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Vidas — muito — além da resistência e da luta

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Entre a resiliência e o choro, a luta para se manter são em uma sociedade que dissemina ódio por questões meramente raciais. Mais do que isso, tentar derrubar séculos de genocídio na tentativa de ser para os seus aquilo que, às vezes, não foram para você: uma referência, alguém que seja espelho para toda uma população. Em vários lugares do mundo, essas representatividades parecem inalcançáveis. Mas há quem tenha conseguido chegar ao topo, mesmo conhecendo o gosto amargo do fundo do poço.
Tantos desafios e dificuldades, batalhas que parecem não ter fim. Carregar nos ombros o peso de ser exemplo é uma honra para quem sonha em levar a autoestima de todo um povo. Lá atrás, tantos nomes podem ser citados, como Malcom X, Nelson Mandela, Viola Davis e muitos outros. Indivíduos que sonhavam com um mundo igualitário, cercado de direitos diplomáticos e políticos. No Brasil, muito antes, houve aqueles que viraram até data comemorativa, como Zumbi dos Palmares.
O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra foi formalizado em 2003 e, no ano passado, com a Lei nº 14.759, passou a ser feriado nacional, sancionado pelo presidente Lula. “É uma data de enorme importância. Na verdade, não deveríamos ter apenas um Dia da Consciência Negra — ele deveria ser celebrado o ano inteiro, assim como o Dia dos Povos Indígenas. Todo dia é dia de reconhecer e celebrar a identidade negra e indígena no Brasil”, afirma o professor de história do Ceub Edson Violim.
Essa data, ao longo dos anos, ganhou mais força e significado. Para o professor, a influência da cultura africana em nível nacional é imensa, embora alguns setores da sociedade resistam a admitir. Ela está presente na culinária, na música e no esporte, por exemplo. “É bom lembrar que o nosso maior ídolo esportivo, o grande Pelé, era negro. Além disso, nosso jeito de ser, enquanto brasileiros, não foi majoritariamente influenciado pela Europa, mas sim pela África”, ressalta Edson Violim.
Além disso, o Dia da Consciência Negra é um lembrete — infelizmente esquecido, muitas das vezes — de que o racismo é uma luta incessante, de toda a sociedade. “Cabe a nós, brasileiros, combatê-los”, completa o professor. O Brasil, lembra ele, foi o país das Américas que mais recebeu africanos escravizados, com milhões de pessoas que vieram, sofreram e foram vendidas como mercadoria, enriquecendo uma parcela da elite brasileira.
Esse flagelo histórico será, para sempre, uma marca jamais esquecida. Mas, da lamúria e das mazelas que advêm essas cicatrizes, as flores surgem para continuar pavimentando o caminho daqueles que ainda nem chegaram a nascer. Em Brasília, da música até a moda, homens, jovens e mulheres carregam um sonho: elevar a autoestima da população negra.
Mantendo-se firme!
Hoje, Carla acredita que pode ser uma referência para meninas e mulheres negras
(foto: George Lucas/ Hora por Hora)
Como se amar quando lhe ensinaram, na infância, que você não é o padrão? Essa era uma das perguntas que a jovem Carla Pinheiro, 21 anos, fazia para si mesma. Por muito tempo, beleza era algo que a modelo não via no reflexo do espelho. Quando criança, levava no coração o desejo de ser modelo. Quase como um propósito maior do que ela, não chegava a crer firmemente que isso daria certo. Mas, enquanto crescia, um momento em específico mudou toda a sua vida.
“Não via beleza e potencial em mim. Mas, quando ganhei o meu primeiro título de beleza negra na escola, percebi que isso realmente poderia acontecer. Hoje, sigo lutando e vivendo experiências incríveis”, conta. Entre os trabalhos como modelo e as viagens para divulgar inúmeras marcas, Carla vive apenas o começo daquilo que acredita ser uma grande bênção. No entanto, quanto mais ganha destaque, mais alvo vira de comentários preconceituosos e racistas.
Ela os rebate com bom humor nas redes sociais, vídeos engraçados e registros que destacam a beleza de seus cabelos cacheados. Com tanto conteúdo, Carla acumula mais de 80 mil seguidores na internet e milhões de visualizações. Mesmo assim, ao abrir cada postagem, ainda existem aqueles que continuam questionando seu talento. “A luta é frequente, não para. Já passei e passo por muitos desafios em relação ao racismo, mas preciso me manter firme, porque sei onde quero chegar.”
