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A tundra do Ártico agora emite mais CO₂ do que absorve
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O Ártico, sentinela das alterações climáticas, está a mudar cada vez mais rapidamente devido às atividades humanas. A tundra ártica agora emite mais dióxido de carbono (CO2) do que armazena, devido ao aumento das temperaturas e aos incêndios. Ela saiu de um coletor de CO2o que foi durante milénios, a uma fonte, embora continue a ser uma fonte de metano, um gás com efeito de estufa muito poderoso, alerta a Agência Americana de Observação Oceânica e Atmosférica (NOAA). no seu relatório de referência sobre a regiãopublicado na terça-feira, 10 de dezembro e escrito por 97 cientistas. O suficiente para amplificar ainda mais a crise climática, num círculo vicioso.
O Pólo Norte está a aquecer entre duas e quatro vezes mais rápido que o resto do globo. A causa é um fenômeno chamado “amplificação ártica”: à medida que derrete, o gelo e a neve altamente refletivos são substituídos pelo oceano ou vegetação mais escuros, que absorvem mais raios solares, aumentando a temperatura. O ano de 2024 será o segundo mais quente já registado na região desde 1900, e os últimos nove anos são os mais quentes já registados.
Embora o aumento das temperaturas estimule a produtividade e o crescimento das plantas, que absorvem dióxido de carbono, também provoca o descongelamento do permafrost, solo permanentemente congelado. “Sob o efeito do aquecimento, os microrganismos contidos nesses solos decompõem mais matéria orgânica, que libera CO2 e metano »explica Gerhard Krinner, climatologista do Instituto de Geociências Ambientais. Uma ameaça, pois o permafrost terrestre contém o dobro da quantidade de CO2 presente na atmosfera e triplicar o que foi emitido pelas atividades humanas desde 1850.
Impacto dos incêndios florestais
Grandes incêndios nas áreas do norte nos últimos dois anos também contribuíram para as emissões do Ártico. Em 2023, os incêndios florestais no Canadá destruirão mais que o dobro de terras do que os recordes anteriores. Ao queimar a vegetação, libertaram quase 400 milhões de toneladas de carbono na atmosfera, ou cerca de 1.200 milhões de toneladas de CO.2mais do que as emissões anuais de todos os países do mundo, com exceção da China, dos Estados Unidos, da Índia e da Rússia.
Para além deste recorde, as áreas ardidas continuaram a aumentar nas regiões árticas nos últimos anos. Os incêndios também alteram as camadas isolantes do solo, acelerando o degelo a longo prazo do permafrost.
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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
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24 horas atrásem
3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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