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Vazador do Pentágono Jack Teixeira condenado a 15 anos de prisão | Notícias da Al Jazeera

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Os promotores pediram 17 anos de prisão por violações “significativas” da Lei de Espionagem.

Jack Teixeiraum membro do Guarda Nacional de Massachusettsfoi preso por 15 anos por vazar documentos confidenciais sobre a guerra na Ucrânia e outros segredos militares.

Um juiz federal em Boston, Estados Unidos, condenou na terça-feira o 22 anos depois que ele se declarou culpado no início deste ano, a seis acusações de retenção e transmissão intencional de informações de defesa nacional sob o Lei de Espionagem.

Os promotores defenderam uma sentença de 17 anos para Teixeira, dizendo que ele “perpetrou uma das violações mais significativas e consequentes da Lei de Espionagem na história americana”.

“O réu prestou juramento de defender os Estados Unidos e de proteger os seus segredos – segredos que são vitais para a segurança nacional dos EUA e a segurança física dos americanos que servem no estrangeiro”, escreveram os procuradores. “Teixeira violou o seu juramento, quase todos os dias, durante mais de um ano.”

A violação levantou questões sobre a capacidade dos EUA de proteger segredos

Teixeira, de North Dighton, Massachusetts, fazia parte da 102ª Ala de Inteligência da Base Aérea da Guarda Nacional de Otis, localizada em Cape Cod.

Ele trabalhou como especialista em sistemas de transporte cibernético – essencialmente um especialista em tecnologia da informação responsável por redes de comunicações militares.

As autoridades disseram que ele compartilhou os documentos confidenciais no aplicativo de mensagens Discord.

Teixeira começou digitando exemplares que depois publicou online.

Mais tarde, ele fotografou os arquivos, alguns dos quais traziam marcações “SEGREDO” e “MÁXIMO SECRETO”.

Os documentos incluíam informações sobre aliados e adversários, incluindo movimentos de tropas em Ucrânia e informações ultrassecretas sobre Israel Mossad agência de espionagem. Teixeira também admitiu ter publicado informações sobre os planos de um adversário dos EUA para prejudicar as forças dos EUA que servem no estrangeiro.

A violação levantou questões sobre a capacidade dos EUA de proteger os seus segredos e embaraçou a administração do presidente Joe Biden, que se esforçou para conter as consequências diplomáticas e militares.

Os advogados de Teixeira pediram uma pena mais leve de 11 anos, argumentando que o seu cliente não tinha objetivos políticos e não trabalhava como espião para um governo estrangeiro. No documento de sentença, reconheceram que o seu cliente “tomou uma decisão terrível que repetiu ao longo de 14 meses”.

“Em vez disso, a sua intenção era educar os seus amigos sobre os acontecimentos mundiais para garantir que não fossem enganados pela desinformação”, escreveram os advogados.

“Para Jack, a guerra na Ucrânia foi a Segunda Guerra Mundial ou o Iraque da sua geração, e ele precisava de alguém com quem partilhar a experiência.”

Observaram que Teixeira nunca havia sido condenado por nenhum crime antes.

Mas os procuradores responderam que Teixeira não sofria de qualquer deficiência intelectual que o impedisse de distinguir o certo do errado, acrescentando que o seu diagnóstico pós-prisão de autismo “leve e de alto funcionamento” era de “relevância questionável” para o caso.

‘Eu queria dizer: ‘Sinto muito’

Teixeira pediu desculpas ao tribunal pelas suas ações antes de ser condenado pela juíza distrital dos EUA, Indira Talwani.

“Eu queria dizer: ‘Sinto muito por todo o mal que trouxe e causei’”, disse Texeira referindo-se ao “turbilhão” que causou à família e aos amigos.

“Entendo que toda a responsabilidade e consequências recaem apenas sobre meus ombros e aceito tudo o que isso trará”, disse ele. Teixeira abraçou um de seus advogados e olhou para sua família e sorriu antes de ser conduzido para fora do tribunal.

Ele não pode ser acusado de quaisquer outras violações da Lei de Espionagem nos termos da sua confissão de culpa.



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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