Carla Pinheiro é moradora de Santa Maria
(foto: George Lucas/ Hora por Hora)
Lugar esse que não é tão acessível, sobretudo quando se é mulher negra. Mas, para quem mora em Santa Maria e está distante da elite brasiliense, até que ela chegou bem longe. Apesar da resiliência que adquiriu durante a jornada, é inevitável falar sobre o quanto as violências raciais lhe afetaram. Conviver com a dúvida e a incerteza de quem se é são apenas alguns dos sentimentos que ela aprendeu a suportar.
“Convivo com esse questionamento em todos os dias da minha vida. Às vezes, não sinto que sou boa o suficiente para viver do meu sonho e, infelizmente, isso é algo que o racismo me faz sentir. Temos que fazer 100 vezes melhor, e ainda corremos o risco de fracassar. Não por falta de capacidade e, sim, porque não veem potencial em uma pessoa preta. Isso acontece em todas as profissões”, acrescenta.
Por muito tempo, Carla se olhava no espelho e odiava seus traços, seu cabelo e sua cor. “Hoje, tudo mudou, eu me sinto bonita. E o que me fez mudar isso foi me conscientizar que existem muitas meninas que são parecidas comigo e se inspiram em mim”, revela a jovem. Para seguir em frente, a modelo se apega aos comentários positivos — bem maiores e mais importantes que os negativos — nas inúmeras mensagens carinhosas que recebe, em especial quando dizem que é uma inspiração para jovens e mulheres negras. “Isso é suficiente para me fazer continuar”, finaliza.
Uma estrada gloriosa
Brasília é um celeiro de grandes músicos e artistas talentosos. Pessoas que fazem da arte um manifesto e uma luta contra o ódio e o preconceito. Levando, com todo o acalento do mundo, um pouco de leveza e inspiração para os que necessitam. Ellen Oléria, 42 anos, certamente é uma dessas tantas histórias iluminadas do quadradinho. Nascida no Lago Sul e criada entre Ceilândia e Taguatinga, ela chega, em 2025, aos 25 anos de carreira.
Para Ellen, o mercado da música é um grande desafio para mulheres negras
(foto: Diego Bresani)
Apesar da longa estrada, manter-se consolidada ou até mesmo alcançar esse posto, não é nada fácil. Muito menos quando se reflete sobre os desafios que é ser uma referência para aqueles que cresceram sem saber o que é isso. “Viver da música é um privilégio, muitos parceiros da área não conseguem. Quando penso na minha caminhada, só me vem à cabeça uma palavra: gloriosa”, afirma. Mas não há apenas luminosidade ao longo da ponte entre o sonho e a realização.
Em boa parte desse trajeto, os percalços e o desânimo. Aliados a isso, o fato de ser uma mulher negra em busca de um sucesso que sempre pareceu distante. “O mercado é um grande desafio para nós, mulheres negras. Pensar nessa inserção de uma maneira igualitária ainda é uma utopia, mas a gente segue na peleja. Atualmente, temos expoentes mostrando que é possível, sim, ressignificar nossa história e pensar nela a partir de outros lugares”, destaca.
Nos momentos em que esmoreceu, precisou de resiliência para persistir. Não somente isso, como a ajuda de parceiros e parceiras, para que não se sentisse sozinha nessa guerra histórica. “Sou muito grata às minhas produtoras, minhas parceiras, amigas que sempre investiram energia em mim. Muita fé também de acreditar no trabalho que não se deixava abater”, detalha. De fato, ter uma rede de apoio foi primordial para que Ellen não se distanciasse do propósito, tampouco da ideia de ser uma representante negra e mulher nos palcos do mundo.
Depois do sucesso
Na visão da artista, tudo mudou desde o início de sua caminhada na música. Ter o reconhecimento do público foi determinante para que várias portas se abrissem. Em 2012, por exemplo, é possível citar sua belíssima participação no programa The Voice, quando ganhou holofotes nacionais. “Encontrei mais credibilidade, tanto dos críticos quanto da imprensa. Tudo isso foi importante para como eu seria vista dali em diante e para pensar o lugar que ocupo na música. Meus fãs me carregaram no colo.”
