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Achei que era um péssimo ouvinte. Acontece que não consegui ouvir | Bem, na verdade
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2 anos atrásem
Maggie Neal Doherty
Achei que era apenas um péssimo ouvinte.
Eu não gostava de podcasts. Eu costumava interromper as conversas, perguntando “o quê?”, sem conseguir acompanhar. Eu mal conseguia detectar as letras das músicas e tendia a preferir música clássica. Estudei literatura durante a faculdade e a pós-graduação, então presumi que era um aprendiz textual. As conversas eram difíceis, especialmente em locais lotados; Eu atribuí isso a um déficit de personalidade.
Talvez eu me distraísse facilmente, dizia a mim mesmo quando desligava um podcast depois de apenas alguns minutos. Quando perdi o fio do que os amigos estavam dizendo, concluí que preferia espaços mais silenciosos a bares barulhentos.
Há alguns anos, comecei a aumentar o volume da minha televisão e liguei as legendas. A tecnologia de streaming tinha baixa qualidade de som, imaginei.
Em 2023, levei minha filha de três anos ao médico de ouvido, nariz e garganta depois que ela sofreu de infecções de ouvido frequentes e repetidas.
Enquanto o médico discutia a cirurgia do tubo auditivo para ajudar minha filha, mencionei minhas recentes frustrações com a audição. No trabalho como instrutor de redação criativa, me vi colocando a mão atrás da orelha para entender melhor o que meus alunos diziam. Talvez ele pudesse limpar meus ouvidos e então eu ficaria bem.
Ele me fez uma série de perguntas. Achei que minha audição estava piorando? Quando eu disse que sim, ele recomendou uma consulta separada com um fonoaudiólogo.
Apareci uma semana depois, um pouco irritado – eram muitas etapas para o que presumi ser uma simples limpeza de ouvido. Mas depois de um teste auditivo, o fonoaudiólogo saiu da cabine de som e explicou que eu tinha perda auditiva congênita.
Aos 41 anos, sem histórico familiar de perda auditiva, além da perda relacionada à idade, fui diagnosticado com perda auditiva neurossensorial moderada de frequência média, o que significa mau funcionamento relacionado aos nervos nas estruturas do ouvido interno. É comumente conhecida como perda auditiva “mordida de biscoito” devido ao formato em U que ela forma em um audiograma – como se alguém tivesse mordido um biscoito redondo. É um nome fofo, mas fiquei chocado. Eu não estava esperando por isso.
O som mais comum na frequência média é a fala humana, de acordo com Winnie Fu-Feng, fonoaudióloga pediátrica do Mass Eye and Ear do Mass General Brigham. Por isso não conseguia entender muitas conversas e sentia que as pessoas murmuravam.
Os tipos mais comuns de perda auditiva que Fu-Feng vê são perdas relacionadas à idade em adultos ou exposição a ruídos altos. Em crianças, a perda auditiva condutiva é o resultado de múltiplas infecções de ouvido. A perda auditiva por mordida de biscoito é o tipo mais raro. “É responsável por apenas 0,7-1% de toda perda auditiva neurossensorial e é genética”, disse Fu-Feng.
Com a perda da mordida do biscoito, a detecção precoce é fundamental para que o paciente possa receber aparelhos auditivos, que são a única forma de mediar a perda. A perda da mordida do biscoito não pode ser revertida e não melhora. Também pode piorar à medida que a pessoa envelhece, que é o que estou vivenciando. Fu-Feng recomendou que qualquer pessoa que esteja preocupada com sua audição ou alguém que conheça fale com seu médico, disse ela – a opinião de amigos e familiares é importante.
