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A maioria dos crimes violentos ou sexuais não foram resolvidos nos principais centros de criminalidade do Reino Unido no ano passado | Crime
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2 anos atrásem
Josh Halliday and Michael Goodier
As vítimas estão a ser “decepcionadas repetidamente” pela polícia, disse um ministro, já que quase todos os crimes violentos ou sexuais ficaram sem solução em centenas de centros de criminalidade na Grã-Bretanha no ano passado.
Quase 1,9 milhão de crimes violentos ou sexuais em Inglaterra e o País de Gales foram encerrados sem que um suspeito fosse capturado ou acusado no ano até junho de 2024 – cerca de 89% de todas as infrações tiveram resultado, mostram os números oficiais.
Menos de um em cada 10 casos foi resolvido em 611 bairros com os níveis mais elevados destes crimes, de acordo com uma análise do Guardian, à medida que um número crescente de vítimas se retira das investigações depois de perderem a fé em garantir a justiça.
Jess Phillips, Ministra da Salvaguarda e da Violência contra Mulheres e Raparigas, afirmou: “É completamente inaceitável que cada vez menos crimes violentos e sexuais estejam a ser resolvidos, com mais vítimas a serem decepcionadas continuamente.
“A gravidade destes números prova por que a violência contra mulheres e raparigas é uma emergência nacional e é por isso que definimos a nossa missão sem precedentes de reduzi-la para metade numa década.”
Apenas 11% dos casos de crimes violentos e sexuais na Inglaterra e País de Gales foram fechados depois que um suspeito foi capturado ou acusado no ano até junho de 2024, cerca de metade da proporção de sete anos antes.
Houve diferenças gritantes na proporção de crimes violentos e sexuais que não foram resolvidos em todo o país, com as grandes forças urbanas a registarem resultados muito piores do que as partes de Inglaterra e do País de Gales com menos crimes.
Apenas 6,9% dos crimes violentos ou sexuais foram resolvidos em West Midlands no ano encerrado em junho, e apenas 7% foram resolvidos na área da Polícia Metropolitana, segundo dados do Ministério do Interior. Isso se compara a 19,2% em Lancashire e 18% em Cumbria.
Cerca de uma em cada 10 dessas infracções resultou numa acusação, intimação, intervenção ou noutro resultado extrajudicial na Grande Manchester e Merseyside no ano até Junho, em comparação com cerca de uma em cada seis em Cheshire, Durham e Humberside.
Os crimes violentos e sexuais incluem crimes como lesões corporais graves, agressão sexual, perseguição, assédio e violação.
O líder dos chefes de polícia britânicos, Gavin Stephens, concedido que as vítimas enfrentam uma “disparidade” de policiamento em todo o país e apoiou apelos para uma “grande mudança” na forma como as 43 forças do país operam.
Yvette Cooper, a ministra do Interior, prometeu acabar com uma “loteria de códigos postais” de policiamento e, em novembro, anunciou um novo órgão que coordenaria funções especializadas, como ciência forense, TI e o uso de drones e helicópteros.
Espera-se que mais detalhes sobre este grupo de trabalho sejam anunciados dentro de semanas, quando o governo publicar um livro branco sobre os seus planos.
Helen Newlove, comissária das vítimas para Inglaterra e País de Gales, disse em resposta à investigação do Guardian que as pessoas questionam agora se devem denunciar mesmo os crimes mais graves, uma vez que tantas investigações terminam sem justiça.
Lady Newlove, cujo marido Garry era morto por um grupo de adolescentes em 2007, disse: “Ao denunciar um crime, as vítimas depositam a sua confiança no sistema de justiça para procurar a verdade e fazer justiça, sabendo que as suas denúncias são levadas a sério, independentemente de quem sejam ou onde vivam.
“No entanto, muitas vezes, as investigações são encerradas sem resolução, fazendo com que as vítimas se sintam ignoradas e sem apoio.
“A confiança das vítimas no policiamento permanece frágil, com muitos a questionar se denunciar um crime levará à justiça. Cabe aos líderes policiais reverter isso. Podemos e devemos fazer melhor.”
Newlove alertou que as vítimas estão cada vez mais se retirando das investigações, pois leva anos para levar os perpetradores a tribunal.
Cerca de 60% de todas as investigações de estupro são encerradas antes do processo porque a suposta vítima não apoia mais a ação policial, contra 43% nove anos antes, de acordo com dados oficiais. Números CPS separados mostram que o número de alegadas vítimas de violação que abandonaram os processos antes do julgamento também mais do que duplicou em cinco anos.
Em média, uma investigação de violação demora 423 dias a resultar numa acusação ou intimação – em comparação com 55 dias para violência contra a pessoa, ou 28 dias para roubo – o que significa que foram resolvidos menos crimes no final do ano do que outros crimes.
A proporção de crimes violentos ou sexuais resolvidos aumentou ligeiramente no ano passado, para 11%, em comparação com o ano anterior (10%). No entanto, as taxas de resolução continuam mais baixas do que antes da pandemia de Covid-19: 16% destes crimes foram resolvidos em 2018, enquanto 13% foram resolvidos no ano seguinte.
Os números publicados em data.police.uk, um site de dados abertos sobre crime e policiamento, mostram 611 distritos municipais com pelo menos um crime violento ou sexual a cada quinze dias, onde menos de 10% levaram um suspeito a ser capturado ou acusado.
Nove desses bairros – que excluem as forças da Grande Manchester e Devon e Cornualha devido a problemas de dados – não viram nenhum crime resolvido nos 12 meses que terminaram em Julho de 2024.
A ala com o maior total de crimes violentos ou sexuais foi Birmingham Ladywood, com 711, 91% dos quais não resultaram na acusação ou advertência de um suspeito. Foi seguido pelo distrito de Bradford City (648 crimes violentos ou sexuais) e Little London e Woodhouse em Leeds (596).
O Nacional Polícia O Conselho de Chefes (NPCC) afirmou que era de vital importância que as vítimas de crimes se sentissem capazes de contactar a polícia e que as forças estivessem a “trabalhar arduamente para transformar” a resposta à violação e aos crimes sexuais graves.
Um porta-voz disse que houve uma mudança cultural na forma como as forças policiais abordaram as investigações de crimes sexuais nos últimos dois anos e meio e que houve um aumento de 38% no número de suspeitos de estupro acusados no ano até dezembro de 2023, em comparação com o ano anterior.
O NPCC acrescentou: “No entanto, temos muito mais a fazer. Ao ouvir as vítimas, sabemos que ainda se fazem sentir desvantagens, discriminação e incompetência contextual. Estamos determinados a fazer mudanças positivas e duradouras para proteger melhor as vítimas e levar mais perpetradores à justiça.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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