Como musicista, ela acredita que a arte pode ser uma ferramenta fundamental na luta contra o racismo. “O jazz é preto, o blues é preto, o hip-hop é preto, o rock é preto. No Brasil, o coco é preto, o forró é preto, o samba é preto. Como grande referência nossa, a Alaíde Costa, para dizer que a bossa nova também tem raízes pretas. Se a gente olhar com carinho para o que conseguimos produzir até aqui, vamos ver que o povo preto é iluminado, que sobreviveu a um dos maiores genocídios da história da humanidade para construir preciosidades”, menciona.
Para o futuro, o desejo é de continuar sendo uma voz além da música. Retribuir o carinho do público e ser um espelho para a população negra. Levar o que aprendeu em Brasília para os quatro cantos do mundo e retribuir todo afeto que sempre recebeu com canções. “Onde eu for, o Distrito Federal vem comigo. Meu público, minha cidade, sou muito grata por tudo isso. Quero encher esse mundo de beleza.”
Um sonho quilombola
Revista. Dia da consciência negra. Na foto, Helena Rosa, proprietária do Crioula Café.
(foto: Kayo Magalhães/CB/D.A. Press)
Por trás de um sonho empresarial, a belíssima história de alguém que nunca desistiu. Helena Rosa, 40 anos, é proprietária do Crioula Café, localizado no Guará II. Com seis anos de existência do espaço, o caminhar como empreendedora negra tem sido motivo de muito orgulho e privilégio. “Como um prazer, posso citar o orgulho que tenho em produzir um cardápio autoral, que me dá a nítida sensação de protagonismo e autonomia, comunicados através dos alimentos e pratos servidos. Isso traz um pouco da minha jornada pessoal”, comenta.
Enquanto mulher negra, os desafios sempre existiram — e permanecem. “Posso falar sobre a dificuldade de atravessar barreiras atitudinais com relação a resistências ainda enfrentadas quando os negros estão em posição de destaque. É um assunto que precisa ser tratado e debatido socialmente. Tenho visto que o empreendedorismo negro tem assumido mais espaço social, isso me conforta por saber que esta não é uma luta solitária. Mas ainda tenho um pouco da sensação de carregar comigo um certo vanguardismo, o que não deixa de ser ainda cansativo”, completa.
O Crioula Café, até o momento, tem sido um sucesso. A começar, claro, pelo nome. Helena conta que, de início, o conceito do estabelecimento foi a primeira parte a ser definida. Em seguida, pensou em uma temática quilombola, que remetesse suas memórias de infância no quilombo. Para que tudo isso conversasse entre si, o intuito, no fim, era representar a cultura negra e criar uma conexão especial com os clientes.
“Inicialmente, fui advertida para não usar esse nome, devido à carga de preconceito que poderia gerar. Mas um sentimento interno me dizia para seguir com essa ideia. Daí, surgiu o Crioula Café.” Diante de tantos desafios como empresária nesses últimos anos, Helena cita a pandemia como um dos maiores. Afinal, o negócio era recente e estava começando a se estabelecer.
Apesar do início difícil, a casa conquistou relevância social e comercial em Brasília. Mesmo com os questionamentos se o estabelecimento daria certo, Helena se manteve firme no propósito, acreditando que o projeto, e a missão que viria com ele, sairia do papel. “Com a cafeteria consolidada pelo público, eu me sinto muito mais segura para alçar novos voos. Alguns caminhos têm se apresentado como alternativas interessantes. Precisamos estudar para que essa expansão se dê da forma mais responsável possível. Na minha mente sonhadora de criança quilombola, eu já vejo o Crioula Café pelo Brasil afora.”
A importância da arte
Ser artista, no Brasil, é seguir um caminho desafiador. Quando se é poeta negro, as barreiras a serem superadas são ainda maiores. Jorge Amancio, do alto de seus 72 anos, sabe bem o que essa realidade significa. Nascido no Rio de Janeiro, chegou à capital em 1976. “Nessa batalha diária, consegui ter cinco livros publicados, dentre eles os dois mais recentes: Haikus em preto e branco, pela AVÀ, e o Leopardo que mata moscas inoportunas, pela Aldeia de Palavras, ambos em 2023”, menciona.
