ACRE
A britânica Samantha Harvey vencedora do prestigioso prêmio literário britânico
PUBLICADO
2 anos atrásem
O Booker Prize um prestigiado prémio literário que premeia obras de ficção em inglês foi atribuído à britânica Samantha Harvey pelo seu quinto romance Orbitalterça-feira, 12 de novembro, ao final de uma competição predominantemente feminina. No final de uma cerimónia organizada em Londres, ela venceu quatro mulheres e um homem e conseguiu Escritor irlandês Paul Lynch.
Samantha Harvey é a primeira autora premiada desde 2019, ano em que a canadense Margaret Atwood e a britânica Bernardine Evaristo venceram juntas. “Estou completamente sobrecarregado,” ela declarou no palco durante a apresentação do Prêmio Booker. Emue, a romancista de 49 anos, também disse que queria “dedicar este prémio a todos aqueles que falam para defender, e não criticar, o nosso planeta, aqueles que falam para defender a dignidade de outros seres humanos e aqueles que falam e trabalham pela paz”. Numa conferência de imprensa, ela reiterou as suas observações, garantindo que lhe era impossível não mencionar “a difícil situação em que o mundo se encontra”.
Imbuído de lirismo, Orbital conta a história de um dia na vida de seis astronautas, dois homens e quatro mulheres, a bordo de uma estação espacial. Construído em fragmentos quase meditativos, este romance oferece uma reflexão sobre o luto, o desejo e a crise climática. O tema do livro não é tanto a descoberta do espaço, mas mais o lugar dos humanos no universo.
Orbital está em linha com textos anteriores de Samantha Harvey, uma romancista de 49 anos, que pretendem ser explorações da psique humana. Como seu livro sobre perda de memória (A memória perdidaStock, 2011) ou em sua insônia (O desconforto sem forma2020, não traduzido). Orbital foi publicado em março em francês pela Flammarion (224 páginas, 22 euros). Foi muito bem recebido pela crítica internacional.
Lançado em 1969, o Prêmio Booker premia anualmente o autor de “melhor romance escrito em inglês”. Comparado ao Goncourt francês, contribuiu para o sucesso de escritores como Salman Rushdie, Margaret Atwood e o Prêmio Nobel de 2024 Han Kangque venceu em 2016 com O vegetariano. O vencedor do prémio é uma recompensa de 50 mil libras esterlinas (cerca de 60 mil euros) e a promessa de fama internacional, sinónimo de sucesso nas livrarias.
Percival Everett era o favorito
Samantha Harvey desafiou as probabilidades que favoreciam os americanos Rachel Kushner e Percival Everett.
Este último, multipremiado, era o grande favorito desta competição com James. Um pouco como Kamel Daoud, Prêmio Goncourt 2024 que publicou, em 2013, com Mersault, contra-investigação um contraponto ao clássico de Albert Camus, O estranhoJames Everett revisita uma das obras-primas da literatura americana – As Aventuras de Huckleberry Finn (1884) por Mark Twain. Desta vez, a narração é do ponto de vista de Jim, um escravo.
Um dos principais fios da trama é linguístico. Em Twain, o dialeto de Jim faz dele um personagem limitado e um tanto patético. Em Everett, é visto como uma ferramenta de sobrevivência que os escravos usam para esconder suas reais habilidades dos traficantes de escravos brancos. Como sua compatriota Rachel Kushner com Lago da Criação (Prêmio Medici 2018 com O Clube de Marte), ele não conseguiu pela segunda vez ganhar o Prêmio Booker.
A canadense Anne Michaels, apelidada por sua compatriota Margaret Atwood, também sai de mãos vazias, apesar das ótimas críticas da imprensa com Mantido. Neste novo romance, ela explora os temas de suas histórias anteriores: história, memória, os efeitos do trauma e do luto durante longos períodos, através da história de um homem que tenta superar as feridas da Grande Guerra.
As Oficinas Mundiais
Descubra as oficinas de escrita organizadas com “Le Monde des livres”
As Oficinas Mundiais
Decepção também para a australiana Charlotte Wood que não conseguiu vencer com Devocional de Stone Yard. Neste sétimo livro, a autora conta a história de uma mulher anônima que, após deixar o trabalho de conservacionista e o marido, se retira para uma comunidade isolada de freiras perto da cidade onde cresceu. Ela foi a primeira australiana a chegar à final do Prêmio Booker em dez anos.
Por fim, a mais jovem da competição, a holandesa Yael van der Wouden, não conseguiu surpreender com o seu afresco histórico A salvaguardaseu primeiro romance altamente aclamado.
O mundo com AFP
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
Relacionado
ACRE
Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
Relacionado
ACRE
Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login