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POLÍTICA

A reação de Bolsonaro ao relaxamento da prisão da…

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A reação de Bolsonaro ao relaxamento da prisão da...

Lucas Mathias

Usado como faísca para incendiar as redes bolsonaristas nas últimas semanas, o caso de Débora Rodrigues dos Santos, condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) depois de vandalizar, com um batom, uma escultura em frente à sede da Corte, voltou a ser comentado por Jair Bolsonaro (PL). Na rede social X, o ex-presidente celebrou a decisão da Justiça que levou a cabeleireira à prisão domiciliar, mas voltou a criticar a postura do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. Para Bolsonaro, o magistrado só flexibilizou a condição de Débora por “pressão externa”, o que para o capitão representou um “recuo tático”. 

A cabeleireira estava presa preventivamente desde 2023, e ficou marcada pela imagem em que aparece escrevendo “perdeu, mané” na escultura A Justiça, na Praça dos Três Poderes. A frase faz referência a uma resposta do ministro Luís Roberto Barroso a bolsonaristas, em viagem a Nova York no final de 2022. Na esteira da ofensiva contra medidas judiciais tomadas por Moraes e pela Suprema Corte, os apoiadores do ex-presidente vinham criticando o magistrado por condená-la a catorze anos de prisão pelo ato de vandalismo, depois de ser denunciada por cinco crimes. 

Estátua ‘A Justiça’, pichada com a frase ‘Perdeu, mané’ durante o 8 de Janeiro por Débora Rodrigues dos Santos (Carlos Moura/SCO/STF)

Na última sexta-feira, 28, Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República para substituir a prisão preventiva por domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica, enquanto Débora é julgada pelo STF. O processo está suspenso, após pedido de vistas feito pelo ministro Luiz Fux. Em sua decisão, Moraes entendeu que a espera poderia prejudicar a cabeleireira em razão da ofensa ao “princípio da maternidade e à infância”. Ela tem dois filhos, de 6 e 11 anos. 

A reação de Jair Bolsonaro veio no mesmo dia. Em sua publicação, ele celebrou que Débora “finalmente poderá voltar pra casa”, mas criticou Alexandre de Moraes, a quem atribuiu um “sadismo” na condução do caso. “Mas atenção: não é liberdade. É prisão domiciliar, com tornozeleira e restrições, como se ainda representasse um ‘risco concreto à ordem pública’, segundo o próprio sistema que a manteve trancada por 730 dias sem sentença”, bradou. 

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Para o ex-presidente, apesar da flexibilização na medida contra Débora, a mudança de cenário representou uma “justiça de ocasião” e um “sistema que só ‘reconhece excessos’ quando a pressão externa se torna insustentável”. 

Como mostrou VEJA, a cabeleireira, um dos símbolos do momento em que a democracia foi atacada, tem sido tratada agora como referência para alimentar a discussão em torno da dosimetria das penas estipuladas pelo STF e para impulsionar a movimentação bolsonarista por uma anistia aos envolvidos nos ataques. 



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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