Quando o escritor afrodescendente publica um livro, é hora de comemorar — e muito. Assim acredita Jorge, pois poucos têm a dimensão do quão difícil é superar esse primeiro degrau, sobretudo no que diz respeito à parte financeira. Isso, incluindo as dificuldades que é conseguir uma editora. “Pensei várias vezes em desistir”, confessa. O primeiro livro foi publicado em 2007. Nessa época, ele já tinha um grau de maturidade elevado, graças ao convívio com os movimentos negros da cidade.
A casca, se assim pode ser chamada, estava mais forte do que nunca. Aprendeu a lidar com as dificuldades, as críticas e a experiência de ser poeta negro. Para se tornar um dos grandes artistas de Brasília, assumiu a poesia como arte de primeira grandeza. Sendo artífice da palavra, como gosta de descrever, passou a ser mais atento e observador, estudando todas as ferramentas para desenvolver sua escrita da melhor maneira possível. Desse modo, o reconhecimento pelo trabalho chegaria inevitavelmente.
Jorge Amancio é um dos principais poetas negros de Brasília
(foto: Arquivo pessoal)
É necessário, em sua visão, estar sempre conversando, aprendendo e participando. Ser um rosto para aqueles que almejam pode ser, por vezes, um fardo. Mas, sem dúvidas, um grande privilégio. “A arte pode representar uma época, uma imagem, um conteúdo, uma música de palavras grafada no universo das artes. Pode-se, sim, colocar a poesia em prol de um movimento, a poesia da negritude, a poesia feminina, a poesia LGBTQIA+, a poesia por uma causa”, pontua Jorge.
Um impacto de suma importância e essencial para a luta contra as desigualdades. A escrita faz parte integral da rotina do artista, que continua sendo um exímio curioso desse bem milenar. “Tenho trabalhado poemas afrofuturistas, em que a raça negra é a protagonista, com seus ancestrais, numa visão do cosmo para um futuro. Estou numa fase boa no campo da produção, tenho três livros afrofuturistas, poesia de invenção, poesia de circunstância e muitos outros poemas prontos para publicar. Enquanto existirem palavras, o elemento básico da criação poética, vamos trabalhando.”
Jorge acredita que há muitos desafios a serem superados quando se é poeta negro
(foto: Arquivo pessoal)
Sobre racismo e representatividade
A priori, o Dia da Consciência Negra não foi pensado para ser feriado, justamente para que as escolas, em especial nessa data, refletissem sobre a questão racial. Segundo a professora Renísia Cristina Garcia Felice, coordenadora da Questão Negra — Secretaria de Direitos Humanos/UnB — o intuito, à medida que o tempo passava, era urgente construir um significado cada vez mais robusto e encorpado para esse momento de conscientização.
Uma reflexão que fosse pautada, fomentada e forjada na luta do momento negro diante da invisibilidade do debate racial. “É uma necessidade que o 20 de novembro exista, mas que se houvesse maior consciência dos brasileiros sobre as invisibilidades da população negra, a violência que incide os corpos negros, o 20 de novembro seria uma data que combinaria com reflexões que já estariam acontecendo em todos os espaços”, destaca.
O diálogo e a luta pela causa, como ressalta a especialista, devem acontecer em todas as áreas, a qualquer momento. Pensar sobre os impactos do racismo estrutural, institucional e individual, que incide sobre esses corpos negros, faz com que o combate contra a desigualdade no Brasil, que é econômica, mas marcadamente racial, ganhe cada vez mais força. “A raça marca a classe no país, sem sombra de dúvida. É uma reflexão que precisa acontecer sempre.”
Construir uma trilha para que as pessoas compreendam as configurações históricas. e levar informações sobre o racismo. é um dos trabalhos mais importantes a serem feitos — ao menos que a sociedade deveria considerar. De acordo com a professora, ilustrar as condições nas quais a população negra e indígena foi colocada em uma posição de subalternidade, tanto do ponto de vista material quanto simbólico, é um caminho para se pensar na desconstrução do racismo.
