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A coisa mais estranha de ficar nu com 5.500 pessoas? Não parecia nada estranho | Spencer Tunick

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Monique Ross

Eu já estava nu há sete minutos quando um artista renomado Spencer Tunick gritou em um megafone: “Ninguém deveria estar nu ainda – ainda faltam 45 minutos para o nascer do sol!”

Os milhares de outras pessoas nuas que circulavam pararam. Nós nos entreolhamos com olhos confusos. Ele acabou de dizer que nós não deveria estar nu?

Alguns feijões afiados se precipitaram e outros seguiram o exemplo. Algumas pessoas se reuniram com suas roupas, mas para mim não havia como voltar atrás.

Então, às 4 da manhã de domingo, me vi sentado em uma sarjeta perto da Story Bridge, em Brisbane, encharcado pela chuva, completamente arrasado. O mais estranho é que não parecia nada estranho.

Eu tinha muitas expectativas em relação ao RISING TIDE – o trabalho mais recente de Tunick, um fotógrafo radicado em Nova York que documenta a figura nua ao vivo em público – e nenhuma delas era boa. Passei a vida inteira desejando que houvesse menos de mim e ainda não consegui separar minha autoestima de minha aparência; a cultura alimentar desequilibrada dos anos 90 tem muito a responder.

Meu maior medo em participar das filmagens de Tunick era que alguém que eu conhecesse me visse. Ou, mais precisamente, que não gostariam do que viram.

Então, eu estava preparado para me sentir constrangido, exposto e envergonhado. Eu me inscrevi principalmente porque estava curioso sobre a logística de realizar um evento tão gigantesco. Mas há segurança nos números, e senti-me estranhamente em casa, rodeado por 5.500 corpos – uma participação recorde para Tunick na Austrália.

“No início tentei não olhar para os corpos das outras pessoas, mas acabei por me permitir vê-los”, escreve Monique Ross. Fotografia: Markus Ravik

“Quando não há onde se esconder, não há nada a esconder” arraste o artista Zach me disse. “Todas as suas inseguranças vão embora.”

RISING TIDE é uma sequência de TIDE, um trabalho que Tunick filmou em Brisbane em 2023 como parte do festival Melt, que celebra a comunidade queer e nossos aliados. Enquanto nos reuníamos no escuro ao longo de toda a extensão da Story Bridge, Tunick disse à multidão que a nossa “escultura viva” era um voto pela diversidade, equidade e inclusão. Pareceu especialmente oportuno na manhã seguinte Queensland elegeu um governo do Partido Liberal-Nacional.

O artista transmitiu as instruções por um alto-falante. Não sorria. Nós o encaramos e depois desviamos o olhar. Levante os braços em direção ao céu e depois volte para baixo. Então nos deitamos de costas e rolamos para o lado. A estrada estava dura e molhada. Ao ouvir os outros tremerem, fiquei grato pelas dobras suaves que isolavam meu corpo.

“Absorver esta paisagem comum e extraordinária foi um ato de amor próprio radical”. Fotografia: Markus Ravik

No começo tentei não olhar para o corpo das outras pessoas, mas acabei me permitindo vê-los. Corpos atarracados. Corpos flácidos. Corpos tatuados. Corpos em transição. Corpos cicatrizados. Corpos ósseos. Corpos grávidos. Corpos cinzelados. Corpos que necessitam de assistência de cadeira de rodas, andador, par de muletas. Admirar esta paisagem comum e extraordinária foi um ato de amor próprio radical. Isso me fez sentir menos sozinho.

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A multidão conversou e aplaudiu entre as poses. Um homem chamado Chris me disse que queria ganhar confiança para desfrutar de praias de nudismo. Reeta esperava que a experiência simbolizasse um ponto de viragem após um ano difícil. Mark brincou que os moradores de Brisban só querem uma desculpa para andar em uma via pública fechada. “É a nossa cultura”, disse ele. Ele está certo – 50.000 pessoas compareceram para um passeio público pelo recém-construído túnel Clem Jones em 2010.

Depois de uma hora, nos vestimos novamente e seguimos para o próximo local, Howard Smith Wharves. Despimo-nos pela segunda vez e assumimos novas posições ao longo do Riverwalk que serpenteia ao longo da água.

O Riverwalk parecia um palco da Broadway comparado à ponte fechada. Turistas que passavam por um CityCat acenavam e gravavam vídeos. Os moradores das propriedades multimilionárias com vista para a água permaneciam em suas varandas, perplexos. Para um homem, foi um rude despertar. “Que visão de pesadelo”, reclamou ele. Seu pesadelo estava apenas começando: nossa próxima posição era uma pose de criança, nossas bundas nuas brilhando para ele.

Foi libertador, divertido e às vezes monótono. Houve períodos tediosos de espera, primeiro sob a chuva e depois sob o sol escaldante. Caminhei uns bons seis quilômetros pela manhã, grande parte deles lentamente. Eu queria me sentir anônimo, mas sentia ciúme das pessoas que tinham amigos ao seu lado. Mas, no final, a única parte verdadeiramente horrível da experiência foi definir meu alarme para 1h45.

Fiquei comovido com pequenos momentos que iluminaram o quanto temos em comum: centenas de pessoas dizendo coletivamente “Deus te abençoe” quando alguém espirrou; um coro de “aww” quando um golden retriever veio ver o motivo de tanto alarido; rimos quando percebemos que ninguém sabia para que lado virar quando Tunick nos disse para olhar para o sul. (“De frente para o rio!”, ele finalmente esclareceu.)

Enquanto caminhávamos de volta ao Riverwalk, um homem que assistia de sua varanda gritou. Ele se despiu em solidariedade. Nunca ouvi uma multidão aplaudir mais alto em minha vida.





Leia Mais: The Guardian

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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