrew Kelly
Policiais operam enquanto pessoas protestam contra a morte de Jordan Neely na cidade de Nova York, EUA, 8 de maio de 2023 (Andrew Kelly/Reuters)

Numerosos políticos de direita dos EUA abraçaram a causa de Penny, com o governador da Flórida e o candidato presidencial republicano fracassado Ron DeSantis dizendo: “Apoiamos bons samaritanos como Daniel Penny. Vamos mostrar a este fuzileiro naval… a América está protegendo-o.”

O sistema de metrô da cidade de Nova York é um dos maiores sistemas de transporte público do mundo, com 472 estações e 399 km (248 milhas) de rotas, e um tráfego diário de aproximadamente 3,6 milhões de pessoas.

Penny, que serviu quatro anos na Marinha, está em liberdade enquanto aguarda o julgamento sob fiança de US$ 100.000.

O tio de Neely, Christopher Neely, disse que ele e seus outros familiares estão esperançosos quanto ao resultado do julgamento.

“Justiça para a Jordânia é tudo em que pensamos”, disse ele.



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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