“Precisamos de legislações muito robustas e ações e práticas no estado brasileiro. Competentes, qualificadas e direcionadas para coibir as violências que extirpam corpos negros, de homens negros e mulheres negras, de uma forma estarrecedora, excludente e absurda. Temos situações que estão se complicando cada vez mais, do ponto de vista dessa violência do Estado, dessa questão desse perfilamento racial. Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, o Brasil como um todo, mas esses três estados estão se destacando muito em relação à violência sobre esses corpos negros”, esclarece Renísia.
Em relação a figuras negras em posições de destaque, a coordenadora afirma que a questão da representatividade é algo que se coloca e se impõe vergonhosamente devido à ausência desses indivíduos em postos hierárquicos mais altos, como doutores, professores, médicos ou engenheiros. “É vergonhoso, no país onde cerca 56% a população se autodeclara negra, você ter poucos diplomatas, poucas pessoas de referência que sejam negras, isso é regulador do racismo. A representatividade se coloca como uma necessidade”, acentua.
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Carla acumula mais de 80 mil seguidores nas redes sociais
Foto: Luciano Gurgel -
Carla Pinheiro é moradora de Santa Maria
Foto: George Lucas/ Hora por Hora -
Hoje, Carla acredita que pode ser uma referência para meninas e mulheres negras
Foto: George Lucas/ Hora por Hora -
Revista. Dia da consciência negra. Na foto, Helena Rosa, proprietária do Crioula Café.
Foto: Kayo Magalhães/CB/D.A. Press -
Jorge acredita que há muitos desafios a serem superados quando se é poeta negro
Foto: Arquivo pessoal -
Jorge Amancio é um dos principais poetas negros de Brasília
Foto: Arquivo pessoal -
Para Ellen, o mercado da música é um grande desafio para mulheres negras
Foto: Diego Bresani
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O que são Nutria e como eles poderiam ser um problema? – DW – 04/02/2025

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2 de abril de 2025
A nutria, também conhecida como um Coypu ou Swamp Beaver, é originalmente da América do Sul. Mas o mamífero semi-aquático conseguiu se espalhar muito além de seu nativo zonas úmidas.
Chegou pela primeira vez para a Europa nos 19O século, introduzido por empreendedores que desejam capitalizar o sucesso da indústria agrícola de peles da Argentina. Hoje, embora o comércio de peles tenha diminuído desde o seu auge do século XX, Nutria floresceu.
Local As populações, descendentes de animais que escaparam das fazendas ou simplesmente foram autorizadas a correr livremente, agora estão bem estabelecidas na maior parte do continente europeu. Eles até foram vistos tão afastados quanto a Irlanda e a Escandinávia.
Como é uma Nutria?
Com Peles marrons grossos e marrons escuros, pés traseiros embalados e grandes dentes da frente, uma nutria poderia, à primeira vista, ser confundida com seu primo distante, o castor. Mas com um peso adulto entre 4 e 9 kg (aproximadamente 9 a 20 libras) e um comprimento máximo de 60 centímetros (23 polegadas), eles são muito menores.
EUNSTEAD da cauda plana do castor, semelhante a uma remo, o apêndice traseiro do Nutria é fino e semelhante a ratos. Seus dentes da frente distintos são coloridos laranja porque contêm ferro oxidado, o que também os torna mais fortes.
São Nutria Dangerous?
Nutria pode parecer inofensivoremando ao longo de um riacho local e mastigando plantas aquáticas, especialmente raízes e caules, ou se tratando de um caracol ou mexilhão ocasional. Mas seus incisivos longos e afiados podem causar danos graves, cortando o osso.
Eles são Criaturas geralmente tímidas, e mais ativas à noite, mas podem atacar se humanos ou cães curiosos se aproximarem demais, potencialmente espalhando parasitas ou doenças bacterianas.
They representa um perigo maior para o ambiente natural e Biodiversidade. Nutria são pragas agrícolas, felizes em mastine todos e quaisquer cereais próximoscolheitas e mudas de raízes.
E eles são comedores agressivos. OO NE Nutria pode consumir até 25% do seu peso corporal todos os dias. Desde eles favorecer raízes e cauleseles tendem a destruir mais plantas do que oy realmente comer.
Nutria As tocas podem fazer diques, cais e diques vulneráveis ao colapso durante as inundações, e sua presença pode perturbar os ecossistemas nativos e as populações de aves aquáticas ameaçadas de extinção.
Por que Nutria é um problema na Europa?