Meu fonoaudiólogo e Fu-Feng ofereceram razões pelas quais minha perda auditiva passou despercebida por tanto tempo, embora eu provavelmente tenha nascido com ela. Eu nasci em 1982, e universal testes auditivos de triagem neonatal estavam 10 anos no futuro. Não tive atrasos na fala, passei nos testes de audição da escola e tive um bom desempenho na escola. Consegui me adaptar até não poder mais. Durante décadas, isso passou despercebido, até quase meus 30 anos. Foi então que percebi minha dificuldade em entender as conversas, em aumentar o volume da televisão ou em ouvir em lugares barulhentos – todos sinais de perda auditiva, segundo Fu-Feng.
Comecei a me lembrar de muitas ocasiões em minha vida, mesmo no ensino médio, em que não conseguia entender as instruções de um professor durante o ensaio de uma peça. Mesmo em tenra idade, presumi que minhas habilidades auditivas eram o problema.
Durante meu teste com a fonoaudióloga, ela observou que eu lia seus lábios e acompanhava seus movimentos corporais durante nossa conversa. Eu não tinha ideia de que estava trabalhando tanto para me comunicar com outras pessoas.
após a promoção do boletim informativo
O fonoaudiólogo me equipou com aparelhos auditivos. Ao sair do consultório, chocado com meu diagnóstico, me perguntei: o que estou perdendo? Com o que diabos eu tenho concordado todos esses anos? Como jornalista, me perguntei se havia cometido erros graves durante as entrevistas. Eu tinha dito sim para colegas, baristas, amigos e meus filhos em determinadas situações, embora provavelmente estivesse entendendo mal a pergunta?
MMeus novos aparelhos auditivos tornaram o mundo incrivelmente barulhento. Até meu cabelo fazia barulho agora, roçando no minúsculo microfone dos aparelhos auditivos, que leva o som ao amplificador. Após duas semanas de sobrecarga sonora, comecei a me adaptar. Na sala de aula, eu conseguia ouvir a fala com mais clareza – não era mais necessário colocar os ouvidos em concha para captar trechos de uma conversa. Cerca de um mês depois de adquirir meus aparelhos auditivos, fui a um concerto folclórico e quase chorei: agora conseguia escolher a letra da música. Foi lindo.
A tecnologia dos aparelhos auditivos melhorou dramaticamente; meu par é habilitado para Bluetooth, então posso ouvir música diretamente através de meus dispositivos ou atender uma chamada, o que me faz parecer um espião, dizem meus dois filhos pequenos.
Depois de um estudo inovador de 2011 da Johns Hopkins sobre a ligação entre perda auditiva e o risco de demênciaa percepção pública sobre a perda auditiva mudou drasticamente, disse Fu-Feng. Antes do estudo, explicou Fu-Feng, as pessoas costumavam brincar que a audição era simplesmente parte do envelhecimento. Agora há uma compreensão mais ampla de como ocorre a perda auditiva e como ela pode afetar a saúde. Por exemplo, a perda auditiva pode resultar em isolamento social e colocar as pessoas em risco de depressão e outros problemas de saúde.
Eu não tinha reunido as pistas sobre minha própria perda auditiva porque era jovem. Achei que não me enquadrava no perfil, mas agora percebo que esse estereótipo me impediu de procurar ajuda.
Como a perda auditiva causada por mordida de biscoito é genética, meus dois filhos já foram examinados e até agora sua audição está normal. Eles serão exibidos a cada três anos.
Faço um teste auditivo anual para verificar se minha perda auditiva progrediu e para ajustar meus aparelhos auditivos. Uso ambos os aparelhos auditivos diariamente e defendo-me em situações do dia-a-dia, como pedir aos alunos que falem na aula. Se estou em um restaurante barulhento, peço às pessoas que fiquem de frente para mim para que eu possa ler seus lábios. Desde o meu diagnóstico, entendo que não se trata de ser um bom ouvinte ou de se distrair facilmente. Agora ouço plenamente as divagações dos meus dois filhos e adoro cada momento.
Mas ainda acho que a qualidade do som de um filme em streaming é péssima – e sempre uso legendas.
Maggie Neal Doherty é jornalista freelancer, colunista de opinião e instrutora de redação de Kalispell, Montana.
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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