Ao contrário dos castores, nativos da América do Norte e Europa, Nutria não é endêmica e é considerado um incômodo nesses continentes.
A União Europeia Adicionado o Nutria – sob seu nome científico miocastor Coypus – à sua lista de espécie alienígena invasiva preocupante em 2016, que se estabelece “Restrições para manter, importar, vender, reproduzir, cultivar e liberar (Nutria) no meio ambiente. ”
Com Não há predadores naturais na Europa, controlar a população de nutria é um desafio. Eles vivem em média seis anos em estado selvagem e são bastante férteis. Eles podem se reproduzir ao longo do ano e, com várias ninhadas, uma mãe de Nutria pode ter uma média de 15 jovens por ano.
O A população européia de Nutria explodiu nos últimos anos, e não apenas porque eles se sentem em casa. Nutria prospera temperaturas mais quentese com os invernos se tornando mais suaves devido às mudanças climáticas, eles conseguiram ganhar um apoio de Pawhold cada vez mais ao norte.
No lado positivo, O boom de nutria da Europa está ajudando a controlar a população crescente do igualmente Muskrat invasivo. Os animais competem pelo mesmo habitat, e a Nutria maior geralmente vence.
O que é sendo feito para detê -los?
Muitos países da Europa introduziram monitoramento e Os programas de gerenciamento, na tentativa de impedir que as populações de Nutria sob controle e impeçam novas comunidades de surgir. Isso envolve armadilhas e caça, embora este último possa ser perigoso para seres humanos e outros animais em parques naturais e áreas urbanas.
Alguns pessoas têm Recomendado para colocar o Nutria no menu. Nos EUA, o Departamento de Vida Selvagem e Pesca da Louisiana até publicou uma lista de receitas sugeridas de um 1963 Livro de receitasincluindo Nutria Chili, Quartos posteriores de pelúcia recheada, Nutria Smoked e Nutria Salsage Gumbo.
Editado por: Tamsin Walker
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Como Trump atinge a UE com tarifas, como Brussles pode retaliar? – DW – 04/02/2025

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2 de abril de 2025
Presidente dos EUA Donald Trump na quarta -feira anunciou um novo novo tarifas de 34% sobre as importações da China e 20% sobre as importações da União Europeia – dois dos principais parceiros comerciais dos EUA.
Trump também disse que uma tarifa de linha de base de 10% seria imposta às importações de uma ampla gama de outros países.
Falando no jardim de rosas da Casa Branca, o presidente dos EUA disse que este era o “Dia da Libertação”, que “seria para sempre lembrado, pois o dia em que a indústria americana renascia, o destino do dia da América foi recuperado”.
Através do Atlântico, enquanto isso, o Comissão Europeia descreveu a política comercial de Trump como “um ato de auto-mutilação econômica” e está preparando sua resposta.
Na guerra comercial emergente com os EUA, Bruxelas está seguindo um delicado equilíbrio de tentar parecer forte, além de manter seu aliado tradicional de lado.
Quaisquer novas tarifas seriam além das tarifas de 25% já impostas às importações de aço e alumínio da UE, além de tarifas separadas no Setor automotivo europeuque foram implementados nos últimos meses.
Indústria de automóveis alemães alarmados com as tarifas do carro de Trump
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A UE tem várias ferramentas à sua disposição, pois se equilibra ter uma resposta conseqüente, minimizando o impacto e a interrupção de seus próprios cidadãos e consumidores.
Restrições aos serviços
A Comissão da UE pode considerar um movimento escalatório significativo, visando o setor de serviços dos EUA. Isso pode envolver restringir os direitos de propriedade intelectual para empresas americanas que operam na UE.
Por exemplo, a UE pode limitar empresas como Maçã e Google de cobrança por serviços de armazenamento em nuvem ou atualizações de sistema operacional. Há também discussão sobre como prevenir Elon Musk’s Rede de satélite Starlink de competir por contratos do governo europeu.
Em termos de comércio, a UE teve um superávit de mercadorias significativas com os EUA, avaliado em € 157 bilhões (US $ 170 bilhões) em 2023, o que significa que importa mais dos EUA do que exporta. No entanto, nos serviços, os EUA registraram um excedente, inclinando o saldo com um ganho de € 109 bilhões para a UE.
Europa Tarifas de retaliação Até o momento, foram amplamente simbólicos, visando produtos fabricados nos americanos como HARLEY Davidson Motorcycles e jeans. Com esses produtos já afetados, novas tarifas precisariam atingir outros setores.
Todas as medidas de retaliação exigem concordância de uma maioria qualificada dos países da UE, complicando o cenário político em Bruxelas. Por exemplo, a França pediu uma suspensão de tarifas no uísque de bourbon para proteger seu setor de vinho da potencial retaliação dos EUA.
O instrumento anti-coercion
Uma questão crítica é se Bruxelas utilizará o Instrumento Anti-Coercion (ACI) da UE-um mecanismo criado em 2023 em resposta a Bloco da China Sobre as importações da Lituânia sobre seu apoio a Taiwan.
A ACI, conhecida como “Bazuca Comercial” da Europa, oferece uma ampla gama de ferramentas para a UE se determinar a abordagem comercial de Trump equivale a “coerção econômica”.
Pode até permitir que a UE restrinja os bancos americanos que operando no bloco, revogar patentes nos EUA ou limitar o acesso à receita para serviços de streaming on -line.
O uso da ACI foi defendido por figuras proeminentes no comércio europeu, incluindo a ex-comissária comercial da UE Cecilia Malmström, e Ignacio García Bercero, que anteriormente liderou o lado da UE das negociações comerciais da UE-EUA durante a era Obama.
Sob a ACI, há espaço para atingir “pessoas naturais ou legais ligadas ao governo”, potencialmente afetando figuras próximas a Trump, como Elon Musk.
Visando -nos Big Tech
Além das tarifas, há discussão sobre a aplicação de outras leis da UE para direcionar as principais empresas de tecnologia dos EUA. Especialistas sugerem que a UE pode impor penalidades estritas sob a Lei de Serviços Digitais (DSA) e Mercados Digitais (DMA), como pesadas multas para plataformas de mídia social que não removem imediatamente a desinformação.
A UE já está investigando A promoção do conteúdo de extrema direita durante as eleições européias na plataforma de Musk X e poderia perseguir isso vigorosamente.
O governo de Trump e seus aliados argumentaram frequentemente que as leis da UE como o DMA e o DSA funcionam como tarifas nas empresas de tecnologia dos EUA devido aos encargos financeiros que eles criam.
A UE também pode aproveitar a ACI para proibir a venda de anúncios em Xproibem assinaturas pagas e impedem que as autoridades públicas publiquem informações lá.
Muitos economistas e especialistas em comércio alertam, no entanto, que tais medidas contra gigantes da tecnologia dos EUA poderiam aumentar significativamente as tensões entre a UE e os EUA e impactar negativamente os cidadãos europeus.
Este artigo foi publicado pela primeira vez em 29 de março e atualizado após o anúncio das tarifas de Donald Trump em 2 de abril.
Editado por: Uwe Hessler
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Todos os anos, pelo menos um satélite é destruído por uma colisão de lixo espacial. Com mais de 130 milhões de detritos agora presos em órbita ao redor da Terra, a Agência Espacial Européia (ESA) espera que esse número aumente.
Combinada com a crescente frequência de lançamentos de espaço comercial, que agora representam a maioria das entradas na órbita da Terra, a ESA está alertando colisões com satélites podem interromper severamente os serviços vitais, como serviços de GPS e monitoramento de desastres ambientais.
Satélites A Orbiting Earth agora faz manobras regulares de prevenção de colisões para evitar danos a – ou à destruição – essa infraestrutura espacial crítica. Essas manobras de evasão também Impacto astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).
“Dependemos dos satélites como fonte de informação para nossa vida diária, da navegação, a telecomunicações, os serviços, a observação da Terra, incluindo defesa e segurança”, disse o diretor -geral da ESA, Josef Aschbacher, à DW.
Em sua conferência anual de detritos espaciais, a ESA pediu uma ação rápida para limpar o lixo feito pelo homem-geralmente fragmentos de naves espaciais ou satélites desativados.
A ESA estabeleceu uma carta de detritos zero, com 17 nações européias assinando em 2023. O México e a Nova Zelândia ingressaram no ano passado.
Impedir que o espaço se torne como nossos oceanos
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Um ferro -velho voador
O problema dos detritos é direto: a órbita da Terra está ficando mais cheia à medida que mais satélites chegam e a tecnologia morta não é removida.
Até os menores pedaços de detritos espaciais – medindo um milímetro de diâmetro – podem causar grandes danos à nave espacial funcional e satélites.
Há uma década, o satélite climático Copernicus Sentinel-1a sofreu um dente de 5 cm de largura (1,9 polegada) de um projétil espacial de 2 milímetros.
Não afetou as operações do satélite, mas destacou os riscos de colisões com detritos espaciais. Objetos maiores podem destruir satélites inteiros.
“Um pedaço de detritos de um centímetros tem a energia de uma granada de mão”, disse Tiago, engenheiro principal do Escritório de Espaço Limpo da ESA, ao DW.
Há pelo menos um milhão de pedaços tão maiores de detritos voando hoje em torno da órbita da Terra. Toda colisão corre o risco de criar centenas de mais peças de detritos-um fenômeno de reação em cadeia conhecida como efeito Kessler.
“Isso seria muito desastroso e muito prejudicial, porque as órbitas inteiras são inutilizáveis. Portanto, não seria possível categorias inteiras de uso de satélite”, disse Aschbacher.
Detritos de satélite: a crescente ameaça representada pelo lixo espacial
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Um problema ambiental acima e abaixo da terra
Embora todas as naves espaciais correm o risco de colidir com lixo espacial, os satélites de monitoramento ambiental podem estar no perigo mais imediato.
Satélites como os Sentinels de Copérnico fornecem monitoramento em tempo real da Terra clima e clima. Eles também podem fornecer aos cientistas e governos dados vitais sobre desastres naturais, como incêndios florestais e erupções vulcânicas, secas e inundações.
Se mesmo uma parte dessas constelações de satélite fosse eliminada, isso poderia interromper severamente toda a operação de coleta de dados.
“Cerca de 70% a 80% de todas as informações (clima e ambiente) que obtemos são de satélites. Se esses satélites em órbita estiverem em perigo, nossa capacidade de prever mudanças climáticas no futuro (…) certamente está ameaçada”, disse Aschbacher.
“Não é apenas a previsão, mas também a mitigação das mudanças climáticas, seja o aumento do nível do mar, tempestades, furacões ou outros efeitos que estão chegando com o aquecimento global – o derretimento de gelo, o derretimento de grandes áreas de gelo e assim por diante”, acrescentou.
Octopus Arms to Roadside Service no espaço
Uma quantidade muito pequena de detritos espaciais cai de volta à terra, mas A grande maioria está presa em órbita.
Corrigir o problema do lixo espacial não é simples, mas as agências espaciais estão trabalhando em uma variedade de tecnologias que, em alguns casos, retirariam os detritos do espaço e o devolveriam à Terra.
Nenhuma missão alcançou esse feito ainda, mas a ESA está programada para tentar com seu Missão ClearSpace-1 Em 2028. A missão usará os braços robóticos para remover o satélite ProBA-1 do tamanho da mala da órbita baixa da Terra.
Soares disse que outros conceitos incluem o uso de uma estrutura de rede para “peixes” satélites fora da órbita, mas são caros-e ainda não comprovados-pedaços de equipamento.
Outra abordagem considerada é criar protocolos para descomissionar a tecnologia espacial não utilizada. As agências espaciais estão pesquisando métodos para explodir a tecnologia morta fora de perigo com os suprimentos de combustíveis incorporados em futuras naves espaciais.
Outros estão investigando a tecnologia que permitiria a reentrada controlada da espaçonave redundante de volta à Terra. A ESA pretende adotar o mantra “reduzir, reutilizar, reciclar” da sustentabilidade ambiental no espaço.
Em vez de enviar tons espaciais, pode ser viável desenvolver uma espécie de “assistência na estrada” que executa reparos em satélites e estende sua vida útil.
“Estamos procurando, a longo prazo, não apenas na remoção, também estamos analisando o que chamamos de ‘economia circular no espaço'”, disse Soares.
Como ele explicou, isso é “promover novas missões que significam não apenas para remover o objeto da órbita, mas tentar repará -lo e reutilizar peças e, eventualmente, reciclá -las”.
Editado por: Fred Schwaller
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